quarta-feira, 29 de abril de 2009

A revolta do que não se vê

Doença das vacas loucas, gripe das aves, gripe suína...
Das duas uma: ou estamos a assistir a uma revolta dos micróbios, bactérias e virus, ou tentámos defendermo-nos tanto das possíveis e hipotéticas doenças que agora não sabemos como lidar com estes bichinhos que não se veêm mas que estão em todo o lado.
Se me preocupa? O suficiente para estar atenta, porque o mundo passou a ser uma aldeia...

Quando o telefone toca...

Não tem nada a haver com o antigo programa da rádio, mas...
O Rabuja sempre gostou de telefones e afins. Lembro-me de há uns meses atrás ir comprar um telemóvel da Chicco porque o filhote agarrava em qualquer coisa e colocava-se em posição de falar com alguém.
Desta vez foi mesmo verdade.
Eu estava a acabar de arrumar a cozinha e o papá na marquise.
Nisto aparece-me o Pedro com o telefone na mão e a dizer: "...é pá mamã!..."
Já estava pronta para reclamar com ele, que não deve mexer no telefone que pode cair e estragar-se, quando percebo que alguém estava realmente em linha e ria-se muito...
Pego no dito cujo, agradeço ao filhote e vejo que era a minha sogra!
Afinal de contas, o telefone tinha tocado, nós não ouvimos e o Pedro atendeu a chamada!
Já sabe mais do que esperamos...

Internem-me!...mas num spa, sff...

Excepto quando o avô Quim vai buscar o Pedro, saio do trabalho às 18.15h e vou a “voar” para chegar a horas à creche.
Ontem não foi excepção. Consegui estacionar o carro perto e sigo até à escolinha do menino. Entro, dirijo-me à sala e como sempre, lá vem aquele bebé de sorriso lendo a correr para os meus braços. Pego-o ao colo, muitos abraços e beijinhos de saudades e vamos buscar o casaco e o carro mini que agora tem trazido para a creche. Dois recados que seguro com uma mão mais a chave do carro e dou-lhe a outra para não me fugir.
Saímos e vamos direitos ao carro. Abro a porta do lado do pendura com a chave porque temos o comando dessincronizado e pego no Pedro para o colocar na cadeirinha. Coloco-lhe os cintos, fecho a porta e dirijo-me para o lugar do condutor.
E nisto, onde está a chave do carro? Mas ainda agora a tinha na mão? Que raio…
Volto a ir ter com o filhote, e procuro-a, não fosse a dita ter caído enquanto a punha na cadeirinha. Procuro, procuro no chão do carro, procuro nos bolsos do meu casaco e nada!
Tiro o filho da cadeirinha, procuro, procuro e nada.
Volto a pô-lo na cadeirinha, e abro a porta do pendura, não fosse a chave ter caído para aqueles lados. Procuro, vejo no saco do almoço e nada! Mas que raio?! Onde foi a parva da chave parar?
Volto a ir ter com o miúdo, tiro-o novamente da cadeirinha, revisto-o, vejo no chão do passeio e nada! Volto a revistá-lo e já ele me dizia: “Mamã! Pedo não tem chave!”. Pego novamente no miúdo e a sentá-lo na cadeirinha.
Já começo a ficar desesperada por o tempo estar a passar e nada de chaves do carro!
Volto a abrir a porta do lado do pendura e volto a procurar nos bancos, no chão, nos sacos e nada!
Aqui já digo alhos e bugalhos!
Fecho a porta do lado do pendura e…voilá! A chave esteve o tempo todo pendurada na fechadura…

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um miminho do filho

“Boa noite, meu filho, faz um soninho bom…”
Dou-lhe um beijo e acaricio-lhe a carinha.
Dou um beijo ao papá que fica com ele na nossa cama até o menino adormecer e quando estou para me levantar, o Pedro vira a carinha para mim e dá-me um beijinho…o primeiro espontâneo…

O que será?

Este fim-de-semana fomos à Worten porque “avariamos” a máquina do café expresso lá da casa. E como o cafezinho matinal é essencial para ficarmos “on” de manhã, aproveitámos para escolher uns dvd’s infantis que estavam em promoção. Trouxemos 3. Mas há um em especial que o Pedro pede agora para ver com frequência: é o dvd dos “cavaões” (???!!!).
Se não fosse nosso filho e já habituados às palavras dele, iríamos jurar que estava a dizer uma grande asneira. Mas não. É até bem simples.
Mas sempre que o pede, não me contenho e dou uma gargalhada!

