quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Dia Especial

Hoje é um dia especial, muito especial.
O aniversário do marido, do meu Sol, do homem que me acompanha todos os dias nesta caminhada de uma vida a três.
Temos os nossos momentos mais cinzentos, visões diferentes mas temos essencialmente o Amor que nos une, que nos envolve e faz viver cada minuto com a certeza que fomos feitos um para o outro, e de nós, feito o nosso filho.
Hoje é um dia especial.
Feliz aniversário, José Manuel...
Amo-te muito, mesmo.
O Sol e a Lua... (lembras?)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Feliz Aniversário, Filhote!

Hoje fazes 3 anos!

Foram meses, dias, horas e segundos de uma descoberta linda, tantas vezes feliz e apaixonante, como também de insegurança e desconhecimento. Mas sempre, sempre com o que de melhor soubemos e tentamos fazer por ti, filho.
Queríamos mais para ti, Pedro, queríamos ter o poder de fazer acontecer e aparecer tudo o que acreditamos ser o melhor para te criar, mas aos poucos havemos de conseguir.
E não te esqueças nunca, nem nunca deixes de sentir, filho, que o papá e eu amamos-te eternamente, para todo o sempre!

Parabéns, Pedro Manuel!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

FÉRIAS

Estamos bem. E melhor vamos ficar.
Hoje é o último dia de trabalho da mãe, do pai antes das FÉRIAS e o último dia nesta creche do Pedro.
Agora só voltamos em Setembro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Actualizações de nóis 3

Do fim de semana
foi atarefado, um non-stop para conseguir conciliar tudo, mas a verdade é que começando logo no dia anterior as coisas resultam. Depois, acaba o fim-de-semana e a precisarmos de um dia para recuperar as forças.
Na manhã de sábado, uma mistura de limpezas, compras, já que a roupa tinha sido passada na sexta à noite, ficando a outra a secar durante o dia seguinte. Arrumar as compras, preparar o almoço dos três, deixar tudo impecável para a visita de uma interessada na casa enquanto o filhote dormia a sexta. Interessada, sim, mas tentou que baixássemos o valor só que tal não é possível porque o montante a pedir ao Banco não pode ultrapassar os €55.000,00 ou corremos o risco de andarmos a pão e água durante o mês. Depois, foi preparar tudo para o jantar com os nossos amigos que foi espectacular. A filha, com 19 anos, está o máximo (e só de pensar que já a conheço desde os 4 anitos…ai!). Tinha mesmo muitas e muitas saudades de estar com eles, e ver, o nosso filhote sentado à mesa connosco, a comer e bem comportado, bem…orgulho de mãe, mesmo!
Ajudaram-me a arrumar a cozinha e fomos tomar um café à rua. O Pedro ganhou uma bola do tio e era vê-los na rua em frente à nossa casa a jogar à bola. Pena que tivessem de ir embora cedo para Mafra, mas ficou agora combinado um almoço-lanche-jantar em casa deles!
O Domingo é o mesmo: de manhã, adiantar refeições da semana, passar a ferro, preparar o almoço e namorar um bocadinho enquando o Pedro faz a sesta. Depois, ainda fomos até Alverca, mais um passeiozinho e o regresso a casa para dar banho ao miúdo, jantarmos e pouco mais que está a cair a noite.
Agora, era ou não era preciso um fim-de-semana de 3 dias, hein?
Do filho

Quer ir à praia. Uma noite destas, fez uma tal birra que, apesar de não serem novidade, quem é que o convencia que os meninos pequeninos e pais não vão à praia à noite? Irra!

Agora deixou de gaguejar, mas inspira profundamente antes de começar a falar. Ó céus! O que virá a seguir?
Os meus pais regressaram do Alentejo pelo que no fim-de-semana que vem aí, o miúdo vai de férias dos pais para casa dos avós.

Não larga a chucha em casa. Comprámos dois pares diferentes para mudar porque a que usa está gasta, mas quem é que convence o miúdo a mudar de rolha? São giras, novas, coloridas, mas não o convencemos e enganá-lo está fora de questão. Das duas uma, ou pega numa das novas ou quando esta definhar de vez, acabou-se a chucha.

Da empresa

Sorrateiramente, como quem não quer a coisa, um papel aqui, um procedimento ali, um dossier que se inicia e temos mais uma empresa constituída. Que sendo um ginásio de fitness e spa, não tem aqui a sede, mas ainda estou na dúvida se não irá sobrar para mim, uma vez que o toc será o mesmo de uma das empresas daqui. Ou seja, vamos em 4. Penso que o meu patrão deve querer que eu entre no guiness como a funcionária que mais empresas dá conta administrativamente e o diabo a sete!

Comentário do meu colega sobre as nossas condições de trabalho salariais: …é uma vergonha!”. E está tudo dito.

As férias


E para concluir as histórias destes últimos dias, estamos em contagem decrescente para as férias que vão começar a 15 Agosto. Aleluia!
Uns dias em Coimbra vão fazer maravilhas…espero!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

De 3 passarão a 4??

Aqui o patrão vai constituir uma nova empresa de fitness-spa com um sujeito que tou a tentar perceber se era o mesmo gajo que vinha com a actual namorada ruiva (quer dizer, acho que ainda é...será?) ou não.
Vamos lá a ver é se toda a parte administrativa não me virá parar às mãos, que só tenho duas, e 3 empresas já me dão que fazer o suficiente para me fazer saltar a tampa se a minha desconfiança se confirmar!

Potencial cliente? Tomara que sim!

Como não acreditamos muito que seja pelas imobiliárias que consigamos algum resultado positivo da venda da nossa casa, estamos a fazer o nosso trabalho de casa colocando anúncios em sites que o fazem gratuitamente. E como também não podemos esperar sentados que surja algum contacto, vou visualizando na secção de quem procura na esperança que haja alguém ansioso por adquirir um imóvel assim como o que temos.
Vai daí que ontem mandei uma resposta a um potencial interessado. E não é que a pessoa me contactou por volta das 22.00h, falámos e já combinámos que virá ver o nosso cantinho este sábado. Agora espero que venha mesmo, que goste do espaço e acima de tudo que o negócio se concretize.
Vamos lá acender uma, ou duas, velinhas a todos os santinhos para a coisa se dar!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Jantar com verdadeiros amigos

Está confirmado que este sábado vamos fazer uma jantarada lá em casa com a tia Cristina e o tio Hélder.
Agora é rezar a todos os santinhos que o filhote esteja num dia inspirado pela positiva e não arme birras.

Mamã pedagógica

Quando o miúdo começa a chorar em alto e bom som que quer ir para a rua, isto depois de tomar um banho para o voltar a pôr novamente apresentável visto que vem com pés, mãos, joelhos, pernas completamente escuras de sujidade da escolinha por causa do pavimento que têm no pátio, o que faz uma mãe dedicada como eu, extremosa, carinhosa, e que tem ainda de acabar o jantar, apanhar roupa e adiantar o jantar do dia seguinte? Conta de mil até menos mil, respira fundo, fala com o miúdo, usa a relação causa-efeito de chorar=castigo, dá-lhe uma palmada no rabo, apresenta-lhe várias propostas de brinquedos? E quando o choro começa a complicar com o sistema nervoso da mãe dedicada, carinhosa, e (in)paciente? O melhor que tem a fazer é ir para a cozinha e adiantar as coisas…

terça-feira, 21 de julho de 2009

Adora morangos!

No fim-de-semana fomos às compras como é habitual. Agora vamos sempre ao Lidl porque mesmo acreditando que o que é nacional é bom, mas mais caro e desculpem-nos os produtores portugueses, mas a vida não está para grandes modas!
Pois bem, na loja, o miúdo disse-me logo para comprar “moangos”! Como já os come há algum tempo e nunca lhe fizeram mal, trouxemos uma caixinha e deliciou-se no sábado com eles depois das refeições. Mas não é que os gaijos desta vez deviam de ser mais ácidos pois tenho o meu menino com a boca cheia de borbulhinhas pequeninas e vermelhas?
Raios os partam!

A questão principal

Este fim-de-semana tivemos duas visitas a ver a nossa casa: uma por simples curiosidade, quase aposto; a outra, um investidor no negócio do arrendamento, mas até à data não há resultados concretos.
Como é que fazemos para descobrir a pessoa que anda à procura de uma casa como a nossa?

Ainda da gripe A

Apesar de não considerar a gripe A mais perigosa que todas as outras constipações e gripe que nos assolam durante o Inverno, esta, por ser de contágio tão rápido, preocupa-me mais. Eu sei que o miúdo é saudável, alimenta-se bem e correctamente (bem, um doce de vez em quando também é preciso) pela variedade e quantidade que lhe damos, mas penso de vez quando que este vírus ainda vai passar lá por causa.
Preocupa-me o marido que anda de transportes públicos, locais de risco elevado.
E preocupa-me a inconsciência das pessoas que não tomam os devidos cuidados e são egoístas.
Porque quando chegar a época alta, não haverá vacinas (que só estão previstas para 2010), nem médicos, nem C. Saúde, nem nada capaz de dar resposta a todos quantos contraírem a gripe.
Não é estar alarmada, mas não deixo de pensar nisto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Importante

Do fim-de-semana

Fiquei de todas as cores com predominância pelo vermelho. No Domingo de manhã, depois de adiantar as coisas, e do filho ter brincado com carros, visto bonecos e pintado, peguei nele e fomos dar uma voltinha a pé. Antes, parámos no café de bairro e estava lá, para além da dona do mesmo, uma senhora que também mora na mesma rua que nós. A nossa família não é dada a conversas com os vizinhos, mas desde o nascimento do miúdo é inevitável alguma conversa de circunstância.
Pois bem, depois de tomar o café e ter comprado uma bola ao Pedro, daquelas em que se põe a moeda na máquina, a tal vizinha meteu conversa com o filho perguntando-lhe como se chamava. Ele respondeu e depois perguntou-lhe que idade tinha. Ora bem, o Pedro sabe quantos anos tem, mas deve ter confundido os deditos e em vez de esticar dois para dizer que tinha dois aninhos, fez um “toma” à senhora. Fiquei às cores…agarrei no miúdo e bora lá, Pedro, que se faz tarde!

Lá em casa apreciamos a comida. E o miúdo vai pelo mesmo caminho. A relevância desta história é que o maridinho está um excelente cozinheiro, com capacidade inventiva e faz uns pratos deliciosos que o filho come tudo até ao fim. Estou muito orgulhosa do marido e acredito que se tivéssemos um estabelecimento de restauração, batia aos pontos a muitos que apregoam ser de cinco estrelas.

