quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Insólitos (again)

Hoje enquanto conduzia para vir para o trabalho tive de parar num semáforo, e olhei para o lado, para o descampado, lá nas bandas da Bela Vista e vi um cavalo a pastar...um cavalo mesmo!

Insólitos

Ontem quando fui tomar café à pastelaria em frente ao trabalho, ouvi o seguinte comentário de um cliente sobre o frio que se fez sentir: "A Islândia está falida. Este frio deve vir de lá. Já não têm mais nada para exportar..."
(Sem comentários)

Mas qual é a novidade?

....de o meu Rabuja estar constipado? Hein?
Nenhuma, claro!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Parabéns, meu Amor...

Quero dar-te o Mundo e a Lua, o Sol e as Estrelas.
Quero os teus dias com sorrisos e gargalhadas, com doçuras e mimos.
Quero as noites com ternuras e confidências.
Quero amar-te ao limite e para além dele.
Quero a Vida toda contigo, eternamente e para todo o sempre.
E um dia, quando formos velhinhos, sentados num qualquer banco de jardim a olhar o rio, de mãos dadas, olhar-te e dizer-te "Amo-te Muito, meu Doce Amor!".
Feliz Aniversário, maridinho!

Estamos a modos que...

Recuperei do que me pôs doente.
Temos o nosso Rabuja constipado, mas com apetite embora muito choramingas hoje de manhã.
Só me apeteceu dar-lhe colinho e ficar com ele o dia todo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estou que nem posso!

Estou um caos. Uma indisposição tremenda atacou-me ontem ao fim da tarde que me deixou de rastos.
Já não me lembrava de me sentir assim tão mal há bastante tempo. Não sei se foi alguma coisa que comi ou se é algum virus maluco que me anda a chatear.
A verdade é que hoje estou no trabalho quase sem forças para nada. Tenho frio e só me apetece estar deitada.
Vou estar a contar os segundos que faltam para me ir embora!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Doentinho

Mais murchinho, mais pedidos de colinho, mais minutos deitado no sofá a ver os "necos" da TV.
Jantou pouco, de empurrão.
Uma hora mais tarde, vem a justificação: está doentinho da barriga com direito a "prenda" durante a noite.
E temos o narizinho com mais ranhoca do que o normal...
Filhote, faz um favor à mãe, sim? Fica bem depressa!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Desencontros

Andamos desencontrados às refeições e gostava de criar a rotina de jantarmos todos juntos.
Com o papá a chegar a casa perto das 21.00h, não posso fazer o Pedro esperar tanto tempo para jantar. Mas custa-me muito dar-lhe o jantar e vê-lo a tomar a refeição sozinho, mesmo eu estando ao lado dele. Não é a mesma coisa.
Somos uma família e deveríamos de poder estar como tal.
Não sei muito bem como resolver isto, a não ser dar-lhe uma peça de fruta ou a sopa à hora dele jantar e depois aguardar para jantarmos todos juntos.
Mas depois receio que ele comece a achar que já jantou e não coma mais nada...
Estou a precisar de uma ideia bem luminosa para resolver esta situação sem o prejudicar.

Hobbie: precisa-se

Tem sido uma semana bem calminha aqui no escritório, o que é excelente pois com o aproximar do fim do mês, multiplicam-se as coisas a fazer e é já para a semana.
Em oposição do esforço caseiro que só parece aumentar de dia para dia.
Tenho cá andado a pensar que preciso de me concentrar num hobbie como escape de todo este stress. Gostaria de voltar às pinturas, mas para isso é necessária boa luz e muita tranquilidade, o que impede o seu regresso, pelo menos, para já.
A leitura, desde as férias que não leio nada a não ser as notícias no site do sapo pois em casa, o canal Panda apoderou-se da TV e parece ter bloqueado naquele canal.
Gostava de fazer um quadro em ponto cruz para o Pedro, mas realmente à noite, durante a semana, assim que o Rabuja adormece só me apetece ir para o vale dos lençóis. É incrível, mas mesmo a ver uma série qualquer na TV, se me ponho numa posição mais confortável, adormeço no sofá...isto está mesmo agreste!
Mas preciso mesmo de algo e que me motive a ir até ao fim. Só ainda não descobri o quê.