Interrogações

Adoro vê-lo a ajudar a levantar as coisas após as refeições e o miúdo até gosta. Parece um rapazinho, muito concentrado no que está a fazer. Agora, vem a pergunta pertinente: se ajuda nas coisas de adultos, porque não arruma os brinquedos dele depois de já não os querer para brincar?

Banho diferente

Aqui há uns dias atrás, foi um dia de muita condução ao serviço da empresa (por minha conta, obviamente…) e com o calor que se fez sentir, ao fim do dia depois de chegarmos a casa só me apetecia um banho.
Como a situação dos comeres estava adiantada, lembrei-me de tomar um banho com o filhote. Ele, como o fui buscar mais cedo para andar comigo nestas andanças e não correr o risco de não chegar a tempo de o ir buscar à creche, estava também, porque se notava e bem, muito encalorado.
Vai daí que enchi a banheira com água e disse-lhe que íamos tomar um banhinho os dois. Não protestou e foi a correr buscar uns aviões, sim porque os banhos têm obrigatoriamente de ser partilhados com alguma viatura, seja ela terrestre ou aérea.
Por precaução vi a temperatura da água, e depois, foi engraçado pelas brincadeiras de atirar Água um ao outro, dele começar aos poucos a ensaboar-se e aos aviões, claro!
Não gosta do chuveiro nele; encolhe-se, e por isso não insisti. Mas acha piada ver a mamã a utilizá-lo.
Quando o tempo aquecer, faremos mais vezes assim.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não sei se ria, não sei se chore!

Se uma parte da minha pessoa está surpreendida, a outra já sabia que mais nada seria de esperar de quem administra e é dono das 3 (TRÊS) empresas para as quais faço TODO o trabalho administrativo, contabilístico, facturação e pagamentos, etc e tal, mais um trabalho EXTRA para a respectiva esposa e OUTROS serviços PESSOAIS da gerência.
A partir de agora, filho, vamos viver à "grande e à francesa". Mudaremos de casa porque realmente, não faz sentido o nosso T1, compraremos um carro novinho a estrear porque o nosso de 9 anitos precisa de descansar, e passaremos fins-de-semana fora porque tratar da casa será tarefa de outra e viajaremos muito para conheceres este mundo.
O papá irá novamente estudar, tu irás para o melhor colégio que se encontrar e não argumentes que é caro porque isso não tem qualquer relevância, e eu passarei a fazer apenas um part-time para não emburrar, mas as tardes serão passadas no cabeleireiro e manicure, lanches em pastelarias de renome, e nas compras em lojas de marcas daquelas mesmo, mesmo de elevada classe e preços.
Como verás, filhote, não foi por nos ter saído a lotaria ou uma herança de uma qualquer tia ou tio afastado, nem mesmo por algum benfeitor desconhecido nos ter oferecido algo, mas sim, porque a gerência da empresa da qual a mamã é funcionária, e apenas dessa empresa da qual há contrato, decidiu proceder a aumentos salarias de 2,5%, mais coisa menos coisa, o que dá a excelente e inimaginável quantia de €13,90 de aumento!
Infelizmente, filhote, e a realidade é esta, a mamã continua a pertencer à "Geração Quinhentos Euros", não tem subsídio de deslocação (quem me manda vir de carro?), não sobe de categoria como a lei exige, mesmo estando aqui há 6 anos, não recebe o valor devido por efectuar pagamentos e recebimentos como a lei exige, não recebe por trabalho extra fora do âmbito do objecto da empresa como a lei exige, etc.
Portanto, meu filho, a partir de agora, é que vai ser bom!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O trabalho

Retirei da net o bte nº 12, de 29 março 2009, com entrada em vigor a 1 Fevereiro 2009 para ser muito bem analizado e estudado.
TPC para fazer em casa e um resumo a apresentar aquando da suposta conversa com a minha entidade patronal.