Ontem ao fim da tarde enquanto eu fazia a depilação para experimentar uma maquineta nova, o marido tomou um duche. Lembrei-me que seria giro o miúdo tomar banho com o papá e assim fizemos. Engraçado mesmo foi a comparação do Pedro em relação ao que distingue os meninos das meninas, mas comparando-se a ele e ao pai! O miúdo está esperto!

Depois do jantar de Domingo e porque a temperatura da noite assim o convidava, fomos até ao largo com o Pedro. Levámos a bicicleta dele e foi vê-lo todo contente a andar de um lado para o outro. Às tantas, vira-se para o papá e diz-lhe para ir buscar também a “chicleta gande!”. O maridinho que até esteve a limpá-la no sábado, foi buscá-la e depois era vê-los a pedalar, a fazerem corridas e cá para mim o bichinho da bicicleta já entrou no maridinho.
Eu aprendi a andar apesar de nunca ter tido nenhuma porque não havia espaço para guardá-la nem os meus pais me levavam a algum lado onde eu pudesse andar. Mas agora e com os meus “Manéis” a gostarem tanto de andar, vamos a ver se conseguimos uma para mim, baratinha, não muito grande porque do alto do meu metro e meio tem de ser de um tamanho que eu consiga chegar ao chão em caso de emergência. Ah! E tenho preferência por uma de cor branca e com cestinho à frente, pode ser?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Tem havido

… notícias, situações, desenvolvimentos mas a vontade de escrever nem por isso é muita, para além de haver dias em que há sempre que fazer nas horas que passo aqui na “barraca”.

O filhote está óptimo e recomenda-se. Depois de uma noite em que se molhou (mais por culpa nossa) começou com alguma tosse e ranhoca que passou passados uns dias e o apetite voltou em força. Está cada vez mais desenvolvido a todos os níveis. Tem passado os fins-de-semana com os avós, mais para nos libertar um pouco e alia-se o útil ao agradável. Mas este já o passa connosco pois os avós estão no Alentejo. Aprende cada vez mais e tem saídas deliciosas!
Há coisa de duas semanas começou a gaguejar no início das frases. Sinal de alerta! Ele que sempre foi tagarela, começou a emperrar…Comecei logo a fazer um filme, mas a conclusão foi por imitação, ou seja, como a namoradinha começou com este problema, o rapaz por solidariedade, fala também assim. Mas agora só o faz quando quer falar muito depressa e nota-se perfeitamente que é pelo contacto com a pequena. Já vi que este casório me vai trazer bastantes dores de cabeça.
Continua um apaixonado pelos bichos, por carros e motas e com o avô a fazer um belo trabalho pois o menino fez uma birra descomunal um dia em que o foi buscar à escolinha e foi-lhe comprar uma mota toda xpto de €15,00 para o miúdo ao chegar a casa a deixar cair ao chão (quase que não tem mãozinha para a segurar) e haver estragos. Depois, quando eu chego a casa, vem queixar-se! Haja pachorra!
Adoptei um sistema com o filhote: chegamos a casa e dou-lhe uma peça ou duas de fruta que vou variando. Assim, após o banho, janta e se não lhe apetecer fruta já a tem na barriga. E enquanto a come, sossegadinho a ver os bonecos, vou adiantando o resto do jantar do dia e o jantar seguinte. Claro que isto funciona excepto nos dias em que é o avô a ir buscá-lo, porque na ementa está a fatia do bolo e sumo!
A adoração que ambos sentem um pelo outro está firme que nem uma rocha. Com o filhote a crescer mais um pouco, haverá uma enorme cumplicidade entre eles, de certeza!

O meu hobby vai de vento em popa, ou melhor, de brisa que o tempo também não é muito, mas está a avançar. Faço-o à hora de almoço no escritório e em algumas noites em que nos despachamos mais cedo e o miúdo adormece pelas 22.00h, o que é um avanço significativo e positivo. Praticamente dorme a noite toda.

Da casa, bem está a ser lento. Decidimos baixar o preço para €80.000,00 para nós a ver se conseguimos vender. Gostava muito de até ao final do ano estar na nova casa e finalmente o nosso filhote ter o quartinho dele, com as coisinhas dele. Nota-se perfeitamente que a partir das 21.00h / 21.30h está cheio de sono, mas não o podemos deitar a essa hora porque fazemos barulho (jantarmos, arrumar a cozinha, tomarmos duche) e assim, o Pedro só vai fazer soninho por volta das 22.00h, ou pouco depois. Lamentavelmente.

O meu pai veio almoçar comigo a semana passada. Foi bom. Somos muito parecidos de feitio. Sempre fomos muito cão e gato, mas sem discussões. E a maior parte das vezes sem conversas e diálogos. Ele acha que está sempre certo e a maneira dele ver as coisas é que está correcta. Mas não é. Da mudança do Pedro para o colégio aceitou e reagiu bem. Também, contra factos não há argumentos e a diferença na mensalidade para baixo é factor decisivo. Da casa há aspectos que não entende como a nossa procura numa zona mais perto do colégio. Acha que onde eles moram a facilidade das viagens de casa para os respectivos trabalhos é a mesma. Eu é que não estou para andar a atravessar a cidade de Lisboa duas vezes ao dia e ter ainda mais stress das horas do que já tenho. Já me chega! Estou fartinha de trânsito, carros, e pensar se chego a horas ou não para ir buscar o filho. Agora há muita gente de férias, mas depois é novamente o caos. E o meu pai não entende isso. Não se apercebe da sobrecarga que tenho. A sua obsessão pelo neto é de tal forma que o bem-estar dos outros pouco importa. E isso entristece-me… e tenho algumas coisas em mim do passado que não quero ver repetidas com o miúdo.

Aqui no escritório é “piadas” umas atrás das outras. Nos pagamentos do mês passado, efectuadas a 8 de Julho, o patrão entregou-me mais de dois mil euros em despesas pessoais, fora o vencimento que recebe, mais um vencimento extra de uma situação cinzenta.
Foi “enganado” por um dos Bancos com o qual trabalhamos num contrato chamado de Permuta de taxa de Juro que implicou e vai implicar um pagamento trimestral ao Banco de cerca de €22.000,00, pois a manter-se a taxa de juro baixa, e acho que assim vai continuar nos próximos meses, foi um excelente negócio para o Santander.
Após ter despachado a brasileira, e muitas que entretanto devem passar-lhe pelas mãos, agora temos uma ruiva pintada da zona leste da Europa como a mais recente namorada, com direito a saírem daqui do escritório de mão dada, porque a senhora pretende deixar bem claro quem é, se calhar na pretensão que quem o veja (eu) comunique à mulher do meu patrão ou chegue ao conhecimentos dos 3 filhos dele. Digo eu, não sei, que sou como os macaquinhos, cega, surda e muda, até porque nem gosto da mulher dele nem sou nem nunca fui graxista e dar-me bem com ela. Eu considero o respeito pelas pessoas e a confiança valores extremamente importantes. É triste quando um casal chega a este ponto. Mais vale ir cada um para o seu lado, só que neste caso, há muitos milhares ou milhões de euros em jogo na separação e não creio que o patrão esteja disposto a perdê-los. Iria sair-lhe extremamente cara. Mas ainda assim, seria certamente a melhor opção.
E como pedi ao contabilista os recibos do pessoal mais cedo para programar os pagamentos deste mês, cheguei à brilhante conclusão que, se retirar o meu subsídio de refeição recebo €447,00, depois do devido desconto para a minha eventual reforma. Ena! Eu gosto do que faço e tenho aprendido muito. Tem aspectos bastante positivos como ninguém me chatear nem controlar, faço o meu trabalho como quero e organizo-o como me dá mais jeito. Noutros tempos, ainda assim, eu não teria pensado duas vezes em mandar isto e respectiva gerência para um sítio que eu sei, mas actualmente não nos podemos dar ao luxo de existir mensalmente apenas com o trabalho de maridinho. E por isso vou engolindo umas quantas coisas. Até um dia e provavelmente se houver oferta que supere o que aqui ganho, o que não é de todo difícil, nem olho para trás. Porque eu sou competente, organizada, pontual e assídua (só mesmo o filhote para me fazer faltar ou chegar ligeiramente atrasada) e nem estando doente, como aconteceu frequentemente o inverno passado, eu falto. Não respondo e aceito fazer o que me “pedem” ou “exigem” sem reclamar. Lamento realmente a avareza do patrão, e não é só comigo, também com o meu colega, porque tem excelentes colaboradores com óptimo desempenho mas cuja motivação anda pelas ruas da amargura, como este país.

Na última reunião de coordenação entre a gerência e os colaboradores foram decididas algumas melhorias nas condições de trabalho como uma máquina de café (para eu servir quando houver reuniões, claro), um trinco eléctrico na porta, um estore para a janela da recepção onde estou, um corrimão nas escadas que conduzem à cave para evitar mais uma fenomenal queda minha.
Hoje o colega esteve aqui com um subempreiteiro a tirar medidas na pequena arrecadação para montagem de um móvel onde estará a dita máquina de café. E alvitrou a possibilidade de se mandar fazer um pequeno lava-loiças. E eu disse-lhe logo que a haver coffe’s, eram em copinhos de plástico que são baratos e bons e vão directos para o lixo porque não estou para lavar loiça! Depois saiu com mais uma pérola, que se podia pedir um microondas para as minhas refeições quando eu almoçasse no escritório. Está claro que a resposta foi que eu almoço todos os dias no escritório, que a sandes, o sumo e a fruta não precisam de serem aquecidos e quando estive grávida e precisei de me alimentar melhor pedi ao patrão um microondas ao qual ele respondeu negativamente ao meu pedido. Assim, caro colega, agora já tive o miúdo pelo que não preciso de microondas nenhum!

E a modos que, é isto.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

No poupar é que está o ganho...mas dele

Às vezes ponho-me a pensar porque estou com tanto cuidado e trabalho em poupar nas despesas fixas da empresa, tipo edp, telecomunicações, etc, se depois vem o patrão e entrega-me facturas emitidas em nome da empresa mas para passar os cheques desses valores no final do mês a ele, sobre máquinas de café krups xpto, serviços da Vista Alegre, telemóveis LG…
Eu devo ser mesmo muito burra! É por isso que não saio do mesmo e recebo o que recebo…

Tagarelice

Ontem depois do jantar fui estender roupa e o miúdo decidiu ajudar-me e ia dando-me as molas. Depois pediu para ver e como o estendal fica na parede da janela da cozinha, peguei nele, pu-lo em cima do caixote do lixo e lá ficámos os dois a ver a noite. A tagarelice dele sobre a noite e os bichos deram-me vontade de rir: “Tá esculo! É noite! O lião, e o efante, e o macaco, papa aos pombos e fazer ó-ó! A giafa potou mal, fica catigo! Não papa! “
Isto com perguntas da minha parte e ele a responder, foi o máximo!
Vou ter muitas saudades destas (des)conversas do filho.