É só tretas

Ontem o fim de tarde e a noite do Rabuja não foram das mais fáceis.
Zanguei-me com ele por continuadamente mexer onde não deve (desta vez eram as cebolas que andaram a passear pela casa), jantou pouco, voltou a escorregar para o chão porque decidiu brincar deitando-se em cima de um saco de guardar a roupa de Verão dele e deitou o leite da noite todo fora e isto porque o papá armou-se em treinador e começou a brincar com as pernitas dele, a fazer a "bicicleta". Claro, agitou tanto o miúdo que quando este estava a bebê-lo, deve ter-se sentido mal-disposto e vai de brindar o sofá (o desgraçado anda na mira das más disposições do Rabuja), o chão, o tapete, e eu!
Só sei que quando acho que o dia finalmente acabou, ainda há-de sempre acontecer mais alguma coisa!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Estatelou-se no chão

O Rabuja está tão teimoso, tão teimoso, e tão teimoso que ontem à noite, depois de jantarmos e enquanto arrumávamos a cozinha, decidiu subir novamente para cima da mesa da sala, a que serve de apoio ao sofá, desiquilibrou-se e estatelou-se no chão!
Ouvi um barulho e pensei de imediato: "Pronto! Caiu!"
E sai uma choradeira que só visto. Não, só ouvindo porque berrava! E não é que se tivesse aleijado, porque o revirei de uma ponta à outra e não lhe encontrei absolutamente nada. Deve mesmo ter sido o susto!
Por mais que nós o avisemos, este miudo não aprende!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sê benvindo, Francisco!!

Nasceu o filhote do padrinho do Pedro!
O Francisco inicia agora a sua vida cá fora e desejamos que seja repleta de saúde e muita felicidade!
Parabéns aos recém papás Luís e Ana!

Estamos em guerra com a PT

Ando em "guerra" com a PT há mais de 3 anos.
Quando fui morar sozinha para esta casa onde agora estamos, mudei os contratos todos para meu nome, aderi ao serviço da TV Cabo e tentei alterar o titular do contrato da linha telefónica para meu nome uma vez que o titular era o senhor que lá tinha vivido e ao qual o meu pai comprou a casa.
Mas o dito senhor faleceu já vai um horror de anos e dada a exigência dos senhores da PT em obter-se uma certidão de óbito para alteração do contrato, não se esteve para isso e as facturas foram sendo pagas sempre com a titularidade de um senhor já falecido, o que não deixa de ser um tanto ou quanto esquesito.
Tentei inúmeras vezes que fizessem a alteração por telefone, liguei diversas vezes e nunca consegui nada.
Agora, pensámos em aderir ao serviço telefónico da Zon, uma vez que temos a TV e Net deles. Vinha tudo na mesma factura e acaba por ser mais barato.
Vai daí que mais uma vez e sem sucesso pedi para acabar com o contrato com a PT.
Mas eles são teimosos e dizem que não. Não alteram nem terminam o contrato sem a bendita certidão de óbito. E eu que não estou para gastar dinheiro nisso? E eu que já não os aguento a forçarem-me literalmente a permanecer vinculada a eles no serviço telefónico? Mas não quero!
Considero de uma arrogância extrema a actuação deles. Se eles são teimosos eu também sou. Quando quiserem o pagamento das facturas, que falem com o titular do contrato no Além.
Interrogo-me se haverá legalidade nesta situação de não satisfazerem o meu pedido?
Agora, tomámos uma decisão e actuámos.
Não pagamos mais nenhuma factura e enviei um fax a dizer que não quero mais o serviço deles e para agendarem a retirada da linha e telefone e tudo o mais que for deles.
Entretanto já está marcada a intervenção técnica da Zon para instalação da linha telefónica deles.
Haja pachorra!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Sul

