quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Da crise das empresas onde estou

Estamos a pouco dias do final do mês (thanks god!) e continuo ainda com metade do salário de Dezembro em atraso e ainda nem uma única palavra sobre previsão de regularização do mesmo.  E depois será salário e meio em atraso. Não é que seja de valor elevado o que falta receber de Dezembro, mas €317,17 fazem-nos muita falta.
O desplante do meu patrão que hoje resolveu dar o ar da sua graça aqui pelo estaminé quando eu, por uma questão de sanidade mental e porque não gosto de viver na imundice, estava a fazer uma limpeza ao escritório, é de deixar qualquer um sem palavras. E porque isto das limpezas também as faço desde Julho do ano passado. Não que alguma vez ele tenha pedido/solicitado/ordenado. Mas porque na ausência de liquidez na tesouraria das empresas, resolvi ajudar nessa questão sem pedir contrapartidas. Fi-lo até ao final do ano passado e com alguma esperança que no final do ano ou pelo Natal, houvesse uma compensação, mesmo que pequena ou até mesmo uma prendita para o meu miúdo. Tá bem, tá! Nem uma palavra de agradecimento recebi.
Temos compras da casa a fazer e o miúdo está, novamente, a precisar de calçado. Não porque lhe deixe de servir, mas porque consegue dar cabo dele em três tempos, ou menos.
Hoje o meu querido pai veio almoçar comigo. Disponibilizou ajuda financeira, se precisássemos. Mas não. Já nos ajuda tanto que evito sempre essa situação.
Estou a emburrecer. Estou a perder o savoir faire administrativo pela falta de trabalho no escritório e não perspetivo alterações a curto prazo. A construção civil está pelas ruas da amargura e com os elevados créditos bancários que as empresas têm para com os Bancos não auguro nada de bom no futuro próximo. Passar cerca de 9h30m aqui, a inventar para o tempo passar é de loucos. Mas também não posso sair daqui sem ponderar muito bem a situação e sem ter para onde ir. Há demasiadas responsabilidades a ter em conta, compromissos a respeitar e cumprir.
Estou cansada da falta de trabalho.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A minha mãe morreu

Faz hoje dois meses. Dois.
E sinto muito a falta dela.
Não fiz o luto. Não pude. Não me deixaram.
Disse a quem me rodeia que a vida continua, que a família precisa de mim, o filho, o marido, o pai... Mas só eu sei o quanto custa ter perdido a minha mãe.
Tenho muitas saudades do seu sorriso, dos abraços que dávamos, das conversas ao telefone sobre o neto que já não vê crescer.
A minha mãe sofreu muito e sofreu sozinha, em silêncio, sem dar a conhecer a dor física que a foi matando aos poucos.  E morreu no hospital, sem a filha e o marido ao lado. Não sei se foi melhor ou pior assim.
E culpo-me por não ter estado ao lado dela, e culpo-me por não ter sentido que há 2 ou 3 anos a minha mãe estava doente, e culpo-me por não ter estado mais tempo com ela, e culpo-me por ela não ter vindo mais vezes à nossa casa nova, e culpo-me por não a ter defendido mais vezes e com mais vigor contra quem a magoou e fez sofrer.
Agora não a tenho. Às vezes sinto uma perplexidade quando penso que já não tenho mãe. Porque tomamos como garantido que os nossos pais vivem até serem muito velhinhos e isso nem sempre acontece.
E dói muito não a ter fisicamente cá. Costumam dizer que onde quer que esteja está melhor, a tomar conta de nós e a proteger-nos.
Tretas!
Melhor seria estar viva, ao nosso lado, a ver-nos e nós a ela, com sorrisos, beijos, abraços.
A minha mãe teve uma vida dura, de trabalho. Acho mesmo que as únicas alegrias que teve foi ter tido uma filha e um neto.
A minha mãe não foi feliz. Trabalhou muito, criou a filha, cuidou da casa e roupas, cozinhou, limpou. Pouco passeou, nunca teve a casa que sonhava e sentia-se muito sozinha.
E agora que não a tenho, olho para a minha própria vida e vejo que estou a fazer praticamente o mesmo percurso que a minha mãe. E sinto que quando for a minha vez, terei tido uma vida fotocópia da que a minha mãe teve.
Choro pouco porque não me a traz de volta, não mostro tristeza porque não me a traz de volta, não entro em depressão porque não me a traz de volta.
Precisava ainda muito da minha mãe...