O primeiro potencial cliente

E prontos! Lá tivemos a 1º visita à nossa casa. A senhora potencialmente interessada trouxe uma amiga. Gostou da casa, por ter muita luz, dimensões boas para um T1, não necessitar de obras de espécie alguma, ser no 1º andar de um prédio sem problemas.
O filhote portou-se muito bem, sentado no sofá a ver o canal Panda e a comer uma maçã. Dentro do possível, fui-lhes dando atenção e explicando uma coisa ou outra.
No fundo, teria uma certa piada que a primeira pessoa interessada em ver a casa decidisse adquiri-la.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do pai

O maridinho gostava de fazer uma tatuagem.
Eu não sou lá muito fã dessas coisas, mas isso é uma opinião minha, pessoal e intransmissível.
Mas não me importo se a fizer, desde que seja baratinha e assim pequena, discreta, sem muitas cores, pode ser em preto.
E depois, já começo a pensar mais à frente, se o miúdo também quer? Agora não, claro, mas quando estiver naquela idade absolutamente irritável, penosa para os pais, de dores de cabeça diárias que é a adolescência? Vamos dizer que não, que vamos pensar ou que sim? E se além das tatuagens pensar em piercings?
É andar muito à frente ou é melhor ir já pensando nestas coisas?

Qualquer dia é dia

Mas o miúdo é tão chorão, tão chorão, tão chorão que para conseguir as coisas que quer naquele momento desata num choro sonoro que qualquer dia temos visita da comissão de protecção de menores.
Ainda hoje: acordou super bem-disposto a dizer que o papá já acordou. Acho que como o viu decidiu dizer isto ao invés de dizer que o Pedro já acordou. Deixou arranjar-me, vesti-lo, dar-lhe a Cerelac e acabar de o arranjar sem problemas nem birras.
Estávamos para sair de casa quando se lembra que hoje queria levar o cavalo para a creche. Penso eu: "Mas que cavalo?".
Disse-lhe para escolher um carro ou mota. Insiste que quer o cavalo e eu já a ver o filme todo e os minutos a passarem. Nem sei a que cavalo se referia e muito menos onde estaria o animal. Pego-lhe mão ao mesmo tempo que agarro na tralha toda (mala, saco do almoço, saco do ponto cruz, chaves diversas) e abro a porta de casa. Desata num berreiro que só visto, melhor, ouvido.
As lágrimas correm-lhe pela cara e eu sem saber se ralhe, se ria, ou se chore também. Já no patamar das escadas, pára de chorar e diz: "mamã, podo ir buscá um carro?"...E lá vamos nós novamente a casa comigo a resmungar, baixinho e a apressá-lo.
Lá escolheu o que queria.
Depois, como a consciência é lixada e com F dos grandes, levei-o ao colo do carro até à creche, sempre aos beijinhos e abraços a ele.
Custa-me ralhar com ele, ou andar nestas cenas, mas o miúdo também podia colaborar mais um bocadinho, não?

Está nos genes

Não sei se há algum estudo científico ou teorias acerca deste assunto, mas se não há podemos já afirmar com toda a certeza que manias e tendências passam de pais para filhos sem que sejam por imitação, ensino, educação ou outra coisa do género.
Eu sou bastante trapalhona a andar sem ter qualquer problema físico. Se algum dos meus neurónios não funcionam bem, isso já é outra conversa. E revelou-se em adulta.`É estúpido, mas é verdade: já caí mais vezes agora no chão e pelas escadas abaixo do que em miúda. Mas a comparação com o miúdo não passa pelos pés.
Eu também sou bastante trapalhona com as mãos: a lavar a loiça então, os copos são uns desgraçados. Têm uma esperança média de vida bastante curta, mesmo os de vidro duplo, inquebráveis, etc e tal. Passo a vida a deixar cair as coisas das mãos. Se isto tem a haver com o sentido de equilíbrio, então o meu é reduzido.
O filhote ainda é pequeno, claro, mas é já manifesta a semelhança para com a mãe: sem qualquer problema físico ou outro, o miúdo passa a vida a deixar cair as coisas das mãos.
Vai daí que lhe dizemos que tem "mãos de manteiga!" E ele todo sorridente, repete! E acha piada!
Há lá coisa mai linda que o amor de um filho?

Não é sempre mas quase...

Sou só eu ou também acontece aos outros vir com a roupa pintalgada de vestígios do pequeno-almoço do filho? ou com marcas de sapatos nas calças?
Por acaso hoje até está muito calminho, mas não fica nada bem atender algum fornecedor como se acabasse de vir de um pic-nic...

O miúdo

Agora que voltámos a não dormir a noite seguidinha, o miúdo lembra-se de tossir. Ou se engasga por causa da chucha ou com o calor o nariz vai entupindo e respirando pela boca tosse para aliviar, ou é simplesmente e novamente uma chamada de atenção, porque constipado não está!

Levar a mãozinha à cabeça e coçar pode ser um sinal de alerta. No banho que lhe damos não vejo rigorosamente nada, quando o penteio também não, e já lhe vi a cabeça e nada de nada de “bicharocos”. Mas confesso que me está a deixar com um nervoso miudinho. Será do calor?

Ontem depois de lhe ter dado banho, embrulhado nas toalhas e pegado ao colo, não é que o Pedro se lembra de me mordiscar a cara? Avisei-o duas e três vezes que isso não se fazia. Continuou e mordeu-me com mais força. Levou um ralhete que terminou com um choro bem sonoro. Depois de o deitar na nossa cama para o vestir, falei com ele, explicando que isso não se faz. Lá acalmou. Mas que doeu, doeu!

O desfralde diurno está feito e com sucesso. De manhã, tem acordado com a fralda seca, mas como também não tem bebido muito leite antes de adormecer e como não me apetece levantar de noite para lhe fazer a cama de lavado caso aconteça algum acidente, continuamos a pôr-lhe a fralda para dormir. Vamos tentar o desfralde nocturno quando tivermos de férias em Coimbra.

Mas porque é que é tão fácil e rápido cortar-lhe as unhas das mãos e a dos pés é quase uma guerra? Ele próprio diz: “mamã, não faz dói-dói!”, ao que lhe respondo que não, filho! Claro que não. Mas tenho de estar sempre a dizer-lhe para estar quieto porque não pára de mexer os deditos dos pés. Irra!

Continua a adormecer sozinho na caminha dele e pede para apagarmos a luz do quarto. Está bem encaminhado para quando tiver o quartinho dele. E o que estamos desejando disso!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O avô Quim e o neto

O meu pai gostava de ter tido um filho. Saí eu.
O meu pai gostava de ter tido um filho rapaz para o acompanhar nas loucuras dos jogos da bola, das idas ao estádio do Sporting, talvez até para dar continuidade ao trabalho dele num ou no outro restaurante que teve. Saí eu.
Não tenho recordações de idas a parques infantis ou jardins ou praias na minha infância. Nem que tenha brincado comigo. As memórias prendem-se em levar-me, imagine-se a alvalade para ver os jogos ao Domingo de manhã enquanto a minha mãe ficava em casa a tratar das coisas e a fazer o almoço. Dizem eles, porque eu tenho apenas um esboço muito vago desses dias, que passávamos o jardim do Campo Grande e eu tinha de levar flores para a minha mãe e pedia para virmos de táxi para casa.
Depois, ao saber que ía ser avô de um rapaz, que ele tanto desejou, esse sonho virou uma espécie de loucura, um medo terrível que o Pedro não goste dele, uma obsessão pelo miúdo que o levou desde sempre a dizer que o menino vai para o Alentejo para estar com ele, que lá é que está bem.
E quando a personalidade do Pedro se revelou, a teimosia, os mimos, as birras de querer as coisas porque quer tentando obtê-las pelo choro, e eu afirmava que o menino tinha de ser contrariado, que se tinha de ralhar com ele quando fazia e faz disparates, que tem de se o educar, aos seus olhos estou errada, mãe desnaturada, etc e tal.
O meu filho tornou-se e é aos olhos do avô o supra sumo de todas as criaturas existentes e que possam vir a existir.
O meu filho adora o avô Quim e a avó. Mas paixão mesmo é pelo avô Quim. Quando passa os fins-de-semana em casa dos avós, é o avô que lhe dá as refeições, compra-lhe tudo e mais alguma coisa, sai com ele à rua, faz-lhe as vontades todas.
Com esta história da casa nova, insiste que perto deles também era uma opção. Digo-lhe que não, que não estou para atravessar a cidade de Lisboa toda duas vezes ao dia, que não dá. Cala-se. Mas entendo pelo silêncio do meu pai que é um balde de água fria que lhe mando.
Com o nascimento do Pedro, tudo e todos passaram para segundo e terceiro plano.
O peso, a pressão que me é feita desde o nascimento do miúdo é tremenda.
Ainda não falámos da mudança de escola. Sempre que estamos juntos, penso como dizer. Bloqueio e não sei como começar. A reacção, também a desconheço.
Gosto do relacionamento que avós e neto têm. Sei que podemos contar com eles para ficarem com o filhote sempre que for preciso, por nós e pelo miúdo.
Mas acho que não é de todo saudável este sentimento levado ao extremo, quase irracional que o meu pai tem pelo neto. E não é bom nem para ele, nem para o Pedro.

A forma de ir contando para não me esquecer

Depois de semanas a dormir a noite toda sem um ai ou ui, eis que o miúdo volta a acordar de noite a chamar por mim e a perguntar pela chucha. Eu estava toda contente e a desejar que finalmente o Pedro tivesse estabilizado o sono…
Outra coisa: reparámos que o berço começa a ficar pequeno. Já não falta muito para que tenhamos de o tirar dali. Está a crescer e com o dormir agitado que ele tem, forçosamente não faltará muito tempo para termos de o mudar para uma cama.

Com os dias quentes o miúdo tem comido menos, bebido mais água e preferido a fruta a outros comeres. Longe vai o tempo em que stressava por ele não querer comer. Agora, se não come mais de uma coisa, come da outra. Sabemos que temos de lhe dar variedade, percorrendo toda a “roda dos alimentos”. Mas também não podemos querer que com este calor, as refeições sejam na quantidade dos meses mais frescos. Se anda bem-disposto, brinca e canta, se tem energia e ar saudável, então deve estar tudo bem.