Tenho a sorte, sim que eu considero sorte, de não pertender apenas a um lugar. E gosto que com o Pedro assim seja.
Que este miúdo pertença a tantos lugares como à cidade que o viu nascer. Ou que estas terras lhe pertençam.
A capital de onde sou está-me no coração até ao fim dos meus dias. É uma cidade que me fascina pela luz que este rio permite iluminar cada prédio, cada rua, reflexos nas janelas sejam antigos ou modernos.
À beira-rio, com espaços verdes ou os contentores vindos dos grandes barcos de mercadorias, o sol espelha na água a alma desta cidade que embora pese a confusão e ausência de ordenamento, é das imagens mais lindas e com cores que ainda não encontrei em mais cidade nenhuma.
Mas também sou de outros lados. Da zona Oeste e do Alentejo.
O mar com águas mais frias e nervosas, inconstantes, o nevoeiro que desde que me recordo em adolescente de só desaparecer com o início da tarde pela força do calor, as chuvadas de Verão que impregnavam o ar com aquele cheiro a terra molhada fazem também parte do que sou e das minhas origens.
Mas o Alentejo, com aquela imensidão de terra a perder de vista, o calor sufocante no silêncio da tarde apenas interrompido pelo falar das cigarras ou dos grilos, as praias ao logo da Costa Vicentina até à próxima província estará eternamente no meu coração e nas minha memórias.
Desde sempre que aquela terra esteve em contradição dentro de mim: ora se em mais pequena a detestava por nada haver para fazer, ora a adorava e saudosamente a revisitava já em adolescente e adulta, independente de terceiros.
A família do Sul é extensa. Há tios e tias e primos e primas em segundo e terceiro grau que vão agora falecendo por força da idade. Pessoas que não recordo de alguma vez ter visto ou falado, embora o meu pai diga que sim. Talvez quando eu era pequena e a cidade era tudo para mim e passava-me completamente ao lado esses familiares das aldeias caiadas de branco e ligados à terra que pouco ou nada dava.
Há uma casa de uns tios lá para a zona de Santiago do Cacém que está desabitada e a morrer. Como os seus anteriores proprietários.
"O que achas do valor? Vende-se? ainda se todos vivêssemos aqui..." Pois é, vende-se.
Mas os sonhos misturam-se com a memórias ainda muito presentes, e apesar de afastada alguns kilómetros da praia, e houvesse possibilidade de trabalho para ambos, iríamos viver para lá.
E com a necessidade cada vez maior de espaço para o filho, penso muito em qual a melhor opção.
Não sou assim tão destemida ou corajosa para mandar tudo ao ar e depois logo-se-vê o que acontece. Já assim pensei. As responsabilidades e preocupações levam-me a ponderar muito bem em tudo, em todos os passos e decisões que eventualmente dê.
Conheço muito bem aquelas praias de Melides, São Torpes, Porto Côvo, e V.N. de Milfontes, a Logoa de Santo André. Perdidamente apaixonada por praia, pelas águas mais quentes e transparentes, pelo calor da areia, por aquela luz que mais que tudo descansava corpo e alma.
O filhote gosta de praia. Nota-se. Está-lhe no sangue como em mim.
E espaço. Muito espaço até de sobra.
Sei que não ficaremos aqui para sempre. Sei que não está escrito nas estrelas ficarmos na cidade.
Só ainda não decifrei se estaremos reservados para o Centro ou se para o Sul.