Pequenino ...mas a crescer

  • A constipação está a mudar-se para outras paragens, se bem que ainda se nota alguma farfalheira no respirar, principalmente quando está para adormecer.
  • Anda a comer bem, e por isso, é melhor não dizer mais nada.
  • O desfralde de dia está como se quer. Não tem descuidos, pede sempre e começámos a habituá-lo a ir ao wc. Para a noite ainda usa fraldas. Esperamos o tempo quente para fazer desaparecer as fraldas de vez lá de casa.
  • Apercebemo-nos que cada dia que passa o raciocínio desenvolve-se, a memória apura-se, a linguagem cada vez mais rica.
  • Continua muito chorão, muito teimoso, cada vez mais mimado.
  • As noites, sempre mais das mesmas, ou por vício, ou por rotina, ou por, sei lá!
  • Tem ficado bem na creche.
  • A chucha, essa vai continuar por mais uns tempos.
  • Continua com os pedidos de histórias e livros. É bom e ele próprio também participa nas que vou inventando.
  • Diz que está crescido, se calhar por tantas vezes o repetirmos, mas que é pequenino.

É...cada dia que passa cresce, mas será sempre o bebé dos papás.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Porque é diferente?

Faz-me confusão porque é que o filhote não tem nem nunca teve receio ou aversão ao aspirador, à varinha mágica, ao triturador e à batedeira e em relação ao secador de cabelo, nem se aproxima de mim quando o uso…
É que nunca o utilizei nele…

Os receios

O Pedro não é medricas.
Claro que à medida que vai tomando cada vez mais consciência do mundo que o rodeia, há situações, imagens, sons que provocam nele diferentes reacções.
Uma noite destas, a senhora do prédio ao lado do nosso e que habita num andar igual ao nosso fez questão de martelar ou bater já passava das 20.00h, o que pela lei é proibido.
Estava o filho ao meu colo porque lhe estava a fazer vapores quando percebo que, pelo olhar que me dirigiu, estava ligeiramente assustado. Tentei acalmá-lo, dizendo que era uma apenas uma senhora a fazer barulho, mas pude aperceber-me que enquanto o silêncio ou melhor, enquanto os sons não voltaram ao habitual, o miúdo não descansou, mostrando-se agitado.
Não sei o que, na perspectiva do PP o que achava ele que aquilo poderia ser, mas era algo que ele não gostava e o incomodou.
Infelizmente há quem não tenha respeito pelos outros.

Mas porquê?

Hoje de manhã tudo correu bem a partir do momento em que comecei a acordar o filhote.
Começou logo na brincadeira, muito sorridente e de olhinhos abertos, o que não é nada frequente.
Consegui vesti-lo, tomou um bom pequeno-almoço, lavou a carinha e penteei-o (na medida em que é possível ajeitar aqueles caracóis rebeldes), vesti-lhe o casaco e saímos sem choros nem birras.
Tudo a correr lindamente sem a pressão das horas.
Deixei-o bem-disposto na creche (apesar de ter logo levado com uma bola na cabeça de um pequenito que lá andava) e disse-lhe até logo.
Depois…bem, o percurso até ao trabalho que não demora mais do que 10, vá, 15 minutos em condições normais, hoje foram uns longos quase 45 minutos até abrir o escritório.
É caso para dizer que não consigo mesmo chegar a horas ao emprego porque se não é uma coisa, há-de ser outra!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Amigos de Sempre

Ontem à noite, já depois de termos tudo arrumado e porque o filhote anda numa fase de só querer que lhe leiam histórias, mostrei-lhe uns quantos livros e lá escolheu um dos dinossauros.
Quando pego no livro, cai uma folha com uma receita de Tarte Espanhola, escrita à mão.
Para além de ser um doce delicioso, foi escrita pela querida e grande amiga Cristina com quem já não falava há meses, embora quase todos os dias me lembrasse que lhes tinha de telefonar.
Vai daí, e como não deixes para amanhã o que podes fazer hoje, liguei.
Estão bem, e como as conversas são como as cerejas, foram quase 30 minutos num desfiar de temas, com o filhote também a dar umas palavrinhas à tia.
Saudades, muitas de estar com eles, na conversa, a rir, a recordar bons momentos ao longo de já 15 anos.
Fica a promessa de um almoço para breve!

Soninho? Nã!