O meu filho tem 5 anos

Tem 5 anos e está crescido. Com alguns percalços ligeiros tem-se desenvolvido muito bem e dessa forma a ansiedade constante de não saber se estaria a cria-lo bem atenuou-se consideravelmente. É um menino bonito, equilibrado, saudável, mimado, que varia entre a boa disposição e as birras, extremamente falador (até a comer ou a lavar os dentes), curioso, teimoso. De aprendizagem fácil e sociável. Noto alguma impaciência em certas atividades se não estiver para aí virado.
Come bem e de tudo, é guloso e dorme razoavelmente bem (quando não decide chamar-me para o tapar) mas não necessita de muitas horas a dormir para recuperar do dia anterior.
Cresce sem problemas visíveis o que faz com que eu sinta que estamos a fazer um bom trabalho.
Está numa fase de extrema teimosia, respostas impacientes ao que eu chamo de pré pré-adolescência. Que não é, mas faz com que perca a paciência com ele em certas ocasiões.
Às vezes sinto que ele necessitava de ter irmãos. 1 ou 2. Porque se sente sozinho, porque não tem com quem brincar ao fim de semana e o rapaz gosta de sociabilizar. Ainda não brinca no quarto dele. Traz tudo para a sala. Só lá fica quando mandamos porque precisamos e vai ligeiramente contrariado.
Um dia destes pergunto-lhe se é feliz.

Mais de 2 anos depois

Após uma paragem de mais de 2 anos nem sei porque volto aqui.
Continuei a ler blogues e a achar interessante quem consegue manter uma rotina de escrita nos respetivos blogues. 
Nestes 2 anos houveram mudanças radicais, acontecimentos bons e outros terríveis. Talvez pelos terríveis tenha voltado aqui. Provavelmente considere ser uma tentativa terapêutica de atenuar o que horas de silêncio e isolamento me fazem pensar e sentir sem verbalizar.
Estamos cá os três: pai, filho e mãe. E isso é bom. Mas não chega. Não se pode resumir a isso.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia Especial

Hoje é um dia especial, muito especial.
O aniversário do marido, do meu Sol, do homem que me acompanha todos os dias nesta caminhada de uma vida a três.
Temos os nossos momentos mais cinzentos, visões diferentes mas temos essencialmente o Amor que nos une, que nos envolve e faz viver cada minuto com a certeza que fomos feitos um para o outro, e de nós, feito o nosso filho.
Hoje é um dia especial.
Feliz aniversário, José Manuel...
Amo-te muito, mesmo.
O Sol e a Lua... (lembras?)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Feliz Aniversário, Filhote!

Hoje fazes 3 anos!

Foram meses, dias, horas e segundos de uma descoberta linda, tantas vezes feliz e apaixonante, como também de insegurança e desconhecimento. Mas sempre, sempre com o que de melhor soubemos e tentamos fazer por ti, filho.
Queríamos mais para ti, Pedro, queríamos ter o poder de fazer acontecer e aparecer tudo o que acreditamos ser o melhor para te criar, mas aos poucos havemos de conseguir.
E não te esqueças nunca, nem nunca deixes de sentir, filho, que o papá e eu amamos-te eternamente, para todo o sempre!