Detalhes

Há certas características da tua personalidade que ainda não sei muito bem se serão feitio ou se desaparecerão com o teu crescimento.
A teimosia é realmente uma das que, mesmo sabendo que quer os teus pais quer os teus avós e tia o são, deves realmente ter concentrado em ti doses industriais da mesma porque me consegues tirar do sério.
Seja o que for que eu digo, não o fazes e acabamos cada um a puxar a brasa à sua sardinha, acabando eu por ter de ralhar contigo.
Desafias e contrarias com um sorriso que me desespera por não me obedeceres!
Começas aos poucos a entender o sentido de certas coisas, aquelas de causa-efeito e essas são importantes para a tua integridade física, ou seja, sabes que se caires fazes dói-dói. Mas a verdade é que fazes, teimas e voltas a fazer precisamente o que te pode magoar e lá tou eu a ralhar contigo, porque de outra forma não vais lá.
E se por um lado sinto um secreto prazer por estares tão agarrado à mamã, por outro não me libertas para fazer o que inevitavelmente tenho de fazer semanalmente ao fim do dia, ou seja o jantar, apanhar roupa, por a máquina a lavar, etc. É doloroso ver que me queres a teu lado todo o instante (e sei que o precisas e muito) e não poder estar todo o tempo a brincarmos ou simplesmente a ver os bonecos na TV ou a fazer desenhos que começas já a apreciar.
Mimos. Muitos. Tantos que toda a gente consegue perceber. Mas eu sempre disse que te iria mimar até à exaustão porque é muito breve o tempo em que os vais querer. Daqueles que quase nos sufocam. Daqueles que nos ficam na memória mesmo quando ainda não temos percepção desse sentir.
Preciso que sintas esse amor e carinho (talvez porque eu não o tive de ambos os lados).
Não consegues ficar mais do que 10 minutos a brincar seja com o que for. Total dispersão pelos mais variados brinquedos. Ainda não descobri o que realmente te faz parar um pouco. Não sei se ainda és muito pequenino para isso ou se será a tua forma de ser, assim, disperso.
Carrinhos, desenhos, peluches, bonecos na TV, brinquedos didáticos, nada te prende a atenção por mais de 10 a 15 minutos. E depois, voltas-te para coisas que constituem perigo, que te podem magoar, que são coisas de adultos.
Preciso de tempo! Preciso de tempo para simplesmente estar contigo...

A noitada de sábado

Para além da chuva torrencial que assolou algumas cidades deste país e à qual também não escapou onde moramos, o registo deste fim-de-semana vai para a noite de sábado para domingo em que a partir das 4.00 da manhã não me deixaste dormir.
É incrível a quantidade de situações que te fazem acordar e consequentemente levantar-me para saber o que se passa contigo, filho.
Ele foi pedir leitinho, ele foi um dói-dói no dedo, ele foi o não saberes da chucha, ele foi sei-lá-mais-o-quê!
Por três vezes leve-te comigo, ao colo, para a sala e estavas tão disperto como se fosse dia!
Sentei-te e sentei-me ao teu lado, perguntei-te várias vezes se querias ir fazer ó-ó na tua caminha e tão depressa me dizias que sim, como não. Não sei mesmo o que te leva a acordar tantas vezes de noite e quase todas as noites. Estejas bem ou com alguma coisa, o resultado é sempre o mesmo: não existem noites em que durmas de seguida.
Nem tu, nem eu, Pedro...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Visita imobiliária

Ontem tivemos a primeira visita de uma agente imobiliária na nossa casa. Muito simpática, muito "vendedora" como todos os profissionais desta área.
Deixei bem claro as nossas pretenções e opiniões sobre a situação. Nada de exclusividade que é um erro crasso para quem quer vender casa, nada de comissões excepto o que lhes for devido no caso da casa ser vendida.
Hoje vamos ler muito bem esse contrato para não dar barraca mais tarde.
O filhote portou-se muito bem enquanto a senhora lá esteve, mas virou a carinha quando se meterem com ele. Nada de confianças a estranhos! Até me deu vontade de rir! Sai mesmo à mãezinha dele!!
Este sábado vamos ver uma casa T2 com um quintal que seria o ideal em termos de topologia. Penso muito nesse espaço ao ar livre pelo Pedro, e às vezes já sonho com o Verão, churrascos, sol, ele a andar na "mota gande".
Sonhar é tão bom!
Vamos a ver se conseguimos tornar realidade este sonho.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Houston...we have a problem!"

Prontinhos para sair de casa, eu e o Rabuja que por sinal acordou muito bem disposto e cooperante. Pegar em tudo o que tinha arrumado (não fosse esquecer-me da minha mala novamente) e pegar nas chaves do carro e casa. Chaves do carro, check! Chaves de casa...chaves de casa...not check!
Procurei, procurei, e voltei a procurar!
Começo a ficar novamente panela de pressão por não encontrar o raio das chaves!
Toca o meu telélé. Era o maridinho: "Amor, temos um problema..." Parecia a famosa frase de um qualquer filme americano sobre as viagens à lua: "Houston, we have a problem...".
A sério? Jura? Então diz lá para ver se é o que estou a pensar..."Levei as tuas chaves de casa..." Ora pois então! Agora tou tramada (para não dizer pior!).
Lá terei de ir buscá-las na minha hora de almoço...
Mas porque é que eu não consigo ter um único dia sem qualquer m**** a chatear-me?
Se assim fosse, os dias não tinham qualquer piada, certo, filhote?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma manhã como tantas outras!