Estava tudo escuro, logo, ainda era noite. São 2.00h da madrugada. Excelente…
Para não variar, o PP rabujou e lá vou eu ver o que será desta vez. Ponho-lhe a mão na barriga, já por instinto, ainda meio a dormir e prontos! Todo molhado, lençol de baixo molhado, resguardo do colchão molhado.
Este rapaz faz xixi’s de adulto durante a noite e bebendo quase 300ml de leite antes de adormecer, mesmo usando 2 fraldas, volta e meia, temos o caldo entornado.
Não queremos deixar de lhe dar o leitinho porque lhe faz bem, acalma-o e é uma rotina já de há algum tempo que o filhote gosta.
E lá vai de o limpar, vestir-lhe um pijama lavado, fazer a cama e deitá-lo novamente.
Deve ser por estas e por outras que acordamos de manhã cheios de soninho…

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Memória futura

Porque no futuro quando o filhote for adulto trabalhador (esperamos nós) ou seja multimilionário, ficará a saber que no mês de Março do ano 2009, a mamã gastou €605,00 apenas na mensalidade da creche e na actualização da graduação dos óculos. Mais do que recebe por mês...
E que os papás tiveram muita pena e lamentaram muito os milhões de euros que todos os administradores de Bancos, Seguradoras, Financiadoras e outros que tais perderam na crise que actualmente se fala...

Pois...

O miúdo não tem a culpa até porque a colecção de dvd's para ele lá em casa chega à meia-dúzia.
Também não tem a culpa porque para eu fazer o jantar sem o deixar queimar, faço-lhe a vontade e coloco o filme.
Mas já não se aguenta o "Tirre!" (Idade do Gelo), o "Efante!" (Horton), os "Macacos!" (Tarzan) e o "Popotamo!" (Madagáscar). este último tinha, sim porque entretanto eclipsou-se, muita vontade de o ver.
Haja saúde....

Nóis 3


Somos nós.

Esta é a nossa família.



Mistério

Não entendo o que se passa com o blog do Príncipe Rabuja.
Bloqueia constantemente com a informação em rodapé que está a importar dados, mas não sei de onde.
E não faço a mais pequena ideia de como resolver isto.
ADENDA: No forum de ajuda do blogger, há mais situações. Após leitura, fiz o que lá vinha como possível solução e vamos a ver se resulta.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

E estás assim

...com 2 anos e meio (e mais alguns dias).
É um menino delicioso, com uma carinha que quando sorri, espelha a luz do sol, mas que quando chora (e não são raras as vezes) parece que desaba o seu pequeno mundo!
Mais do que imperfeita e com noção clara que tenho falhas, sinto-me mãe. O meu Pedro faz-me sentir mãe. Não pelas infinitas vezes em que me chama, não pelas inúmeras vezes que me pede colo, mas porque sem ele, quando caminho na rua ou estou no trabalho, sinto-me mãe. E não se consegue definir este sentir…
Não é muito de dar miminhos, abraços ou beijinhos. Por ser rapaz? Creio ser mesmo o jeito dele. Mas quando recebemos estas manifestações de ternura, quando coloca os bracinhos à volta de nós e bate levemente com a mãozinha, encostando-se completamente, é entrar no paraíso.
Desespera-me e faz-me perder a paciência com frequência, de uma teimosia incrível. Pede-se para arrumar os brinquedos e não o faz, atira com eles para o chão; mexe constantemente onde não deve, mesmo depois de lhe dizermos mil vezes para não o fazer.
Muitas vezes, quase sempre, para fazer alguma coisa que faz parte integrante da educação, só lá vai a toque de caixa. Custa-me e custa ao pai. Pedagogicamente é errado, dever-se-ia falar, explicar de forma simples, mas este menino do meu coração e alma, faz-se sempre de desentendido e repete “não!”, e foge, e ri. Desafia-nos, contraria-nos, querendo sempre levar a dele avante.
E custa-lhe quando ralho ou elevo a voz para com ele. Fica sentido. Creio que na cabecinha dele, há um esforço de entender porque os papás, que são os papás, no meio de tanto colo, e bonecos e brinquedos e mimos e carinhos, ralham. Percebe que fez mal e que tem de se portar bem, mas não age assim com frequência.
Já vai longe a angústia que sentia às refeições. Aprendi que ele sabe do que precisa. Se me preocupei pela pouca quantidade que comia, há, agora, dias em que acho que comeu demais. Porque será que nunca estamos satisfeitas? Come de tudo, gosta de tudo, sem apresentar problemas de reacções. Começam a sobressair as preferências por determinados alimentos. Mas faço questão que tudo tenha conta, peso e medida.
Gosta de doces. É guloso e tem mais olhos que barriga, o que se me faz sorrir, também me leva a repreendê-lo.
Continua a dormir connosco, porque assim tem de ser. E noite após noite, chama, senta-se, pede isto e aquilo, uma canseira, porque passado este tempo todo, a falta de energia que sinto manifesta-se.
Pede muito para brincar com ele. A frase que diz ecoa no meu cérebro e dá-me um aperto por não o satisfazer com a frequência que desejava. Sei que o Pedro sente a falta dos pais ao fim da noite. Porque não há tempo. Porque ainda não entende que só se consegue fazer 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo. E brincar com ele quando chegamos a casa é incompatível com os afazeres. Para já, não há volta a dar, é-me impossível. Sei que terei de lidar com as consequências mais tarde. Sei que quando crescer mais um pouco e eu pretender estar com ele e brincar, não me dirá “1, 2, 3 passou o tempo!”, mas terá outros interesses.
Adora carros, motas, aviões, camiões e jeep’s. Gosta de pintar, preferencialmente com aguarelas ou lápis de cera. Prefere livros que contenham imagens de animais a outros quaisquer.
Sabe as cores, a relação de grandeza, as vogais (sem saber que se chamam vogais), os nomes de cada membro da família mais chegado, conta, todas as partes do corpo, as diferentes peças de roupa, e fala muito, explicitamente, com clareza e sentido.
É curioso. Demasiado para sua própria segurança e destemido. Tem iniciativa de subir, trepar, correr, saltar na cama, mas sempre atento aos limites da mesma, o que me leva a acreditar que se lembra de lá ter caído para o chão.
Tem uma memória excelente. Para o que gosta, para o que quer.
Esgota-me, cansa-me e faz-me sentir culpada quando chora, quando pede e não lhe dou.
Penso que muitas vezes serão chamadas de atenção do Pedro. De ser filho único, neto único, de estar mimado por todos, de ser o ai-jesus de tantas pessoas!
Não manipula sentimentos, mas às tantas o cansaço é tanto que pouco me resta a não ser tomar conta dele. O que é bem diferente de estar com ele.
Não sei com que idade têm a noção de estar/ser feliz, estar contente. Quando sorriem mais?
Às vezes, ponho-me a pensar se o meu Pedro sente-se feliz…
Este meu filho é um sonho tornado realidade, fruto do amor que me une ao pai, eternamente, para todo o sempre…