Parabéns, Pedro Manuel!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

FÉRIAS

Estamos bem. E melhor vamos ficar.
Hoje é o último dia de trabalho da mãe, do pai antes das FÉRIAS e o último dia nesta creche do Pedro.
Agora só voltamos em Setembro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Actualizações de nóis 3

Do fim de semana
foi atarefado, um non-stop para conseguir conciliar tudo, mas a verdade é que começando logo no dia anterior as coisas resultam. Depois, acaba o fim-de-semana e a precisarmos de um dia para recuperar as forças.
Na manhã de sábado, uma mistura de limpezas, compras, já que a roupa tinha sido passada na sexta à noite, ficando a outra a secar durante o dia seguinte. Arrumar as compras, preparar o almoço dos três, deixar tudo impecável para a visita de uma interessada na casa enquanto o filhote dormia a sexta. Interessada, sim, mas tentou que baixássemos o valor só que tal não é possível porque o montante a pedir ao Banco não pode ultrapassar os €55.000,00 ou corremos o risco de andarmos a pão e água durante o mês. Depois, foi preparar tudo para o jantar com os nossos amigos que foi espectacular. A filha, com 19 anos, está o máximo (e só de pensar que já a conheço desde os 4 anitos…ai!). Tinha mesmo muitas e muitas saudades de estar com eles, e ver, o nosso filhote sentado à mesa connosco, a comer e bem comportado, bem…orgulho de mãe, mesmo!
Ajudaram-me a arrumar a cozinha e fomos tomar um café à rua. O Pedro ganhou uma bola do tio e era vê-los na rua em frente à nossa casa a jogar à bola. Pena que tivessem de ir embora cedo para Mafra, mas ficou agora combinado um almoço-lanche-jantar em casa deles!
O Domingo é o mesmo: de manhã, adiantar refeições da semana, passar a ferro, preparar o almoço e namorar um bocadinho enquando o Pedro faz a sesta. Depois, ainda fomos até Alverca, mais um passeiozinho e o regresso a casa para dar banho ao miúdo, jantarmos e pouco mais que está a cair a noite.
Agora, era ou não era preciso um fim-de-semana de 3 dias, hein?
Do filho

Quer ir à praia. Uma noite destas, fez uma tal birra que, apesar de não serem novidade, quem é que o convencia que os meninos pequeninos e pais não vão à praia à noite? Irra!

Agora deixou de gaguejar, mas inspira profundamente antes de começar a falar. Ó céus! O que virá a seguir?
Os meus pais regressaram do Alentejo pelo que no fim-de-semana que vem aí, o miúdo vai de férias dos pais para casa dos avós.

Não larga a chucha em casa. Comprámos dois pares diferentes para mudar porque a que usa está gasta, mas quem é que convence o miúdo a mudar de rolha? São giras, novas, coloridas, mas não o convencemos e enganá-lo está fora de questão. Das duas uma, ou pega numa das novas ou quando esta definhar de vez, acabou-se a chucha.

Da empresa

Sorrateiramente, como quem não quer a coisa, um papel aqui, um procedimento ali, um dossier que se inicia e temos mais uma empresa constituída. Que sendo um ginásio de fitness e spa, não tem aqui a sede, mas ainda estou na dúvida se não irá sobrar para mim, uma vez que o toc será o mesmo de uma das empresas daqui. Ou seja, vamos em 4. Penso que o meu patrão deve querer que eu entre no guiness como a funcionária que mais empresas dá conta administrativamente e o diabo a sete!

Comentário do meu colega sobre as nossas condições de trabalho salariais: …é uma vergonha!”. E está tudo dito.

As férias


E para concluir as histórias destes últimos dias, estamos em contagem decrescente para as férias que vão começar a 15 Agosto. Aleluia!
Uns dias em Coimbra vão fazer maravilhas…espero!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

De 3 passarão a 4??

Aqui o patrão vai constituir uma nova empresa de fitness-spa com um sujeito que tou a tentar perceber se era o mesmo gajo que vinha com a actual namorada ruiva (quer dizer, acho que ainda é...será?) ou não.
Vamos lá a ver é se toda a parte administrativa não me virá parar às mãos, que só tenho duas, e 3 empresas já me dão que fazer o suficiente para me fazer saltar a tampa se a minha desconfiança se confirmar!