Despachar tudo, o maridinho e eu para depois tratar do Rabuja.
Já eram 7.50h quando o fui chamar (o que traduz já um atrazo considerável no meu horário matinal). "Ó-ó..." responde-me ele de olhinhos fechados, agarrado ao Teddy e enroscado sobre ele mesmo. Sai-me um lamento silencioso por lhe impor horários, mas tem de ser.
Mudo-lhe a fralda, visto-o (hoje é dia de ginástica) e levo-o para a sala onde já está a TV ligada no canal Panda. Fica sossegadinho, meio encostado a uma almofada, de chucha e Tété. Preparo-lhe o Nestum, pouco que hoje tou com um pressentimento que o rapaz não quer comer. Sento-o ao meu colo, aconchegadinho a mim, a sentir-lhe o calor...Chegou às meia-dúzia de colheres, não quis mais. Começo a ver a vidinha a andar para trás e a olhar para as horas..."Queres leitinho, Pedro?". Resposta acompanhada de um sorriso: "Xim...". Lá vou a 1000 à hora arranjar o biberon, sento-o novamente no meu colo e começo a dar-lho (isto para ser mais depressa). Hoje o miúdo tá numa de relax e eu cada vez mais a parecer panela de pressão. Ok, ok! Calma! "Queres mais?". "Não...".
Pronto. Lavo-lhe a carinha, troco de peluches (o Teddy não vai para a creche mesmo!), agarro no almoço, na mochila dele e nele e ala para o carro que já se faz tardíssimo!
Ponho-o na creche e cadê a minha mala? Ó céus! Raios partam a sorte! Tá em casa...
A 120 à hora (agora polícia não dava jeitinho nenhum!) dou a volta e vou a casa buscar a mala, pendurada no sítio do costume) e olho pela milésima vez para o relógio. Bem, assim como assim, atrasada já vou eu chegar, resolvo ir tomar o café antes de seguir viagem para o trabalho (se o patrão já lá tiver já não consigo tomar o indispensável café matinal) e sigo finalmente para a empresa.
Mas porque será que quando estamos cheios de pressa só me aparecem atrasadinhos ao volante, na faixa da esquerda e que me fazem parar em tudo quando é semáforo vermelho? Mas esta gente não pode ir passear para outro lado, tipo assim para o deserto ou dedicar-se a pastar caracóis?
E por incrível que pareça, abri o escritório apenas 9 minutos depois das 9.00h.
Vou ficar cheiinha de cabelos brancos!!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mudar?

Começamos oficialmente a procurar uma casa maior para vivermos.
É tempo de crise, sabemos isso, mas algum dia tem de ser e esperar que isto melhore pode levar tempo e precisamos urgentemente de encontrar uma casa maior para o Pedro ter o seu espaço próprio.
Naõ faço a mais pequena ideia como vamos contornar a situação de conseguirmos pagar uma prestação. Não nos saiu nenhum prémio nem fomos aumentados nem houve redução de custos lá em casa.
Só sei que temos de avançar com isto antes de dar em doida com a falta de espaço e com o Pedro a acordar todas as noites só para ver se a mamã se levanta e dar-lhe a chucha ou o peluche.
Ando a inventar nas arrumações. Cada vez mais tem mais brinquedos e roupa a aumentar de tamanho ocupa também mais espaço.
Temos de vender o nosso T1, que é uma casa em bom estado mas falta-lhe realmente mais um quarto.
Às vezes ponho-me a pensar que há pessoas em situações bem piores e que devíamos dar graças por termos casa e em boas condições e ajuda dos avós do menino.
Mas não chega. E se esperarmos que toda esta crise termine ou venham melhores dias, quanto tempo mais teremos de ali estar?
E penso também, muitas vezes, que apesar de ter emprego estável, recebo um valor equivalente ao da Idade Média que nem dá para as despesas mensais.
E somos poupados pois nem saídas, nem almoços ou jantares fora, nem cabeleireiros frequentes, nem cinemas, nem nada de situações que agora são quase um luxo. Compro coisas para o Pedro mas procuro e comparo muito os preços, quer dos brinquedos quer da roupa. Faço muitas contas à vida durante o mês inteiro. Se ficasse em casa com o miúdo, acabava por ser mais vantajoso economicamente. Mas tanto ele precisa do convívio com outros da sua idade, como eu preciso de estar a fazer algo que evite a estagnação cerebral.
Andamos à procura, a ver, a pensar.
Às vezes, só me apetece dizer umas quantas ao meu boss e fazer-lhe ver a realidade da maioria da classe trabalhadora onde me incluo e ao maridinho e perguntar-lhe como se vive um mês inteiro com aquilo que ele gasta em meia dúzia de refeições que depois é reembolsado pela empresa no final do mês.
Às vezes, sinto o peso de tanta injustiça e custa...
Mas como a tropa manda desenrascar, vamos a ver se conseguimos encontrar um novo lar para nóis 3 e à nossa medida.