Na noite de Domingo estava um calor que não se podia estar em casa. Depois de arrumar a cozinha, disse ao maridinho que bem que podíamos ir até à rua, ao largo, para arejar um pouco a casa e apanharmos um pouco de fresco.
Levámos o telefone para falarmos com os meus sogros e a “mota” do miúdo. Uma espécie de triciclo mas sem pedais. À vez, tomámos conta do filhote enquanto ligámos para Coimbra. Quando foi a vez do Pedro falar com a avó, tive pena de não ter tirado uma fotografia porque a cena era deveras hilariante: o miúdo na “mota” e a falar ao telefone, em plena rua. A verdade é que estava mesmo muito engraçado e num relance que dei pelas pessoas que estavam à janela a apanhar também o fresco da noite, vi que sorriam ao observarem a cena.
Não é por ser nosso filho, mas é realmente um miúdo muito giro!

Se não houver informação em contrário, 4ª feira teremos uma senhora a visitar o nosso apartamento. Veremos o que sucederá a seguir.
Entretanto, tenho de telefonar ao sujeito que nos mostrou a casa no fim-de-semana passado. Gostámos da casa, é grande, bem dividida e arranjada. Tem como contras a varanda precisar de ser arranjada, uma porta de entrada nova, situar-se no 3º andar de um prédio sem elevador , e o prédio necessitar de umas pequenas obras de manutenção e conservação.
De resto, está bem localizada, o estacionamento é fácil e o ambiente à volta não é mau.
O sujeito fez alguma pressão para se avançar com o negócio, coisa mais que evidente e desnecessária. Uma casa não se
compra assim sem pensar, analisar todos os aspectos, a menos que se tenha o valor disponível de imediato.
Agora não sei muito bem quando o contactar: se espero até ver o resultado da visita à nossa, se adianto a situação e refiro a possibilidade de permuta, se o mantenho em stand by. Seja como for, continuamos a ver outras possibilidades de casas que nos interessem.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sem nexo e com muito para contar

Do colégio
Já sabemos quanto iremos pagar de mensalidade: €134,32. É certamente uma diminuição considerável que nos permitirá pensar e organizar melhor as coisas para a troca de casa.

Isto aos poucos vai lá
Desde há umas semanas que alterámos a forma de adormecer o Pedro. Assim que chega a hora dele ir dormir, por volta das 22.15h/22.30h, veste o pijama, bebe o leitinho, lavam-se-lhe os dentes e deitamo-lo na caminha dele.
Fica sempre acompanhado pela chucha, pelo inseparável Teddy e leva também um carrinho/boneco que escolheu.
Uns beijinhos e miminhos, um dorme bem, faz um ó-ó bom e os papás já vêm ver o Pedro, fica o quarto apenas com um pouco de luz e vamos embora. Na segunda-feira, devia de estar tão cansado que nem 5 minutos demorou a adormecer; na terça ainda rabujou um pouco mas lá adormeceu. Veremos se é para continuar.

Regras da boa educação
Temos reparado que o miúdo começa cada vez mais a usar o obrigado, de nada, e se faz favor de forma correcta e com sentido. Claro que aos poucos vamos ensinando estas regras da boa educação, mas nunca de uma forma que levasse o filhote a empregar estas palavras e expressões de forma tão frequente e acertada. Calculo que na creche estejam em sintonia connosco. É a única explicação!

A venda ou não
Estamos cada vez mais empenhados na venda da casa. Mesmo nas actuais condições, é mesmo a única hipótese. Sábado passado fomos ver 3 casas e era cada uma pior que a outra em termos de área. O que leva a uma infeliz conclusão: quanto maior for a casa, maior será, certamente o valor dela. E outra conclusão: é impossível visitar imóveis com o filho. Ele só quer andar ao colo e depois de me ter levantado às 6.30 para passar a ferro de maneira a deixar as lides adiantadas neste aspecto, andar com o filho ao colo, mesmo alternando com o papá, tornou-se deveras um suplício.
Assim, lá vai o miúdo para casa dos avós aos fins-de-semana.
Ficou igualmente esclarecido para a imobiliária dois pontos: temos de vender a nossa para comprar outra e terá de seleccionar imóveis de maior área aos que nos mostrou.
Isto realmente dá uma grande trabalheira!

Uma canseira
Os dias têm passado sempre ocupados e aproveitei que as coisas estavam mais desocupadas aqui no escritório para “forçar” a venda da nossa casa. Inserimos anúncios gratuitos em sites do género, fizemos a angariação em imobiliárias e até link enviei a e-mails dos amigos, que espero que me desculpem, mas a situação é urgente.
Quase todos os fins de semana vamos ver uma ou outra casa, mas até à data nada de jeito. E por isso mesmo, o filhote tem ido todos os fins de semana para casa dos avós. Espero que nos perdoe, mas é certamente por uma excelente causa.

Ele?
Está uma delícia! Nota-se cada vez mais o deixar de ser bebé para começar a ser um menino, e confesso, aparte algumas situações mais difíceis, começo a ter saudades, mas estou maravilhada com o crescimento do Pedro. É lindo observar e sentir o que aprende, o que já fala, o franzir da testa quando algo o aborrece. Tem comido bem, tem adormecido todas as noites sozinho e durante toda a noite, não tem acidentes no desfralde, e sabe já tanta coisa que fico espantada!
Aos poucos tem deixado a “pieguice” de me chamar constantemente, mas continua muito mimado e teimoso. Mas é este o jeito dele ser e amo-o assim!

Também é preciso e faz falta
Nos feriados, fizemos um jantar com a nossa querida amiga Fernanda. De improviso. Um telefonema e bora lá que jantas lá em casa. Foi estupendo! O Pedro tem uma empatia com ela surpreendente. Fomos antes do jantar aos chineses (para ajudar a economia local) comprar um tabuleiro porque a ementa assim o exigia e o filhote ainda ganhou duas motas. Todo contente, de mãozinha dada com a nossa amiga, era vê-lo a “conversar”, calmo, a portar-se muito bem. Jantou primeiro que nós, sendo a tia a dar-lho. Comeu doce e depois, um bocado já depois da hora, arranjámo-lo e deitou-se a dormir, sem birras.
O jantar, um espectacular “Bacalhau no Forno” feito pelo marido foi de “chorar por mais”. Um bom vinho, café e alguns licores de pêssego depois, chegaram as 2.00h da manhã. Estávamos a precisar de uma noite assim: boa comida, boa bebida e uma excelente companhia. Venham mais jantares “Inxakekas” assim!
Viemos trabalhar na sexta porque os patrões são uns porreiros. Mas o Pedro foi para a avó na quinta e lá ficou até domingo. Pois, está claro que queríamos conhecer a nova casa da amiga Fernanda e estar com a Maria. Mais um jantar excelente, e conversa até quase às 2.00h!

A escola do marido e o meu novo hobby
Andamos a tentar perceber como pôr o marido a estudar novamente. As Novas Oportunidades não servem. Há protocolos entre o ME e institutos de ensino, mas confesso que andamos baralhados porque é tudo muito pouco explícito. Informática e electrónica são as vertentes que lhe interessam…a ver vamos o que conseguimos.

O meu hobby não vai de vento em popa porque o tempo é escasso. Faço o meu quadro durante a hora de almoço e às vezes, um pouquinho à noite depois do Pedro adormecer. Mas está a dar-me um gozo enorme fazê-lo.
A par com as jantaradas com amigos, também já tinha saudades de um trabalho manual assim. Distrai-me e diverte-me.

Burocracias
Há uns dias fui tirar o Cartão de Cidadão. Confesso que me surpreendi quando ao fim de 20 minutos estava despachada. Esta semana recebi os códigos para o levantar e, quando lá cheguei, tinha mais de 50 pessoas à minha frente! Esperei, mas depois desisti e fui lá hoje. Prontos! Já o tenho! Já decidimos que após a mudança de casa, o filhote também terá o seu e sendo gratuito, aproveitamos a onda.

O trabalho
Tivemos uma inundação por causa dos esgotos aqui no escritório. Caramba! O cheiro era insuportável, o barulho do martelo a furar chão de cimento deu-me conta do juízo! Mas nem por isso o patrão disse para me ir embora. Claro…Aguentei, de porta aberta durante alguns períodos de tempo, correndo o risco de me entrarem aqui dentro desconhecidos e afins.
Esta situação é recorrente, o que me levou a questionar o chefe se pensava em mudar de instalações. Disse que sim, não para já, mas que sim. Vi a minha rica vidinha a andar toda para trás. Agora que o miúdo está num colégio perto de mim o sujeito pensa em ir embora? Valha-me Deus!
Seja como for, andamos num esforço tremendo de manter uma certa lógica entre o colégio, os locais de trabalho e a nova casa. Não é fácil. Mesmo!
Estou farta de ver casas, de imobiliárias a telefonarem, a analisar anúncios de venda.
Este sábado vamos ver uma de €115.000,00 com área superior a 100m2 e toda remodelada. Está num local que consideramos aceitável. O grande problema se gostarmos dela é e a nossa actual? Vende-se casa, alguém quer?

Isto aqui no escritório anda esquisito…
O boss pouco pára por cá, pouco fala e um dia desta semana aparece de manhã, de táxi e com um saco desportivo a abarrotar. Cá para mim deve andar não só a tramar alguma (e o que me preocupa mesmo é se decide mudar a sede da empresa para longe e lá se vai a minha tentativa de organizar a logística da família) ou então as coisas familiares dele vão de vento em popa mas ao contrário. Temos decididamente mistério e dos grandes!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um hobby recuperado

Depois do miúdo nascer, o tempo de lazer, as horas de ócio, o estarmos na sala a ver um qualquer filme ou série do nosso agrado, as horas no computador a jogar foram-se, eclipsaram-se, deram um sumiço lá em casa.
Trabalho, casa, miúdo, miúdo, casa e trabalho têm preenchido os dias de ambos.
Ainda o que se vai conseguido fazer para descansar a mente e o corpo têm sido algumas leituras, no que me diz respeito, e uns trabalhos em modelismo do marido, mas não são tardes inteiras nem frequentes.
Geralmente quando o Pedro passa o fim-de-semana com os avós é que nos permitimos a estes "devaneios".
Mas depois de ter lido num blog que gosto de acompanhar, a decisão de fazer um trabalho em ponto cruz, nasceu novamente o "bichinho" em mim de voltar a fazer qualquer coisa que gostasse e nessa mesma actividade.
Vai daí que, por entre revistas da especialidade guardadas há já algum tempo num armário, procurei algo que gostasse, e que fosse referente ao filhote. Encontrei, comprei o material necessário e já comecei a fazer esse quadro em ponto cruz. Não faço a mais pequena ideia quanto tempo vou demorar. É para ir fazendo enquanto sentir prazer nisso. Porque verdade seja dita, já sentia falta de fazer "qualquer coisa" do género.
Não sou artista nem tenho pretenção a tal.
Neste momento, faço-o durante a hora de almoço, aqui no escritório, enquanto vou vendo/ouvindo as notícias pela net.
Em vez de sair e correr o risco de gastar dinheiro em qualquer coisa muitas das vezes sem necessidade de maior, porque adoro fazer compras, vou avançando com este hobby que agora recuperei o prazer de fazer.