Potencial cliente? Tomara que sim!

Como não acreditamos muito que seja pelas imobiliárias que consigamos algum resultado positivo da venda da nossa casa, estamos a fazer o nosso trabalho de casa colocando anúncios em sites que o fazem gratuitamente. E como também não podemos esperar sentados que surja algum contacto, vou visualizando na secção de quem procura na esperança que haja alguém ansioso por adquirir um imóvel assim como o que temos.
Vai daí que ontem mandei uma resposta a um potencial interessado. E não é que a pessoa me contactou por volta das 22.00h, falámos e já combinámos que virá ver o nosso cantinho este sábado. Agora espero que venha mesmo, que goste do espaço e acima de tudo que o negócio se concretize.
Vamos lá acender uma, ou duas, velinhas a todos os santinhos para a coisa se dar!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jantar com verdadeiros amigos

Está confirmado que este sábado vamos fazer uma jantarada lá em casa com a tia Cristina e o tio Hélder.
Agora é rezar a todos os santinhos que o filhote esteja num dia inspirado pela positiva e não arme birras.

Mamã pedagógica

Quando o miúdo começa a chorar em alto e bom som que quer ir para a rua, isto depois de tomar um banho para o voltar a pôr novamente apresentável visto que vem com pés, mãos, joelhos, pernas completamente escuras de sujidade da escolinha por causa do pavimento que têm no pátio, o que faz uma mãe dedicada como eu, extremosa, carinhosa, e que tem ainda de acabar o jantar, apanhar roupa e adiantar o jantar do dia seguinte? Conta de mil até menos mil, respira fundo, fala com o miúdo, usa a relação causa-efeito de chorar=castigo, dá-lhe uma palmada no rabo, apresenta-lhe várias propostas de brinquedos? E quando o choro começa a complicar com o sistema nervoso da mãe dedicada, carinhosa, e (in)paciente? O melhor que tem a fazer é ir para a cozinha e adiantar as coisas…

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adora morangos!

No fim-de-semana fomos às compras como é habitual. Agora vamos sempre ao Lidl porque mesmo acreditando que o que é nacional é bom, mas mais caro e desculpem-nos os produtores portugueses, mas a vida não está para grandes modas!
Pois bem, na loja, o miúdo disse-me logo para comprar “moangos”! Como já os come há algum tempo e nunca lhe fizeram mal, trouxemos uma caixinha e deliciou-se no sábado com eles depois das refeições. Mas não é que os gaijos desta vez deviam de ser mais ácidos pois tenho o meu menino com a boca cheia de borbulhinhas pequeninas e vermelhas?
Raios os partam!

A questão principal

Este fim-de-semana tivemos duas visitas a ver a nossa casa: uma por simples curiosidade, quase aposto; a outra, um investidor no negócio do arrendamento, mas até à data não há resultados concretos.
Como é que fazemos para descobrir a pessoa que anda à procura de uma casa como a nossa?

Ainda da gripe A

Apesar de não considerar a gripe A mais perigosa que todas as outras constipações e gripe que nos assolam durante o Inverno, esta, por ser de contágio tão rápido, preocupa-me mais. Eu sei que o miúdo é saudável, alimenta-se bem e correctamente (bem, um doce de vez em quando também é preciso) pela variedade e quantidade que lhe damos, mas penso de vez quando que este vírus ainda vai passar lá por causa.
Preocupa-me o marido que anda de transportes públicos, locais de risco elevado.
E preocupa-me a inconsciência das pessoas que não tomam os devidos cuidados e são egoístas.
Porque quando chegar a época alta, não haverá vacinas (que só estão previstas para 2010), nem médicos, nem C. Saúde, nem nada capaz de dar resposta a todos quantos contraírem a gripe.
Não é estar alarmada, mas não deixo de pensar nisto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Importante