Mamã! Deixa Pedro!!

Dei uma bela gargalhada com esta que o meu filho disse, logo pela manhã, quando o tirei da caminha e comecei a vesti-lo!
Devo ser uma mãe muito chatinha!
Mas ontem, quando o tentava ajudar com um brinquedo novo, vira-se para mim, com um ar muito sério e volta a dizer-me: "Mamã! Deixa Pedro!"
Voltei a rir e ele a rir também!

Festa de aniversário em família

Os 2 anos são muito importantes para todos os que te amam, Pedro, e tu és o mais-que-tudo para todos os avós.
Sairam cedo de Coimbra e trouxeram a tua prenda: uma bicicleta do Pocoyo! Não vou esquecer a tua expressão ao olhar para ela, filho. Um misto de contentamento, surpresa, um ar de não-sei-o-que-fazer. Gostaste, disso não há qualquer dúvida!
Veio também a tua tia Cláudia que lá se resolveu a festejar o teu aniversário.
Perto da hora do almoço, chegaram a prima e os teus avós. Faltava a tua madrinha que pouco tempo depois também apareceu e com beijinhos dos Tios Micas e Zé.
Fomos almoçar fora porque em casa não haveria espaço. Correu relativamente bem, sem fazeres grande alarido.
Por volta das 16.00h, chegou o teu padrinho Luis e lá fomos todos cantar-te os Parabéns a você que adoras. O bolo estava óptimo e tinha o desenho do Noddy, o teu actual boneco preferido. Apagaste a velinha e estava um ambiente muito alegre e feliz.
Depois da paparoca já estava a fazer-se tarde e aos poucos começaram a ir embora.
O que fizeste a seguir já eu tinha previsto: mudar-te a fralda e adormeceres em menos de 10 minutos, e isto já eram 18.30h. Passaste um dia inteiro acordado!
Foi muito bom. Foi muito bom ter a família reunida no teu aniversário.

Festa de aniversário

Fazer anos num dia de semana só tem piada pelo facto de estarmos com colegas.
Fica a festa em família reservada para o fim-de-semana.
Na 4ª feira, festejaste os 2 aninhos na creche, todos muito animados, com um bolinho que o teu avô Quim levou e fizeram uma lembrancinha amorosa que vou guardar para quando fores mais crescido veres.
Sei que o dia correu bem pois não consegui não ligar e pedir para te mandarem um grande beijinho da mamã.
À noite, depois de jantarmos, demos-te as prendinhas que não sendo em quantidade, gostaste pois adormeceste agarrado ao popó do Noddy.
Os avós Zé e Rosa ligaram a dar-te os parabéns e os teus padrinhos também. Os teus tios Cristina, Helder e Mafalda telefonaram também para te dar um beijinho e inclusivé quiseste falar com a Mafaldinha!
A festa com todos eles marcada para Domingo.
Por enquanto ainda não entendes o significado de aniversário, apesar de delirares com a canção dos Parabéns a você! Bates palminhas e danças!
Estás a crescer...não há qualquer dúvida!