Sofrer por antecipação

O miúdo vai ao Zoo esta 6ª feira num passeio organizado pela creche. Recebemos o papel faz já mais de 8 dias e apesar de tudo autorizámos. Confundimos o dia e pensei que era na semana passada...
Mas comecei logo com perguntas ao marido, e dúvidas e preocupações.
Mão é ser mãe-galinha até porque não tenho penas, mas é a nossa vida que ali está em bracinhos e pernas e dedos e cabeça e olhos e tudo!
E não seremos nós a conduzir a viatura até ao Zoo, e não seremos nós a dar-lhe a mão, e não seremos nós a pensar na alimentação, e não seremos nós a perguntar se quer fazer xi-xi, ou se tem sede, e a verificar se tem o chapéu na cabeça, e tudo o mais.
Sabemos que temos de confiar...mas houvesse tanta coisa e acontece tanta coisa que já começo a pensar se fizemos bem em deixá-lo ir...

É só coisas boas!

Hoje de manhã risquei o carro a fazer marcha-atrás e amanhã de manhã vou a tribunal ser testemunha num processo de injunção interposta contra a empresa onde estou.

Aprender

Estamos ambos insatisfeitos a nível profissional mas isto não está para modas.
No entanto, a opção do marido em voltar a estudar e tirar um curso relacionado com electricidade aproveitando o programa Novas Oportunidades parece-me uma via a ter em consideração. O problema é tentar perceber quais os cursos disponíveis para quem é adulto e já tem o 12º ano completo, em horário pós-laboral, e com que custos.

Será que as manias são genéticas?

Quando eu era da idade do Pedro e mais nova ainda, acho que, e segundo os meus pais, eu não comia. Ou seja, era um castigo para comer fosse o que fosse e o que entrava, passado pouco tempo ía tudo fora. Na idade do Pedro, tive uma anemia tão grave que a médica disse à minha mãe que ou eu começava a comer e recuperava ou ia desta para melhor.
O certo é que a coisa melhorou lá para os 3 anos, mas mesmo depois disso, ficou na memória dos meus pais e na minha que eu sempre detestei ter as mãos e boca sujas de comida. Daí dizerem que eu não comia para não me sujar. Não porque me tivessem ensinado ou fosse algum trauma de me andarem sempre a limpar. Pura e simplesmente era de mim. Ainda hoje, se bem que menos obsessiva, a verdade é que não gosto lá muito de sujar as mãos com as refeições.
Não fiz nem faço grande questão de andar sempre a limpar o miúdo às refeições. Apesar de já o termos ensinado e há já bastante tempo ele comer e bem com talheres, só ralho quando ele propositadamente mexe a comida com as mãos ou decide brincar e espalha tudo. De resto, é à vontade do freguês!
O curioso é que o Pedro tem a mesma mania que eu tinha. Ou seja, não gosta de sentir nem ver que tem as mãos ou a boca ou o queixo sujos com comida. Aponta, diz que está sujo e pede para limpar. Nunca ninguém lhe ensinou isso. É dele. Os avós dizem a mesma coisa: o teu filho é tal e qual como tu!
O que me leva a perguntar: será que as manias estão nos genes e passam de pais para filhos?

Não nasci para isto

Desde que estou naquela casa e vai já para 7 anos que não tenho sorte nenhuma com os ferros de engomar. Não é que seja um electrodoméstico da minha preferência ou que tenha uma paixão e carinho extremos por eles. Tenho uma relação com ele mais de necessidade do que outra coisa qualquer. Passar a roupa a ferro é algo que me chateia, cansa e tira do sério quando ou vejo nódoas (o que sucede com alguma frequência, principalmente na roupa do miúdo) ou quando o tecido é daqueles mesmo bons que só se consegue tirar os vincos passando por cima deles com aquelas viaturas de alisar o alcatrão. E mesmo assim, tenho as minhas dúvidas.
Ora bem, quando fui morar sozinha, obviamente que tive de aprender à velocidade da luz passar a roupa a ferro. Isso ou iniciar uma nova moda.
A minha mãe tinha lá um ferro a vapor, que por acaso até tinha sido eu a comprar-lhe, mas para ela nada como os ferros tradicionais. Até que se portou bem e funcionava bem. Veio a invenção dos ferros com caldeira, que deitavam muito vapor e passar a ferro ia ser uma diversão e muito mais rápido para além de simultaneamente fazermos uma sessão de sauna, todos xpto, mas a verdade é que defraudou as expectativas que eu tinha. Arrumou-se na dispensa e lá ficou até um dia voltar a pegar naquilo e começar a espirrar água por tudo quanto era lado e se há coisa que eu respeito muito é a lei que electricidade e água não devem ser amigas.
Assim, deitámos aquilo fora, junto aos contentores porque haveria de ser reciclado por alguém que por lá passa-se e acha-se: “Ena! Um ferro com caldeira novinho! Ganda pinta!”
Fomos comprar um ferro a vapor novo, no dia da mãe do ano passado. Era porreiro, um pouco pesado, mas lá foi sempre fazendo o seu serviço, sempre comigo de mau humor porque não gosto de o fazer.
Nisto, passado um ano e uns dias, estando os meus Manéis ainda a dormir, aproveito para passar a ferro a roupa que faltava para a semana. Começa o dito cujo a deitar fumo. Isso ou era vapor. Fiquei ainda durante uns minutos indecisa. Mas o cheiro começa a entrar-me pelo nariz e aquilo a crepitar e a deitar cada vez mais fumo. Prontos! Temos o arroz queimado! Neste caso era mais o ferro a vapor que ardeu e só não ardeu literalmente porque o desliguei da corrente. Porque outra coisa que eu respeito muito apesar de não ter sido lá grande aluna em física e química e afins, é que electricidade, fogo, cozinha e bilha de gás também são amiguinhos mas em separado.
Vai de acordar o marido, contar a tragédia e irmos, uma vez mais, comprar mais um ferro a vapor para passar a roupa.
É por estas e por outras que eu acho que isto é um sinal dos deuses que não nasci para passar a roupa a ferro. Ou então sou a pessoa mais azarada no que respeita a estes electrodomésticos.

Os médicos também se enganam!

Há umas duas semanas atrás, o filhote começou a ficar com os olhos vermelhos, como quem acaba de chorar. Pensei que fosse do champô lhe ter entrado para os olhos durante o banho, apesar de usarmos o da Johnson, mas às tantas, até podia ter provocado uma qualquer reacção. A situação continuou e achámos por bem levá-lo ao C. Saúde que não tendo pediatria, e sendo algo à partida simples (pressupomos uma alergia), não inspirava uma urgência. Depois de ter esperado com o filhote ao colo mais de hora e meia, achei estranho quando começaram a chamar pessoas que tinham chegado depois de nós. Já passada, fui ao guichet de marcação de consultas e reclamei. Tinham perdido a ficha…pois, claro, serviço público…
Lá fomos atendidos e a médica, olhando apenas para o filhote, diagnosticou uma conjuntivite. Estranhei, até porque é uma situação pela qual já passámos e não vi nenhum dos sintomas correspondentes. Mas eu sou apenas mãe, e não médica…
Com a receita das gotas e pomada, lá se iniciou o tratamento durante 7/8 dias. Mas não vimos melhoras nenhumas e esta sexta-feira passada, já tendo terminado o período de tratamento, resolvi ir novamente ao C. Saúde com o miúdo. Desta vez fomos rapidamente atendidos por outra médica. Estava lá o registo da última consulta e esta doutora também afirmou que conjuntivite não era. Talvez uma espécie de alergia ou um vírus que se tinha instalado nos olhos do Pedro. Receitou outras gotas, fazer o tratamento durante 4/5 dias e mais 2 dias. A verdade é no fim-de-semana viram-se já melhorias significativas. E a verdade é que já estava a ficar assustada com esta situação. Porque é o filho, porque o problema estava nos olhos, porque me preocupo por antecipação, porque…
Agora, temos o miúdo constipado do nariz. Seria já o vírus a manifestar-se?
Houve um erro de diagnóstico médico numa criança de 2 anos e meio. Por acaso, e à partida, não seria nada de grave. Mas e se o tratamento escolhido tivesse trazido consequências? E se os sintomas escondessem outra situação? Ambas as médicas não lhe observaram os olhos. Simplesmente olharam para o Pedro que estava ao meu colo. Não aconselharam uma ida à especialidade de oftalmologia, nem prescreveram uma credencial para tal. É o serviço público…
Vai resultar da nossa preocupação e cuidados a decisão de irmos. E sim, se não passar ou se considerarmos que é melhor, vamos levar o miúdo a uma consulta da especialidade.

Já lá vai mais de meio mês,

mas os dias têm sido pautados com algumas situações de registo.
O problema é que tenho imenso que fazer no escritório e só sexta-feira passada terminei o relatório financeiro de 2008 (sim, porque apesar de escriturário de 3ª ainda devo ter algumas células cinzentas com capacidade para estas coisas) e com mais tudo e tudo e tudo o que há para fazer, nem consigo arranjar uns minutinhos para contar histórias.

O fim-de-semana do início deste mês começou com o filhote a passá-lo em casa dos avós. Fomos buscá-lo no Domingo, dia da mãe, mas ele precisa efectivamente de passar um ou dois dias com eles e sem me ver, apesar das saudades dele e dos papás serem enormes. Mas corre sempre tudo bem, ele passeia, diverte-se, brinca imenso porque os meus pais não fazem mais nada que é estar com ele. É mesmo digno de registo a paixão assolapada que avô e neto têm um pelo outro.