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mamã! Conta uma "tóia"!

O Pedro entrou na fase de pedir para contar uma história.
E assim deparamo-nos com um problema: é que eu, pessoalmente, não tenho jeitinho nenhum para contar histórias e muita falta de memória para as saber todas, nomeadamente as que aprendi na infância.
O papá tem muito jeito para “inventar” e fazer rimas, o que torna a situação engraçada.
Ontem à noite, na altura do PP estar na nossa caminha, entre os dois e a beber o leitinho, pedia para contarmos uma história.
Lá fui tentando lembrar a do Capuchinho Vermelho, com umas invenções à mistura, a fazer durar enquanto despachava o biberon.
Talvez seja a altura de começar a ler-lhe uma história antes de dormir.
O curioso é que agora de manhã, no carro a caminho da creche, o filho pede igualmente para contar uma história…e lá veio novamente a de ontem à noite.
Temos obrigatoriamente de fazer um refresh!

Actividades para o Verão

Com o encerramento do ano lectivo, começam as propostas de actividade na creche.
Uma delas é a Praia.
Mandaram um papel da creche com todas as informações e valores a pagar. Após conversa com o papá, resolvemos que o Pedro não irá participar nessa actividade.
Para nós, uma coisa é levarem-nos até ao Jardim que fica mesmo em frente à creche, outra é colocarem-nos numa carrinha ou autocarro, percorrerem uma série de quilómetros, e irem para a praia.
Não confio. O filhote ainda é muito pequenino para uma aventura dessas. Por mais cuidado e atenção que tenham, pode sempre acontecer alguma coisa.
Já trabalhei num ATL, com crianças de diferentes idades, dos 3 aos 10 anos e fizemos Praia. Sei bem os problemas inerentes a este tipo de actividades, as preocupações, os cuidados que tem de se ter.
As crianças são imprevisíveis e basta um milésimo de segundo para o perigo acontecer. E depois?
Quando chegar o Verão, faremos praia com ele.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Preocupa-me...