Consulta dos 2 anos ou 24 meses

Diagnóstico do teu pediatra:
- O Pedro está óptimo!
Intuição de mãe está quase sempre certa e eu sabia que estavas bem, mesmo com a gastroenterite que te chateou durante duas semanas.
Observou-te todo, mediu-te e pesou-te e continuas no teu ritmo de crescimento.
Por enquanto, sais ao lado da mamã, ou seja, pesas 11,200 kg e medes 84,5 cm.
Mas se até fazeres 1 ano eu andei completamente stressada com o teu desenvolvimento, nesta consulta e depois do pediatra te observar, perguntei-lhe: "- O meu filho é saudável?", ao que ele respondeu: -"Está óptimo, mãe!".
Foi só o que eu quis ouvir e dei um enorme sorriso.
Agora só lá voltamos daqui a 6 meses, e eu espero que seja mesmo assim.

Malditos vírus!

Ora bem, febre alta quer sempre dizer qualquer coisa, mais tarde ou mais cedo.
E se na altura não percebemos porque estavas a ter febre, nesse fim-de-semana deu para perceber. Veio a gastroenterite e por causa dela passaste o fim de semana a vomitar forte e feio.
Foi de loucos, contigo assim, sem comeres, a deitar tudo fora, com imensa roupa suja e chão e paredes e nem o sofá da sala escapou.
Na 2ª feira parecias estar melhor e levei-te para a creche. Claro que foi óbvia a conclusão que quase todos apanharam o parvo do vírus e andou tudo a dieta durante a semana.
Apesar de saber que estas coisas demoram a passar, começámos a achar que em dada altura estavas a provocar o vómito. Ou talvez não, não cheguei a conclusão nenhuma.
A verdade é que a tua educadora também achou o mesmo e ralhava contigo. Em casa, era de noite, por volta das 2.00h que começavas a tossir e lá tínhamos "diversão nocturna".
Agora estás melhor e já comes como deve ser.
Esta demorou mais de 2 semanas a passar e ainda acho que o vírus não foi embora de vez, mas pelo menos, deixou o apetite regressar. Valha-nos isso!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2 Anos