Do fim-de-semana

Fiquei de todas as cores com predominância pelo vermelho. No Domingo de manhã, depois de adiantar as coisas, e do filho ter brincado com carros, visto bonecos e pintado, peguei nele e fomos dar uma voltinha a pé. Antes, parámos no café de bairro e estava lá, para além da dona do mesmo, uma senhora que também mora na mesma rua que nós. A nossa família não é dada a conversas com os vizinhos, mas desde o nascimento do miúdo é inevitável alguma conversa de circunstância.
Pois bem, depois de tomar o café e ter comprado uma bola ao Pedro, daquelas em que se põe a moeda na máquina, a tal vizinha meteu conversa com o filho perguntando-lhe como se chamava. Ele respondeu e depois perguntou-lhe que idade tinha. Ora bem, o Pedro sabe quantos anos tem, mas deve ter confundido os deditos e em vez de esticar dois para dizer que tinha dois aninhos, fez um “toma” à senhora. Fiquei às cores…agarrei no miúdo e bora lá, Pedro, que se faz tarde!

Lá em casa apreciamos a comida. E o miúdo vai pelo mesmo caminho. A relevância desta história é que o maridinho está um excelente cozinheiro, com capacidade inventiva e faz uns pratos deliciosos que o filho come tudo até ao fim. Estou muito orgulhosa do marido e acredito que se tivéssemos um estabelecimento de restauração, batia aos pontos a muitos que apregoam ser de cinco estrelas.

Ontem ao fim da tarde enquanto eu fazia a depilação para experimentar uma maquineta nova, o marido tomou um duche. Lembrei-me que seria giro o miúdo tomar banho com o papá e assim fizemos. Engraçado mesmo foi a comparação do Pedro em relação ao que distingue os meninos das meninas, mas comparando-se a ele e ao pai! O miúdo está esperto!

Depois do jantar de Domingo e porque a temperatura da noite assim o convidava, fomos até ao largo com o Pedro. Levámos a bicicleta dele e foi vê-lo todo contente a andar de um lado para o outro. Às tantas, vira-se para o papá e diz-lhe para ir buscar também a “chicleta gande!”. O maridinho que até esteve a limpá-la no sábado, foi buscá-la e depois era vê-los a pedalar, a fazerem corridas e cá para mim o bichinho da bicicleta já entrou no maridinho.
Eu aprendi a andar apesar de nunca ter tido nenhuma porque não havia espaço para guardá-la nem os meus pais me levavam a algum lado onde eu pudesse andar. Mas agora e com os meus “Manéis” a gostarem tanto de andar, vamos a ver se conseguimos uma para mim, baratinha, não muito grande porque do alto do meu metro e meio tem de ser de um tamanho que eu consiga chegar ao chão em caso de emergência. Ah! E tenho preferência por uma de cor branca e com cestinho à frente, pode ser?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Tem havido

… notícias, situações, desenvolvimentos mas a vontade de escrever nem por isso é muita, para além de haver dias em que há sempre que fazer nas horas que passo aqui na “barraca”.