O miúdo tem estado bem, a comer bem e cada vez a falar melhor. Vamos aos poucos começando a corrigi-lo, se bem que é uma delícia determinadas palavras que diz. Quase dá vontade de gravar para mais tarde recordar!
Continua choramingas para conseguir o que quer, teimoso até dizer chega! Os dramas que faz quando é contrariado provocam-me duas reacções extremas: se estou mais cansada e com alguma falta de paciência, ralho; outra em que só me dá vontade de rir porque é realmente hilariante a intensidade destes dramas!
Mas agora começa a manifestar os sentimentos que tem de forma mais consciente: festas em nós, beijinhos e uns abraços que me derretem completamente. Só me dá vontade de ficar assim, ou de conseguir fazer parar o tempo porque estes miminhos do Pedro são de uma meiguice e ternura adoráveis.
Continua a preferir os carros, as motas e os aviões, cuja parte da frota aérea lá de casa está estacionada junto à banheira, a outros brinquedos. De vez em quando lá se lembra dos legos, dos livros e dos puzzles. E as histórias! Céus! É a toda a hora que pede para contar histórias, a do leão, a do pinguim, a da galinha, e eu, com a pouca imaginação que tenho, lá vou inventando na tentativa de não baralhar tudo! Começo a pensar seriamente em fazer um livro de histórias (piadinha, claro…). Assim que acorda, sai-se com um: “Mamã, conta a história do leão!” ou “Mamã, conta a história do pinguim!”. E eu, prontos, lá vou inventando!
Continua a pedir para ver filmes e um dia por outro faço-lhe a vontade, mais por necessidade de ir adiantando as coisas quando chegamos a casa. Hilariante é mesmo a forma como ele pede para ver os Chimchamos, ou seja, os Simpsons!
Gosta de brincar com plasticina. Sempre com supervisão e adaptada à idade dele. Mas diverte-se a fazer cobas, estelinhas e bolinhas.
E canta muito. Por estar contente ou porque as palavras já saem por instinto, oiço muitas vezes o filho a cantar. E canto também.

Tem comido bem e de tudo, como se quer. A fruta, que gosta de toda a variedade, é por ciclos: uns quantos dias é sempre pêra, outros é sempre banana, e por aí fora.
Está crescido. Tenho reparado que há peças de roupa que já não lhe servem e a de inverno, vai com certeza levar outro destino. A de verão, espero sinceramente que ainda dê para este ano.
Só quer usar ténis. Nos dias em que esteve bastante calor, calcei-lhe umas sandálias novas para ir mais fresquinho mas fizeram-lhe uma bolha em cada pé. Claro que assim que chegámos a casa foram direitinhas para o lixo!
Começaram a aparecer os sinais. Tem dois. Um na barriga, perto do umbigo e outro no braço direito. Pintas pequeninas e giras. Mas estamos atentos a elas, na cor, no formato, na localização.
O desfralde diurno vai bem. Praticamente não se descuida o que tem sido uma alegria para nós todos. Esperamos o calor, esse verão que tarda em chegar para avançarmos com o desfralde total.
Está cada vez mais lindo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A revolta do que não se vê

Doença das vacas loucas, gripe das aves, gripe suína...
Das duas uma: ou estamos a assistir a uma revolta dos micróbios, bactérias e virus, ou tentámos defendermo-nos tanto das possíveis e hipotéticas doenças que agora não sabemos como lidar com estes bichinhos que não se veêm mas que estão em todo o lado.
Se me preocupa? O suficiente para estar atenta, porque o mundo passou a ser uma aldeia...

Quando o telefone toca...

Não tem nada a haver com o antigo programa da rádio, mas...
O Rabuja sempre gostou de telefones e afins. Lembro-me de há uns meses atrás ir comprar um telemóvel da Chicco porque o filhote agarrava em qualquer coisa e colocava-se em posição de falar com alguém.
Desta vez foi mesmo verdade.
Eu estava a acabar de arrumar a cozinha e o papá na marquise.
Nisto aparece-me o Pedro com o telefone na mão e a dizer: "...é pá mamã!..."
Já estava pronta para reclamar com ele, que não deve mexer no telefone que pode cair e estragar-se, quando percebo que alguém estava realmente em linha e ria-se muito...
Pego no dito cujo, agradeço ao filhote e vejo que era a minha sogra!
Afinal de contas, o telefone tinha tocado, nós não ouvimos e o Pedro atendeu a chamada!
Já sabe mais do que esperamos...

Internem-me!...mas num spa, sff...

Excepto quando o avô Quim vai buscar o Pedro, saio do trabalho às 18.15h e vou a “voar” para chegar a horas à creche.
Ontem não foi excepção. Consegui estacionar o carro perto e sigo até à escolinha do menino. Entro, dirijo-me à sala e como sempre, lá vem aquele bebé de sorriso lendo a correr para os meus braços. Pego-o ao colo, muitos abraços e beijinhos de saudades e vamos buscar o casaco e o carro mini que agora tem trazido para a creche. Dois recados que seguro com uma mão mais a chave do carro e dou-lhe a outra para não me fugir.
Saímos e vamos direitos ao carro. Abro a porta do lado do pendura com a chave porque temos o comando dessincronizado e pego no Pedro para o colocar na cadeirinha. Coloco-lhe os cintos, fecho a porta e dirijo-me para o lugar do condutor.
E nisto, onde está a chave do carro? Mas ainda agora a tinha na mão? Que raio…
Volto a ir ter com o filhote, e procuro-a, não fosse a dita ter caído enquanto a punha na cadeirinha. Procuro, procuro no chão do carro, procuro nos bolsos do meu casaco e nada!
Tiro o filho da cadeirinha, procuro, procuro e nada.
Volto a pô-lo na cadeirinha, e abro a porta do pendura, não fosse a chave ter caído para aqueles lados. Procuro, vejo no saco do almoço e nada! Mas que raio?! Onde foi a parva da chave parar?
Volto a ir ter com o miúdo, tiro-o novamente da cadeirinha, revisto-o, vejo no chão do passeio e nada! Volto a revistá-lo e já ele me dizia: “Mamã! Pedo não tem chave!”. Pego novamente no miúdo e a sentá-lo na cadeirinha.
Já começo a ficar desesperada por o tempo estar a passar e nada de chaves do carro!
Volto a abrir a porta do lado do pendura e volto a procurar nos bancos, no chão, nos sacos e nada!
Aqui já digo alhos e bugalhos!
Fecho a porta do lado do pendura e…voilá! A chave esteve o tempo todo pendurada na fechadura…

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um miminho do filho

“Boa noite, meu filho, faz um soninho bom…”
Dou-lhe um beijo e acaricio-lhe a carinha.
Dou um beijo ao papá que fica com ele na nossa cama até o menino adormecer e quando estou para me levantar, o Pedro vira a carinha para mim e dá-me um beijinho…o primeiro espontâneo…

O que será?

Este fim-de-semana fomos à Worten porque “avariamos” a máquina do café expresso lá da casa. E como o cafezinho matinal é essencial para ficarmos “on” de manhã, aproveitámos para escolher uns dvd’s infantis que estavam em promoção. Trouxemos 3. Mas há um em especial que o Pedro pede agora para ver com frequência: é o dvd dos “cavaões” (???!!!).
Se não fosse nosso filho e já habituados às palavras dele, iríamos jurar que estava a dizer uma grande asneira. Mas não. É até bem simples.
Mas sempre que o pede, não me contenho e dou uma gargalhada!

Interrogações

Adoro vê-lo a ajudar a levantar as coisas após as refeições e o miúdo até gosta. Parece um rapazinho, muito concentrado no que está a fazer. Agora, vem a pergunta pertinente: se ajuda nas coisas de adultos, porque não arruma os brinquedos dele depois de já não os querer para brincar?

Banho diferente

Aqui há uns dias atrás, foi um dia de muita condução ao serviço da empresa (por minha conta, obviamente…) e com o calor que se fez sentir, ao fim do dia depois de chegarmos a casa só me apetecia um banho.
Como a situação dos comeres estava adiantada, lembrei-me de tomar um banho com o filhote. Ele, como o fui buscar mais cedo para andar comigo nestas andanças e não correr o risco de não chegar a tempo de o ir buscar à creche, estava também, porque se notava e bem, muito encalorado.
Vai daí que enchi a banheira com água e disse-lhe que íamos tomar um banhinho os dois. Não protestou e foi a correr buscar uns aviões, sim porque os banhos têm obrigatoriamente de ser partilhados com alguma viatura, seja ela terrestre ou aérea.
Por precaução vi a temperatura da água, e depois, foi engraçado pelas brincadeiras de atirar Água um ao outro, dele começar aos poucos a ensaboar-se e aos aviões, claro!
Não gosta do chuveiro nele; encolhe-se, e por isso não insisti. Mas acha piada ver a mamã a utilizá-lo.
Quando o tempo aquecer, faremos mais vezes assim.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não sei se ria, não sei se chore!

Se uma parte da minha pessoa está surpreendida, a outra já sabia que mais nada seria de esperar de quem administra e é dono das 3 (TRÊS) empresas para as quais faço TODO o trabalho administrativo, contabilístico, facturação e pagamentos, etc e tal, mais um trabalho EXTRA para a respectiva esposa e OUTROS serviços PESSOAIS da gerência.
A partir de agora, filho, vamos viver à "grande e à francesa". Mudaremos de casa porque realmente, não faz sentido o nosso T1, compraremos um carro novinho a estrear porque o nosso de 9 anitos precisa de descansar, e passaremos fins-de-semana fora porque tratar da casa será tarefa de outra e viajaremos muito para conheceres este mundo.
O papá irá novamente estudar, tu irás para o melhor colégio que se encontrar e não argumentes que é caro porque isso não tem qualquer relevância, e eu passarei a fazer apenas um part-time para não emburrar, mas as tardes serão passadas no cabeleireiro e manicure, lanches em pastelarias de renome, e nas compras em lojas de marcas daquelas mesmo, mesmo de elevada classe e preços.
Como verás, filhote, não foi por nos ter saído a lotaria ou uma herança de uma qualquer tia ou tio afastado, nem mesmo por algum benfeitor desconhecido nos ter oferecido algo, mas sim, porque a gerência da empresa da qual a mamã é funcionária, e apenas dessa empresa da qual há contrato, decidiu proceder a aumentos salarias de 2,5%, mais coisa menos coisa, o que dá a excelente e inimaginável quantia de €13,90 de aumento!
Infelizmente, filhote, e a realidade é esta, a mamã continua a pertencer à "Geração Quinhentos Euros", não tem subsídio de deslocação (quem me manda vir de carro?), não sobe de categoria como a lei exige, mesmo estando aqui há 6 anos, não recebe o valor devido por efectuar pagamentos e recebimentos como a lei exige, não recebe por trabalho extra fora do âmbito do objecto da empresa como a lei exige, etc.
Portanto, meu filho, a partir de agora, é que vai ser bom!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O trabalho

Retirei da net o bte nº 12, de 29 março 2009, com entrada em vigor a 1 Fevereiro 2009 para ser muito bem analizado e estudado.
TPC para fazer em casa e um resumo a apresentar aquando da suposta conversa com a minha entidade patronal.