Feliz aniversário, meu querido filho!
Era impensável não ficar neste teu cantinho o registo do dia em que comemoramos 2 anos da tua vida, apesar de já o estar a contar uns dias depois.
Se o primeiro aniversário tem um sabor especial, os 2 anos ainda sabem melhor por te ver lindo, saudável e a alegrar a vida dos papás e restante família.Nem há palavras escritas ou faladas que expressem os sentimentos que hoje temos.
Só o Amor que sentimos por ti e esperamos que o sintas revelam que tu, Pedro, és a nossa própria vida.
Como há um ano ainda não existia este espacinho, quero contar-te o dia do teu nascimento.
Neste Domingo, acordei às 6.00h com uma enorme vontade de ir ao wc. O papá estava no turno da noite e só saía às 8.00h, pelo que estava sózinha em casa, mas com tudo pronto.Nesse momento rebentaram as águas e soube que seria nesse dia que nascerias.
Por incrível que pareça, estava calma, nada ansiosa nem apreensiva e isto porque não sentia dores absolutamente nenhumas.
Na 6ª feira anterior tinha ido fazer o CTG e a médica tinha organizado tudo para se até dia 13 de Outubro não nascesses de forma espontânea, fazer-te vir ao mundo. Mas como calhava numa sexta, deves ter achado que não seria um dia bom e lá resolveste antecipar o acontecimento.
Depois de ter tomado um breve duche, telefonei ao teu pai e disse-lhe que tinham rebentado as águas. Como só saía às 8.00h e não dava para avisar o chefe (porque isto de ser segurança é complicado) achou melhor que eu chamasse o 112 e quando saísse iria ter ao hospital.
Assim fiz. Veio a ambulância com dois bombeiros que me queria levar para a MAC, mas eu disse-lhes que era para outra unidade hospitalar. Lá fui. Quando chegámos não sabiam onde era a entrada e lá lhes expliquei. Estava na hora de te ter e ainda hoje me admiro com a minha calma. Veio ter comigo uma médica que me disse estar a ser um dia complicado e não havia vagas. Respondi que estava tudo marcado para ser ali, pois a minha médica fazia ali serviço. Lá pensou uns minutos e mandou-me fazer o registo de entrada.
Depois, filhote, dirigiu-me para a sala de preparação, onde troquei de roupa e vesti aquela bata tão gira e que não tapa nada, fizeram-me o toque (coisa horrorosa) e viram que tinha apenas 1 dedo de dilatação pelo que a coisa iria demorar, a depilação (que doeu bastante) e levaram-me para a sala de partos que por acaso ainda estava a ser limpa. Esperei cá fora, sentada numa cadeira e entretanto chegou o teu pai. Foi um alívio porque não queria estar mais sozinha. Depois da sala de partos estar pronta, mandaram-me deitar na cama e disseram ao teu pai para sair e levar a mala porque por enquando ainda não seria precisa. Entretanto veio uma enfermeira para me por o soro e mais não sei o quê para forçar a dilatação. Só à quarta vez é que conseguiu acertar e diga-se de passagem que eu já estava com as mãos bem doridas de tanta picadela. Ligaram-me o CTG para te monitorizarem e foram embora. Entretanto veio novamente o teu pai e passados uns minutos, aparece a minha médica. Tinha observado a minha ficha e disse ao teu pai que podia ir para casa descansar um pouco porque ainda estava demorado. O que fez a seguir desagradou-me imenso porque como tinha terminado o turno dela, virou costas e foi embora.
Eu disse ao teu pai para ir para casa descansar um pouco pois como tava a situação, e se ía demorar, não valia a pena ele lá ficar. E foi.
Entretanto, apareceu mais um médico que me fez mais um toque e concluiu que ainda não tinha aumentado de dilatação. O medicamento não tava a fazer qualquer efeito e só restava aguardar. Continuei sem ter qualquer tipo de dores ou desconforto a não ser o ter de estar deitada.
Deve ter passado algum tempo, não muito porque de repente, entra um enfermeiro na sala a correr seguido de mais duas enfermeiras e esse médico que lá tinha estado, todos com ar de preocupados.
Nos primeiros segundos não percebi nada do que estava a acontecer. Depois, vi-os a analizar o relatório do CTG e percebi que o meu filho estava em sofrimento. Aí, senti um aperto e perdi toda a calma. Comecei a chorar e a perguntar o que se passava. Ninguém me respondia.
Puseram-me a oxigénio, colocaram mais não sei o quê no suporte do soro e levaram-me para uma sala que recordo ter as paredes pintadas de azul. Já tinha entendido que não estavas bem e as conversas entre enfermeiras e médicos giravam em torno disso.Chorei, silenciosamente, as lágrimas não paravam de cair. Só pensava em ti, Pedro.Depois, ouvi dizer, e já com a sensação que estava a escutar as vozes ao longe, que tinhas recuperado e estavas bem.Lembro de uma médica ou enfermeira fazer-me festas no braço e dizer-me para me tranquilizar porque estavas bem.Percebi que estavam à espera de autorização para começar a cesariana. E que esta tardava em chegar.A partir daqui, começa tudo a ficar mais confuso porque comecei a tremer e a sentir muito frio. E pensei: o meu filho está bem, mas eu não. E voltei a chorar. Senti medo de não te conhecer. Coisas parvas que nos passam pela cabeça.
Não sei a quem tenho de agradecer porque ao verem-me assim, resolveram iniciar a cesariana e não esperaram mais pela autorização.
Senti mais uma injecção que deduzo ter sido para a anestesia geral e apagaram-se as luzes.
Quando acordei, estava noutra sala e com imensas dores, ainda sob o efeito da anestesia. Levaram-me e a ti, filhote, no teu berço, para o quarto onde iríamos ficar, e onde avistei o teu pai, que quando voltou disseram-lhe: "O seu filho já nasceu!".
Quando te vi pela primeira vez, pensei:"é a cara do papá...", "é o meu filho!".
Ficámos lá até quarta-feira à tarde e devo dizer que estava desejando de irmos para casa, mesmo com toda a insegurança e nervosismo de ter um filho nos braços e a mais completa inexperiência. Mas os dias no hospital não foram nada fáceis, com muitas dores, pouco dormi e passaste noites a chorar, que nem as enfermeiras sabiam o que fazer.
O teu nascimento não foi recheado de emoções nem um acontecimento envolto na magia da maternidade. Considero que ambos tivemos sorte.
Mas estás cá e o mais lindo menino do universo!