O filhote está óptimo e recomenda-se. Depois de uma noite em que se molhou (mais por culpa nossa) começou com alguma tosse e ranhoca que passou passados uns dias e o apetite voltou em força. Está cada vez mais desenvolvido a todos os níveis. Tem passado os fins-de-semana com os avós, mais para nos libertar um pouco e alia-se o útil ao agradável. Mas este já o passa connosco pois os avós estão no Alentejo. Aprende cada vez mais e tem saídas deliciosas!
Há coisa de duas semanas começou a gaguejar no início das frases. Sinal de alerta! Ele que sempre foi tagarela, começou a emperrar…Comecei logo a fazer um filme, mas a conclusão foi por imitação, ou seja, como a namoradinha começou com este problema, o rapaz por solidariedade, fala também assim. Mas agora só o faz quando quer falar muito depressa e nota-se perfeitamente que é pelo contacto com a pequena. Já vi que este casório me vai trazer bastantes dores de cabeça.
Continua um apaixonado pelos bichos, por carros e motas e com o avô a fazer um belo trabalho pois o menino fez uma birra descomunal um dia em que o foi buscar à escolinha e foi-lhe comprar uma mota toda xpto de €15,00 para o miúdo ao chegar a casa a deixar cair ao chão (quase que não tem mãozinha para a segurar) e haver estragos. Depois, quando eu chego a casa, vem queixar-se! Haja pachorra!
Adoptei um sistema com o filhote: chegamos a casa e dou-lhe uma peça ou duas de fruta que vou variando. Assim, após o banho, janta e se não lhe apetecer fruta já a tem na barriga. E enquanto a come, sossegadinho a ver os bonecos, vou adiantando o resto do jantar do dia e o jantar seguinte. Claro que isto funciona excepto nos dias em que é o avô a ir buscá-lo, porque na ementa está a fatia do bolo e sumo!
A adoração que ambos sentem um pelo outro está firme que nem uma rocha. Com o filhote a crescer mais um pouco, haverá uma enorme cumplicidade entre eles, de certeza!

O meu hobby vai de vento em popa, ou melhor, de brisa que o tempo também não é muito, mas está a avançar. Faço-o à hora de almoço no escritório e em algumas noites em que nos despachamos mais cedo e o miúdo adormece pelas 22.00h, o que é um avanço significativo e positivo. Praticamente dorme a noite toda.

Da casa, bem está a ser lento. Decidimos baixar o preço para €80.000,00 para nós a ver se conseguimos vender. Gostava muito de até ao final do ano estar na nova casa e finalmente o nosso filhote ter o quartinho dele, com as coisinhas dele. Nota-se perfeitamente que a partir das 21.00h / 21.30h está cheio de sono, mas não o podemos deitar a essa hora porque fazemos barulho (jantarmos, arrumar a cozinha, tomarmos duche) e assim, o Pedro só vai fazer soninho por volta das 22.00h, ou pouco depois. Lamentavelmente.

O meu pai veio almoçar comigo a semana passada. Foi bom. Somos muito parecidos de feitio. Sempre fomos muito cão e gato, mas sem discussões. E a maior parte das vezes sem conversas e diálogos. Ele acha que está sempre certo e a maneira dele ver as coisas é que está correcta. Mas não é. Da mudança do Pedro para o colégio aceitou e reagiu bem. Também, contra factos não há argumentos e a diferença na mensalidade para baixo é factor decisivo. Da casa há aspectos que não entende como a nossa procura numa zona mais perto do colégio. Acha que onde eles moram a facilidade das viagens de casa para os respectivos trabalhos é a mesma. Eu é que não estou para andar a atravessar a cidade de Lisboa duas vezes ao dia e ter ainda mais stress das horas do que já tenho. Já me chega! Estou fartinha de trânsito, carros, e pensar se chego a horas ou não para ir buscar o filho. Agora há muita gente de férias, mas depois é novamente o caos. E o meu pai não entende isso. Não se apercebe da sobrecarga que tenho. A sua obsessão pelo neto é de tal forma que o bem-estar dos outros pouco importa. E isso entristece-me… e tenho algumas coisas em mim do passado que não quero ver repetidas com o miúdo.