Pequenino ...mas a crescer

  • A constipação está a mudar-se para outras paragens, se bem que ainda se nota alguma farfalheira no respirar, principalmente quando está para adormecer.
  • Anda a comer bem, e por isso, é melhor não dizer mais nada.
  • O desfralde de dia está como se quer. Não tem descuidos, pede sempre e começámos a habituá-lo a ir ao wc. Para a noite ainda usa fraldas. Esperamos o tempo quente para fazer desaparecer as fraldas de vez lá de casa.
  • Apercebemo-nos que cada dia que passa o raciocínio desenvolve-se, a memória apura-se, a linguagem cada vez mais rica.
  • Continua muito chorão, muito teimoso, cada vez mais mimado.
  • As noites, sempre mais das mesmas, ou por vício, ou por rotina, ou por, sei lá!
  • Tem ficado bem na creche.
  • A chucha, essa vai continuar por mais uns tempos.
  • Continua com os pedidos de histórias e livros. É bom e ele próprio também participa nas que vou inventando.
  • Diz que está crescido, se calhar por tantas vezes o repetirmos, mas que é pequenino.

É...cada dia que passa cresce, mas será sempre o bebé dos papás.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Porque é diferente?

Faz-me confusão porque é que o filhote não tem nem nunca teve receio ou aversão ao aspirador, à varinha mágica, ao triturador e à batedeira e em relação ao secador de cabelo, nem se aproxima de mim quando o uso…
É que nunca o utilizei nele…

Os receios

O Pedro não é medricas.
Claro que à medida que vai tomando cada vez mais consciência do mundo que o rodeia, há situações, imagens, sons que provocam nele diferentes reacções.
Uma noite destas, a senhora do prédio ao lado do nosso e que habita num andar igual ao nosso fez questão de martelar ou bater já passava das 20.00h, o que pela lei é proibido.
Estava o filho ao meu colo porque lhe estava a fazer vapores quando percebo que, pelo olhar que me dirigiu, estava ligeiramente assustado. Tentei acalmá-lo, dizendo que era uma apenas uma senhora a fazer barulho, mas pude aperceber-me que enquanto o silêncio ou melhor, enquanto os sons não voltaram ao habitual, o miúdo não descansou, mostrando-se agitado.
Não sei o que, na perspectiva do PP o que achava ele que aquilo poderia ser, mas era algo que ele não gostava e o incomodou.
Infelizmente há quem não tenha respeito pelos outros.

Mas porquê?

Hoje de manhã tudo correu bem a partir do momento em que comecei a acordar o filhote.
Começou logo na brincadeira, muito sorridente e de olhinhos abertos, o que não é nada frequente.
Consegui vesti-lo, tomou um bom pequeno-almoço, lavou a carinha e penteei-o (na medida em que é possível ajeitar aqueles caracóis rebeldes), vesti-lhe o casaco e saímos sem choros nem birras.
Tudo a correr lindamente sem a pressão das horas.
Deixei-o bem-disposto na creche (apesar de ter logo levado com uma bola na cabeça de um pequenito que lá andava) e disse-lhe até logo.
Depois…bem, o percurso até ao trabalho que não demora mais do que 10, vá, 15 minutos em condições normais, hoje foram uns longos quase 45 minutos até abrir o escritório.
É caso para dizer que não consigo mesmo chegar a horas ao emprego porque se não é uma coisa, há-de ser outra!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Amigos de Sempre

Ontem à noite, já depois de termos tudo arrumado e porque o filhote anda numa fase de só querer que lhe leiam histórias, mostrei-lhe uns quantos livros e lá escolheu um dos dinossauros.
Quando pego no livro, cai uma folha com uma receita de Tarte Espanhola, escrita à mão.
Para além de ser um doce delicioso, foi escrita pela querida e grande amiga Cristina com quem já não falava há meses, embora quase todos os dias me lembrasse que lhes tinha de telefonar.
Vai daí, e como não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, liguei.
Estão bem, e como as conversas são como as cerejas, foram quase 30 minutos num desfiar de temas, com o filhote também a dar umas palavrinhas à tia.
Saudades, muitas de estar com eles, na conversa, a rir, a recordar bons momentos ao longo de já 15 anos.
Fica a promessa de um almoço para breve!

Soninho? Nã!

Estava tudo escuro, logo, ainda era noite. São 2.00h da madrugada. Excelente…
Para não variar, o PP rabujou e lá vou eu ver o que será desta vez. Ponho-lhe a mão na barriga, já por instinto, ainda meio a dormir e prontos! Todo molhado, lençol de baixo molhado, resguardo do colchão molhado.
Este rapaz faz xixi’s de adulto durante a noite e bebendo quase 300ml de leite antes de adormecer, mesmo usando 2 fraldas, volta e meia, temos o caldo entornado.
Não queremos deixar de lhe dar o leitinho porque lhe faz bem, acalma-o e é uma rotina já de há algum tempo que o filhote gosta.
E lá vai de o limpar, vestir-lhe um pijama lavado, fazer a cama e deitá-lo novamente.
Deve ser por estas e por outras que acordamos de manhã cheios de soninho…

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Memória futura

Porque no futuro quando o filhote for adulto trabalhador (esperamos nós) ou seja multimilionário, ficará a saber que no mês de Março do ano 2009, a mamã gastou €605,00 apenas na mensalidade da creche e na actualização da graduação dos óculos. Mais do que recebe por mês...
E que os papás tiveram muita pena e lamentaram muito os milhões de euros que todos os administradores de Bancos, Seguradoras, Financiadoras e outros que tais perderam na crise que actualmente se fala...

Pois...

O miúdo não tem a culpa até porque a colecção de dvd's para ele lá em casa chega à meia-dúzia.
Também não tem a culpa porque para eu fazer o jantar sem o deixar queimar, faço-lhe a vontade e coloco o filme.
Mas já não se aguenta o "Tirre!" (Idade do Gelo), o "Efante!" (Horton), os "Macacos!" (Tarzan) e o "Popotamo!" (Madagáscar). este último tinha, sim porque entretanto eclipsou-se, muita vontade de o ver.
Haja saúde....

Nóis 3


Somos nós.

Esta é a nossa família.



Mistério

Não entendo o que se passa com o blog do Príncipe Rabuja.
Bloqueia constantemente com a informação em rodapé que está a importar dados, mas não sei de onde.
E não faço a mais pequena ideia de como resolver isto.
ADENDA: No forum de ajuda do blogger, há mais situações. Após leitura, fiz o que lá vinha como possível solução e vamos a ver se resulta.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

E estás assim

...com 2 anos e meio (e mais alguns dias).
É um menino delicioso, com uma carinha que quando sorri, espelha a luz do sol, mas que quando chora (e não são raras as vezes) parece que desaba o seu pequeno mundo!
Mais do que imperfeita e com noção clara que tenho falhas, sinto-me mãe. O meu Pedro faz-me sentir mãe. Não pelas infinitas vezes em que me chama, não pelas inúmeras vezes que me pede colo, mas porque sem ele, quando caminho na rua ou estou no trabalho, sinto-me mãe. E não se consegue definir este sentir…
Não é muito de dar miminhos, abraços ou beijinhos. Por ser rapaz? Creio ser mesmo o jeito dele. Mas quando recebemos estas manifestações de ternura, quando coloca os bracinhos à volta de nós e bate levemente com a mãozinha, encostando-se completamente, é entrar no paraíso.
Desespera-me e faz-me perder a paciência com frequência, de uma teimosia incrível. Pede-se para arrumar os brinquedos e não o faz, atira com eles para o chão; mexe constantemente onde não deve, mesmo depois de lhe dizermos mil vezes para não o fazer.
Muitas vezes, quase sempre, para fazer alguma coisa que faz parte integrante da educação, só lá vai a toque de caixa. Custa-me e custa ao pai. Pedagogicamente é errado, dever-se-ia falar, explicar de forma simples, mas este menino do meu coração e alma, faz-se sempre de desentendido e repete “não!”, e foge, e ri. Desafia-nos, contraria-nos, querendo sempre levar a dele avante.
E custa-lhe quando ralho ou elevo a voz para com ele. Fica sentido. Creio que na cabecinha dele, há um esforço de entender porque os papás, que são os papás, no meio de tanto colo, e bonecos e brinquedos e mimos e carinhos, ralham. Percebe que fez mal e que tem de se portar bem, mas não age assim com frequência.
Já vai longe a angústia que sentia às refeições. Aprendi que ele sabe do que precisa. Se me preocupei pela pouca quantidade que comia, há, agora, dias em que acho que comeu demais. Porque será que nunca estamos satisfeitas? Come de tudo, gosta de tudo, sem apresentar problemas de reacções. Começam a sobressair as preferências por determinados alimentos. Mas faço questão que tudo tenha conta, peso e medida.
Gosta de doces. É guloso e tem mais olhos que barriga, o que se me faz sorrir, também me leva a repreendê-lo.
Continua a dormir connosco, porque assim tem de ser. E noite após noite, chama, senta-se, pede isto e aquilo, uma canseira, porque passado este tempo todo, a falta de energia que sinto manifesta-se.
Pede muito para brincar com ele. A frase que diz ecoa no meu cérebro e dá-me um aperto por não o satisfazer com a frequência que desejava. Sei que o Pedro sente a falta dos pais ao fim da noite. Porque não há tempo. Porque ainda não entende que só se consegue fazer 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo. E brincar com ele quando chegamos a casa é incompatível com os afazeres. Para já, não há volta a dar, é-me impossível. Sei que terei de lidar com as consequências mais tarde. Sei que quando crescer mais um pouco e eu pretender estar com ele e brincar, não me dirá “1, 2, 3 passou o tempo!”, mas terá outros interesses.
Adora carros, motas, aviões, camiões e jeep’s. Gosta de pintar, preferencialmente com aguarelas ou lápis de cera. Prefere livros que contenham imagens de animais a outros quaisquer.
Sabe as cores, a relação de grandeza, as vogais (sem saber que se chamam vogais), os nomes de cada membro da família mais chegado, conta, todas as partes do corpo, as diferentes peças de roupa, e fala muito, explicitamente, com clareza e sentido.
É curioso. Demasiado para sua própria segurança e destemido. Tem iniciativa de subir, trepar, correr, saltar na cama, mas sempre atento aos limites da mesma, o que me leva a acreditar que se lembra de lá ter caído para o chão.
Tem uma memória excelente. Para o que gosta, para o que quer.
Esgota-me, cansa-me e faz-me sentir culpada quando chora, quando pede e não lhe dou.
Penso que muitas vezes serão chamadas de atenção do Pedro. De ser filho único, neto único, de estar mimado por todos, de ser o ai-jesus de tantas pessoas!
Não manipula sentimentos, mas às tantas o cansaço é tanto que pouco me resta a não ser tomar conta dele. O que é bem diferente de estar com ele.
Não sei com que idade têm a noção de estar/ser feliz, estar contente. Quando sorriem mais?
Às vezes, ponho-me a pensar se o meu Pedro sente-se feliz…
Este meu filho é um sonho tornado realidade, fruto do amor que me une ao pai, eternamente, para todo o sempre…

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mamã! Conta uma "tóia"!