Porque não sei o dia de amanhã.
Porque se gasta tanto e tanto dinheiro em coisas completamente desnecessárias.
Porque uma crise económica-financeira num país é uma coisa, e a nível mundial acaba por ser imprevisíveis as suas consequências.
Porque as crianças de todo o mundo são realmente e sem qualquer margem para dúvidas, o futuro.
" Já há escolas com cantina aberta durante as férias
Medida é proposta pela Direcção-Geral da Saúde para combater carências alimentares fruto da crise
Ontem
IVETE CARNEIRO E ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

Abrir as cantinas escolares durante as férias para garantir uma alimentação equilibrada a crianças carenciadas é uma das propostas da Direcção-Geral da Saúde para combater a crise. A ideia não é nova. Já há autarquias a fazê-lo.
A medida é uma das "Respostas da saúde pública à crise económica e social", que deverá hoje ser apresentada no I Congresso de Saúde Pública. E que será debatida, entre outras, esta semana com a Organização Mundial da Saúde. Contudo, o director-geral da Saúde fez questão de esclarecer ontem que "a actual situação no país não é alarmante", apesar dos "casos pontuais já identificados" e com "respostas ao nível local".
Entre eles, a notícia conhecida há dias sobre a detecção de casos de fome e má nutrição no Hospital Amadora-Sintra. Os dados não são recentes, datam de 2007, e não se podem sequer atribuir à actual situação de crise. Ainda assim, dão conta de que, de um universo de 600 crianças avaliadas, 3% revelavam má nutrição, números que reflectem os níveis de pobreza do concelho que serve, Sintra.
Uma ronda por alguns grandes hospitais do país permite desdramatizar a situação. Não há registo de casos de fome nas urgências pediátricas, até porque "ninguém vem hospital porque tem fome", disseram ao JN várias fontes hospitalares.
Apesar da tranquilidade, a preocupação da DGS com situação de empobrecimento súbito levou-a a delinear um conjunto de respostas. Foi montado um dispositivo de alerta com "68 postos de observação para identificação precoce de alterações que afectem o estado de saúde da população", explica o DGS, Francisco George, em comunicado. As repostas, essas, são locais.
E o caso de Sintra pode servir de exemplo. A autarquia alargou o almoço gratuito a crianças que não cabiam nas definições previstas na acção social escolar, no caso do Ensino Básico (que compete às câmaras). Além de fornecer também o lanche, há dois ou três anos resolveu abrir as cantinas durante as férias. Exactamente aquilo que propõe Francisco George.
Confrontada ontem com a ideia, a ministra da Educação pediu para evitar alarmismos e garantiu não haver casos identificados de carência alimentar que as escolas não resolvam. "Há muitos anos que as escolas intervêm nesta área. Têm uma acção muito eficaz e muito interventiva, superando eventuais necessidades de apoio por parte das famílias"."

Dislexia no calçado do filho

No período da adolescência do filhote, certamente serão muitas as frases e palavras e atitudes que ele irá lançar certeiro aos pais quando tiver as crises existênciais ou lhe for negado algum pedido.
Uma delas, será certamente esta minha "mania" desde que lhe comprámos os 1ºs sapatinhos, uns ténis vermelhos muito fofinhos e que iremos guardar religiosamente. E passados 30 meses e alguns dias, continuo com esta "mania" que não causando mal algum de maior, pode eventualmente provocar no meu filho algum desconforto. Apesar de tudo, nunca o faço de propósito. É um ângulo de visão meu que distorce a realidade.
Esta "mania" minha, a saber, é:
- Porque será que calço sempre os sapatos, os ténis ou as pantufas no Pedro, ao contrário? Sapato esquerdo no pé direito e sapato direito no pé esquerdo?

Preferências

Carrinhos, carros, jipis, popós!
Motas!
Aviãos!
Ou o dvd da "Idade do Gelo" ou do "Tarzan II".
Livros, puzzles, desenhos, gosta mas duram pouco tempo estas actividades.
Com o que tem rodas, é vê-lo a brincar com eles, a falar com eles, a dizer de que cor são e a mandar portarem-se bem.
Verdade mesmo, é que ao fim do dia, nenhum de nós tem tempo para descobrir que outras actividades ele gostaria de fazer, com muita pena nossa.

Hã?

- Pedro, arruma os carrinhos!
- Hã?
- Pedro, anda vestir o pijama!
- Hã?
- Pedro, vamos tomar banhinho!
- Hã?
- Pedro, vamos jantar!
- Hã?
Mea culpa!
Porque quando me chama ou pede ou quer alguma coisa, o meu "Hã?" é num tom já de cansaço, mas não deixa de ser "Hã?"