Aqui no escritório é “piadas” umas atrás das outras. Nos pagamentos do mês passado, efectuadas a 8 de Julho, o patrão entregou-me mais de dois mil euros em despesas pessoais, fora o vencimento que recebe, mais um vencimento extra de uma situação cinzenta.
Foi “enganado” por um dos Bancos com o qual trabalhamos num contrato chamado de Permuta de taxa de Juro que implicou e vai implicar um pagamento trimestral ao Banco de cerca de €22.000,00, pois a manter-se a taxa de juro baixa, e acho que assim vai continuar nos próximos meses, foi um excelente negócio para o Santander.
Após ter despachado a brasileira, e muitas que entretanto devem passar-lhe pelas mãos, agora temos uma ruiva pintada da zona leste da Europa como a mais recente namorada, com direito a saírem daqui do escritório de mão dada, porque a senhora pretende deixar bem claro quem é, se calhar na pretensão que quem o veja (eu) comunique à mulher do meu patrão ou chegue ao conhecimentos dos 3 filhos dele. Digo eu, não sei, que sou como os macaquinhos, cega, surda e muda, até porque nem gosto da mulher dele nem sou nem nunca fui graxista e dar-me bem com ela. Eu considero o respeito pelas pessoas e a confiança valores extremamente importantes. É triste quando um casal chega a este ponto. Mais vale ir cada um para o seu lado, só que neste caso, há muitos milhares ou milhões de euros em jogo na separação e não creio que o patrão esteja disposto a perdê-los. Iria sair-lhe extremamente cara. Mas ainda assim, seria certamente a melhor opção.
E como pedi ao contabilista os recibos do pessoal mais cedo para programar os pagamentos deste mês, cheguei à brilhante conclusão que, se retirar o meu subsídio de refeição recebo €447,00, depois do devido desconto para a minha eventual reforma. Ena! Eu gosto do que faço e tenho aprendido muito. Tem aspectos bastante positivos como ninguém me chatear nem controlar, faço o meu trabalho como quero e organizo-o como me dá mais jeito. Noutros tempos, ainda assim, eu não teria pensado duas vezes em mandar isto e respectiva gerência para um sítio que eu sei, mas actualmente não nos podemos dar ao luxo de existir mensalmente apenas com o trabalho de maridinho. E por isso vou engolindo umas quantas coisas. Até um dia e provavelmente se houver oferta que supere o que aqui ganho, o que não é de todo difícil, nem olho para trás. Porque eu sou competente, organizada, pontual e assídua (só mesmo o filhote para me fazer faltar ou chegar ligeiramente atrasada) e nem estando doente, como aconteceu frequentemente o inverno passado, eu falto. Não respondo e aceito fazer o que me “pedem” ou “exigem” sem reclamar. Lamento realmente a avareza do patrão, e não é só comigo, também com o meu colega, porque tem excelentes colaboradores com óptimo desempenho mas cuja motivação anda pelas ruas da amargura, como este país.

Na última reunião de coordenação entre a gerência e os colaboradores foram decididas algumas melhorias nas condições de trabalho como uma máquina de café (para eu servir quando houver reuniões, claro), um trinco eléctrico na porta, um estore para a janela da recepção onde estou, um corrimão nas escadas que conduzem à cave para evitar mais uma fenomenal queda minha.
Hoje o colega esteve aqui com um subempreiteiro a tirar medidas na pequena arrecadação para montagem de um móvel onde estará a dita máquina de café. E alvitrou a possibilidade de se mandar fazer um pequeno lava-loiças. E eu disse-lhe logo que a haver coffe’s, eram em copinhos de plástico que são baratos e bons e vão directos para o lixo porque não estou para lavar loiça! Depois saiu com mais uma pérola, que se podia pedir um microondas para as minhas refeições quando eu almoçasse no escritório. Está claro que a resposta foi que eu almoço todos os dias no escritório, que a sandes, o sumo e a fruta não precisam de serem aquecidos e quando estive grávida e precisei de me alimentar melhor pedi ao patrão um microondas ao qual ele respondeu negativamente ao meu pedido. Assim, caro colega, agora já tive o miúdo pelo que não preciso de microondas nenhum!

E a modos que, é isto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

No poupar é que está o ganho...mas dele

Às vezes ponho-me a pensar porque estou com tanto cuidado e trabalho em poupar nas despesas fixas da empresa, tipo edp, telecomunicações, etc, se depois vem o patrão e entrega-me facturas emitidas em nome da empresa mas para passar os cheques desses valores no final do mês a ele, sobre máquinas de café krups xpto, serviços da Vista Alegre, telemóveis LG…
Eu devo ser mesmo muito burra! É por isso que não saio do mesmo e recebo o que recebo…