O Pedro entrou na fase de pedir para contar uma história.
E assim deparamo-nos com um problema: é que eu, pessoalmente, não tenho jeitinho nenhum para contar histórias e muita falta de memória para as saber todas, nomeadamente as que aprendi na infância.
O papá tem muito jeito para “inventar” e fazer rimas, o que torna a situação engraçada.
Ontem à noite, na altura do PP estar na nossa caminha, entre os dois e a beber o leitinho, pedia para contarmos uma história.
Lá fui tentando lembrar a do Capuchinho Vermelho, com umas invenções à mistura, a fazer durar enquanto despachava o biberon.
Talvez seja a altura de começar a ler-lhe uma história antes de dormir.
O curioso é que agora de manhã, no carro a caminho da creche, o filho pede igualmente para contar uma história…e lá veio novamente a de ontem à noite.
Temos obrigatoriamente de fazer um refresh!

Actividades para o Verão

Com o encerramento do ano lectivo, começam as propostas de actividade na creche.
Uma delas é a Praia.
Mandaram um papel da creche com todas as informações e valores a pagar. Após conversa com o papá, resolvemos que o Pedro não irá participar nessa actividade.
Para nós, uma coisa é levarem-nos até ao Jardim que fica mesmo em frente à creche, outra é colocarem-nos numa carrinha ou autocarro, percorrerem uma série de quilómetros, e irem para a praia.
Não confio. O filhote ainda é muito pequenino para uma aventura dessas. Por mais cuidado e atenção que tenham, pode sempre acontecer alguma coisa.
Já trabalhei num ATL, com crianças de diferentes idades, dos 3 aos 10 anos e fizemos Praia. Sei bem os problemas inerentes a este tipo de actividades, as preocupações, os cuidados que tem de se ter.
As crianças são imprevisíveis e basta um milésimo de segundo para o perigo acontecer. E depois?
Quando chegar o Verão, faremos praia com ele.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Preocupa-me...

Porque não sei o dia de amanhã.
Porque se gasta tanto e tanto dinheiro em coisas completamente desnecessárias.
Porque uma crise económica-financeira num país é uma coisa, e a nível mundial acaba por ser imprevisíveis as suas consequências.
Porque as crianças de todo o mundo são realmente e sem qualquer margem para dúvidas, o futuro.
" Já há escolas com cantina aberta durante as férias
Medida é proposta pela Direcção-Geral da Saúde para combater carências alimentares fruto da crise
Ontem
IVETE CARNEIRO E ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

Abrir as cantinas escolares durante as férias para garantir uma alimentação equilibrada a crianças carenciadas é uma das propostas da Direcção-Geral da Saúde para combater a crise. A ideia não é nova. Já há autarquias a fazê-lo.
A medida é uma das "Respostas da saúde pública à crise económica e social", que deverá hoje ser apresentada no I Congresso de Saúde Pública. E que será debatida, entre outras, esta semana com a Organização Mundial da Saúde. Contudo, o director-geral da Saúde fez questão de esclarecer ontem que "a actual situação no país não é alarmante", apesar dos "casos pontuais já identificados" e com "respostas ao nível local".
Entre eles, a notícia conhecida há dias sobre a detecção de casos de fome e má nutrição no Hospital Amadora-Sintra. Os dados não são recentes, datam de 2007, e não se podem sequer atribuir à actual situação de crise. Ainda assim, dão conta de que, de um universo de 600 crianças avaliadas, 3% revelavam má nutrição, números que reflectem os níveis de pobreza do concelho que serve, Sintra.
Uma ronda por alguns grandes hospitais do país permite desdramatizar a situação. Não há registo de casos de fome nas urgências pediátricas, até porque "ninguém vem hospital porque tem fome", disseram ao JN várias fontes hospitalares.
Apesar da tranquilidade, a preocupação da DGS com situação de empobrecimento súbito levou-a a delinear um conjunto de respostas. Foi montado um dispositivo de alerta com "68 postos de observação para identificação precoce de alterações que afectem o estado de saúde da população", explica o DGS, Francisco George, em comunicado. As repostas, essas, são locais.
E o caso de Sintra pode servir de exemplo. A autarquia alargou o almoço gratuito a crianças que não cabiam nas definições previstas na acção social escolar, no caso do Ensino Básico (que compete às câmaras). Além de fornecer também o lanche, há dois ou três anos resolveu abrir as cantinas durante as férias. Exactamente aquilo que propõe Francisco George.
Confrontada ontem com a ideia, a ministra da Educação pediu para evitar alarmismos e garantiu não haver casos identificados de carência alimentar que as escolas não resolvam. "Há muitos anos que as escolas intervêm nesta área. Têm uma acção muito eficaz e muito interventiva, superando eventuais necessidades de apoio por parte das famílias"."

Dislexia no calçado do filho

No período da adolescência do filhote, certamente serão muitas as frases e palavras e atitudes que ele irá lançar certeiro aos pais quando tiver as crises existênciais ou lhe for negado algum pedido.
Uma delas, será certamente esta minha "mania" desde que lhe comprámos os 1ºs sapatinhos, uns ténis vermelhos muito fofinhos e que iremos guardar religiosamente. E passados 30 meses e alguns dias, continuo com esta "mania" que não causando mal algum de maior, pode eventualmente provocar no meu filho algum desconforto. Apesar de tudo, nunca o faço de propósito. É um ângulo de visão meu que distorce a realidade.
Esta "mania" minha, a saber, é:
- Porque será que calço sempre os sapatos, os ténis ou as pantufas no Pedro, ao contrário? Sapato esquerdo no pé direito e sapato direito no pé esquerdo?

Preferências

Carrinhos, carros, jipis, popós!
Motas!
Aviãos!
Ou o dvd da "Idade do Gelo" ou do "Tarzan II".
Livros, puzzles, desenhos, gosta mas duram pouco tempo estas actividades.
Com o que tem rodas, é vê-lo a brincar com eles, a falar com eles, a dizer de que cor são e a mandar portarem-se bem.
Verdade mesmo, é que ao fim do dia, nenhum de nós tem tempo para descobrir que outras actividades ele gostaria de fazer, com muita pena nossa.

Hã?

- Pedro, arruma os carrinhos!
- Hã?
- Pedro, anda vestir o pijama!
- Hã?
- Pedro, vamos tomar banhinho!
- Hã?
- Pedro, vamos jantar!
- Hã?
Mea culpa!
Porque quando me chama ou pede ou quer alguma coisa, o meu "Hã?" é num tom já de cansaço, mas não deixa de ser "Hã?"

Prognósticos? Só no fim da consulta

O PP está bem.
Acho que nunca tinha referido que também o chamamos assim...PP.
O dr. considerou-o excelente, mesmo meio constipadinho, e como tal, uns quantos xaropes já conhecidos da casa para tomar.
Para mim, pesa chumbo, ou seja, 12 kg 750 g. Já na altura, está nos 88cm. O que significa que continua a seguir a sua curva dos percentis que tanta dor de cabeça e angústia me provocaram até aos 18 meses. Depois, parei para pensar e conclui que se o miúdo é saudável, que mais posso querer? Que saia ao papá...alto, porque para "rodinhas baixas" basto eu.
Chorou, e chorou e chorou. Não há nada a fazer. É chorão e ultra-mimado. Confirma-se a idade de andar agarrado às saias, calças, etc e tal da mãe. Para mim, será uma fase. Depois deslarga-me e vira-se para o papá. E vai custar-me e aliviar-me simultaneamente.
Come de tudo, gosta de tudo e nada de alergias alimentares. Óptimo e é assim mesmo. Interdito mariscos e enchidos, o que também não me faz diferença nenhuma. Atenção aos morangos. Xi! Fartinho está o Pedro de os comer e adora-os! Nenhuma recção. Ufa! Que alívio.
Começar o desmame da chucha. Agora é que o dr. me tramou! A chucha é ainda e parece-me que durante um ainda longo período, demasiado importante para o PP. Como o Teddy. É uma segurança, um conforto. Pega nela como quem respira. Larga-a onde calha, atira-a para o chão, chama por ela durante a noite e dia, quando o cansaço ou o sono sobem a pique, ou a rabugice está no seu auge. Depois, esquece-a, joga-a fora. Nã...ainda vai andar por cá mais algum tempo.
Depois, não houve mais perguntas a nível da evolução psicológica, emocional, intelectual do miúdo.
Isso, vemos nós e babamo-nos diariamente.
Está bem, muito bem o nosso filho.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Consulta médica

Hoje de tarde, por volta das 15.30h (se o sr. dr. iniciar as consultas a horas) vamos, eu e o filhote, à consulta de rotina dos 30 meses, que é como quem diz, dos 2 anos e meio.
Pesar, medir, observar, que nisto o dr. é e sempre foi muito cuidadoso.
Levo uma listinha com algumas dúvidas que espero serem esclarecidas.
A mim, parece-me que o Rabuja está bem e recomenda-se. Veremos...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vamos

...para um fim-de-semana prolongado, o da Páscoa.
Só espero que os senhores da meteorologia dêem uma ajuda e seja de bom tempo porque queremos ir passear para o Alentejo.
O filhote está melhor, mas continua invariavelmente a acordar durante a noite, por um ou outro motivo. e agora com ainda alguma tosse, é matemático.
Haja paciência...
Que sejam uns dias bons!

terça-feira, 7 de abril de 2009

E a modos que...

...esta noite os papás dormiram separados porque uma vez mais e como já deviam de ter saudades nossas até porque fomos de férias e tal, temos uns viruzitos a chatearem o filhote e com toda a bagagem que trazem.
Já não me lembrava do que era dormir no sofá com o Pedro...é uma treta. Mas prefiro assim para ir vigiando se o dona febre não aparece de repente.
Apesar de tudo, pouco tossiu e a temperatura não subiu.
Mas, o miúdo tem um raio de um dormir, que não pára quieto!