Prognósticos? Só no fim da consulta

O PP está bem.
Acho que nunca tinha referido que também o chamamos assim...PP.
O dr. considerou-o excelente, mesmo meio constipadinho, e como tal, uns quantos xaropes já conhecidos da casa para tomar.
Para mim, pesa chumbo, ou seja, 12 kg 750 g. Já na altura, está nos 88cm. O que significa que continua a seguir a sua curva dos percentis que tanta dor de cabeça e angústia me provocaram até aos 18 meses. Depois, parei para pensar e conclui que se o miúdo é saudável, que mais posso querer? Que saia ao papá...alto, porque para "rodinhas baixas" basto eu.
Chorou, e chorou e chorou. Não há nada a fazer. É chorão e ultra-mimado. Confirma-se a idade de andar agarrado às saias, calças, etc e tal da mãe. Para mim, será uma fase. Depois deslarga-me e vira-se para o papá. E vai custar-me e aliviar-me simultaneamente.
Come de tudo, gosta de tudo e nada de alergias alimentares. Óptimo e é assim mesmo. Interdito mariscos e enchidos, o que também não me faz diferença nenhuma. Atenção aos morangos. Xi! Fartinho está o Pedro de os comer e adora-os! Nenhuma recção. Ufa! Que alívio.
Começar o desmame da chucha. Agora é que o dr. me tramou! A chucha é ainda e parece-me que durante um ainda longo período, demasiado importante para o PP. Como o Teddy. É uma segurança, um conforto. Pega nela como quem respira. Larga-a onde calha, atira-a para o chão, chama por ela durante a noite e dia, quando o cansaço ou o sono sobem a pique, ou a rabugice está no seu auge. Depois, esquece-a, joga-a fora. Nã...ainda vai andar por cá mais algum tempo.
Depois, não houve mais perguntas a nível da evolução psicológica, emocional, intelectual do miúdo.
Isso, vemos nós e babamo-nos diariamente.
Está bem, muito bem o nosso filho.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Consulta médica

Hoje de tarde, por volta das 15.30h (se o sr. dr. iniciar as consultas a horas) vamos, eu e o filhote, à consulta de rotina dos 30 meses, que é como quem diz, dos 2 anos e meio.
Pesar, medir, observar, que nisto o dr. é e sempre foi muito cuidadoso.
Levo uma listinha com algumas dúvidas que espero serem esclarecidas.
A mim, parece-me que o Rabuja está bem e recomenda-se. Veremos...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Vamos

...para um fim-de-semana prolongado, o da Páscoa.
Só espero que os senhores da meteorologia dêem uma ajuda e seja de bom tempo porque queremos ir passear para o Alentejo.
O filhote está melhor, mas continua invariavelmente a acordar durante a noite, por um ou outro motivo. e agora com ainda alguma tosse, é matemático.
Haja paciência...
Que sejam uns dias bons!

terça-feira, 7 de abril de 2009

E a modos que...

...esta noite os papás dormiram separados porque uma vez mais e como já deviam de ter saudades nossas até porque fomos de férias e tal, temos uns viruzitos a chatearem o filhote e com toda a bagagem que trazem.
Já não me lembrava do que era dormir no sofá com o Pedro...é uma treta. Mas prefiro assim para ir vigiando se o dona febre não aparece de repente.
Apesar de tudo, pouco tossiu e a temperatura não subiu.
Mas, o miúdo tem um raio de um dormir, que não pára quieto!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mamã-dependente

Não sei se é uma fase ou se será, por força das circunstâncias da vida, sendo eu a tratar dele de manhã e ao fim da tarde, a verdade é que o filhote não pode deixar de me ver, onde quer que estejamos.
Se por um lado me deixa encantada e maravilhada com os sentimentos da cria, por outro questiono se é uma fase, se será saudável esta dependência, este complexo de édipo extremo, se não deverei minimizar esta intensidade da nossa ligação.
Mas a ligação que existe deixa-me fascinada. Porque ralho com o Pedro, porque às vezes me falta a paciência, porque não tenho tempo para brincar como ele diz "mamã, binca!", porque lhe dou as refeições quase sempre a despachar numa eterna luta contra o tempo e ainda assim, este pequeno ser, este bebé, procura-me, refugia-se no meu colo, dá-me festas, encosta-se a mim e sorri.
Sei que esta situação irá virar. A seu tempo, será o pai o seu "herói", o seu mais-que-tudo. E eu ficarei com a sensação que até lá, poderia ter-lhe dado ainda mais colo, ainda mais mimos, beijos e abraços, deveria ter brincado mais com ele, ter tido mais paciência e disponibilidade.
Eu sempre disse que a par de o educar, de o tornar autónomo e independente, iria mimar este filhote até à exaustão.

É já aluno do Colégio

Com o nº 1260, o Pedro Manuel é já um aluno do Colégio.
Ontem fui tratar da papelada da inscrição e pagá-la, obviamente, porque mesmo sendo uma IPSS, não é propriamente gratuita.
Acredito que fizemos a melhor opção para ele e para nós.
A partir de Setembro vão terminar os stress's de não chegar a horas ao emprego de manhã e à creche ao fim da tarde. Acaba-se o conduzir que nem uma louca para chegar a horas, e nem sei como nunca apanhei nenhuma multa por excesso de velocidade.
Tenho esperança que deixe de pagar os €300,00 que actualmente saiem da carteira e com isso começarmos finalmente e seriamente a encontrar a nossa casinha.
Até lá, estou na expectativa de como irá o meu bébé adaptar-se.

Desfralde

Está a ser rápido e muito positivo.
Há uns tempos atrás, andavámos desorientados porque o menino acordava de manhã quase sempre com a roupa molhada. Duas fraldas não chegavam e a roupa era mais que muita.
Agora sei que tem explicação: o filhote é já um menino e como tal faz xixis de adulto.
Assim, aproveitando as férias e o bom tempo, demos início ao desfralde do filhote.
O maridinho teve a brilhante ideia de fazermos de forma radical, ou seja, acabaram-se as fraldas durante o dia!
E se nos 2 primeiros dias não fiz mais nada que vestir e despir roupa, lavar roupa e filho, a partir do 3º dia, a coisa foi melhorando gradualmente até hoje.
Pede sempre para fazer xixi ou cócó no bacio, mesmo fazendo dele uma espécie de assento para ver os bonecos no canal panda. Mas acaba sempre por fazer. E se eu pensei que esta "operação" iria ser um drama e lenta de concretizar, a verdade é que ao fim de 3 semanas podemos afirmar que está a correr muito bem.
O redutor não funciona ainda. Penso que o filhote não se sente seguro. Mas o curioso é que na creche prefere a sanita dos meninos aos bacio.
Há descuidos, obviamente, mas os que houveram até considero que sejam mais "culpa" nossa que do Pedro.
Ainda falta conseguir controlar por alguns minutos a vontade, mas pedir para fazer é, para mim, um enorme passo em frente.
Tanto que no regresso à escolinha, o príncipe serviu de exemplo aos outros coleguinhas que ainda estão um pouquinho atrás neste processo.
Continuamos a colocar a fralda durante a noite e não o acordo. A seu tempo, ultrapassaremos mais esta fase e depois, fraldas, já eram!

As férias de Março

Fomos de férias para a cidade da mais bonita história de amor deste país.
Uma semana de ar puro, muito sol, muita brincadeira e algum descanso.
Os meus sogros e cunhada estão bem e recomendam-se.
Surpreendentemente e apesar de ainda repentes de fúrias tipicamente adolescentes, a tia do Pedro está a crescer. Ajuda na casa e já faz algumas coisinhas deliciosas. Espero sinceramente que com o tempo se dilua um feitiozinho complicado porque é uma menina muito meiga e carinhosa quando quer.
Adoro estar neste cantinho.
Apesar de termos estado numa altura em que havia escola e trabalho, mesmo tendo de cozinhar e tratar da nossa roupa, serviu sobretudo para aliviar o stress deste vida da cidade, sentir o calor do sol primaveril e dar ao filhote a liberdade de correr, saltar, jogar à bola sem estar preocupada com quem está à nossa volta ou com o trânsito.
Demos apenas um passeio pela cidade onde fomos inevitavelmente à nossa esplanada de eleição para comer a "minha" bola de berlim. Que, sendo gostosa, não é "aquela" que eu comprava na praia nos tempos de infância. Mas soube muito bem e rir com a carinha do Pedro cheia de açúcar em pó e creme de bolo.
O regresso é melancólico. Deixamos para trás um espaço familiar que está no coração da família.
De quem fica e de quem regressa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Voltámos

Aos poucos vamos voltar.
Há muita e muita coisa a contar-te, Pedro.
Mais de um mês de coisas novas, outras de continuação, mas que independentemente do teu interesse futuro, é do meu interesse não esquecer.
Devagarinho, vamos voltar, filho.