quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um hobby recuperado

Depois do miúdo nascer, o tempo de lazer, as horas de ócio, o estarmos na sala a ver um qualquer filme ou série do nosso agrado, as horas no computador a jogar foram-se, eclipsaram-se, deram um sumiço lá em casa.
Trabalho, casa, miúdo, miúdo, casa e trabalho têm preenchido os dias de ambos.
Ainda o que se vai conseguido fazer para descansar a mente e o corpo têm sido algumas leituras, no que me diz respeito, e uns trabalhos em modelismo do marido, mas não são tardes inteiras nem frequentes.
Geralmente quando o Pedro passa o fim-de-semana com os avós é que nos permitimos a estes "devaneios".
Mas depois de ter lido num blog que gosto de acompanhar, a decisão de fazer um trabalho em ponto cruz, nasceu novamente o "bichinho" em mim de voltar a fazer qualquer coisa que gostasse e nessa mesma actividade.
Vai daí que, por entre revistas da especialidade guardadas há já algum tempo num armário, procurei algo que gostasse, e que fosse referente ao filhote. Encontrei, comprei o material necessário e já comecei a fazer esse quadro em ponto cruz. Não faço a mais pequena ideia quanto tempo vou demorar. É para ir fazendo enquanto sentir prazer nisso. Porque verdade seja dita, já sentia falta de fazer "qualquer coisa" do género.
Não sou artista nem tenho pretenção a tal.
Neste momento, faço-o durante a hora de almoço, aqui no escritório, enquanto vou vendo/ouvindo as notícias pela net.
Em vez de sair e correr o risco de gastar dinheiro em qualquer coisa muitas das vezes sem necessidade de maior, porque adoro fazer compras, vou avançando com este hobby que agora recuperei o prazer de fazer.

Sofrer por antecipação

O miúdo vai ao Zoo esta 6ª feira num passeio organizado pela creche. Recebemos o papel faz já mais de 8 dias e apesar de tudo autorizámos. Confundimos o dia e pensei que era na semana passada...
Mas comecei logo com perguntas ao marido, e dúvidas e preocupações.
Mão é ser mãe-galinha até porque não tenho penas, mas é a nossa vida que ali está em bracinhos e pernas e dedos e cabeça e olhos e tudo!
E não seremos nós a conduzir a viatura até ao Zoo, e não seremos nós a dar-lhe a mão, e não seremos nós a pensar na alimentação, e não seremos nós a perguntar se quer fazer xi-xi, ou se tem sede, e a verificar se tem o chapéu na cabeça, e tudo o mais.
Sabemos que temos de confiar...mas houvesse tanta coisa e acontece tanta coisa que já começo a pensar se fizemos bem em deixá-lo ir...

É só coisas boas!

Hoje de manhã risquei o carro a fazer marcha-atrás e amanhã de manhã vou a tribunal ser testemunha num processo de injunção interposta contra a empresa onde estou.

Aprender

Estamos ambos insatisfeitos a nível profissional mas isto não está para modas.
No entanto, a opção do marido em voltar a estudar e tirar um curso relacionado com electricidade aproveitando o programa Novas Oportunidades parece-me uma via a ter em consideração. O problema é tentar perceber quais os cursos disponíveis para quem é adulto e já tem o 12º ano completo, em horário pós-laboral, e com que custos.

Será que as manias são genéticas?

Quando eu era da idade do Pedro e mais nova ainda, acho que, e segundo os meus pais, eu não comia. Ou seja, era um castigo para comer fosse o que fosse e o que entrava, passado pouco tempo ía tudo fora. Na idade do Pedro, tive uma anemia tão grave que a médica disse à minha mãe que ou eu começava a comer e recuperava ou ia desta para melhor.
O certo é que a coisa melhorou lá para os 3 anos, mas mesmo depois disso, ficou na memória dos meus pais e na minha que eu sempre detestei ter as mãos e boca sujas de comida. Daí dizerem que eu não comia para não me sujar. Não porque me tivessem ensinado ou fosse algum trauma de me andarem sempre a limpar. Pura e simplesmente era de mim. Ainda hoje, se bem que menos obsessiva, a verdade é que não gosto lá muito de sujar as mãos com as refeições.
Não fiz nem faço grande questão de andar sempre a limpar o miúdo às refeições. Apesar de já o termos ensinado e há já bastante tempo ele comer e bem com talheres, só ralho quando ele propositadamente mexe a comida com as mãos ou decide brincar e espalha tudo. De resto, é à vontade do freguês!
O curioso é que o Pedro tem a mesma mania que eu tinha. Ou seja, não gosta de sentir nem ver que tem as mãos ou a boca ou o queixo sujos com comida. Aponta, diz que está sujo e pede para limpar. Nunca ninguém lhe ensinou isso. É dele. Os avós dizem a mesma coisa: o teu filho é tal e qual como tu!
O que me leva a perguntar: será que as manias estão nos genes e passam de pais para filhos?

Não nasci para isto

Desde que estou naquela casa e vai já para 7 anos que não tenho sorte nenhuma com os ferros de engomar. Não é que seja um electrodoméstico da minha preferência ou que tenha uma paixão e carinho extremos por eles. Tenho uma relação com ele mais de necessidade do que outra coisa qualquer. Passar a roupa a ferro é algo que me chateia, cansa e tira do sério quando ou vejo nódoas (o que sucede com alguma frequência, principalmente na roupa do miúdo) ou quando o tecido é daqueles mesmo bons que só se consegue tirar os vincos passando por cima deles com aquelas viaturas de alisar o alcatrão. E mesmo assim, tenho as minhas dúvidas.
Ora bem, quando fui morar sozinha, obviamente que tive de aprender à velocidade da luz passar a roupa a ferro. Isso ou iniciar uma nova moda.
A minha mãe tinha lá um ferro a vapor, que por acaso até tinha sido eu a comprar-lhe, mas para ela nada como os ferros tradicionais. Até que se portou bem e funcionava bem. Veio a invenção dos ferros com caldeira, que deitavam muito vapor e passar a ferro ia ser uma diversão e muito mais rápido para além de simultaneamente fazermos uma sessão de sauna, todos xpto, mas a verdade é que defraudou as expectativas que eu tinha. Arrumou-se na dispensa e lá ficou até um dia voltar a pegar naquilo e começar a espirrar água por tudo quanto era lado e se há coisa que eu respeito muito é a lei que electricidade e água não devem ser amigas.
Assim, deitámos aquilo fora, junto aos contentores porque haveria de ser reciclado por alguém que por lá passa-se e acha-se: “Ena! Um ferro com caldeira novinho! Ganda pinta!”
Fomos comprar um ferro a vapor novo, no dia da mãe do ano passado. Era porreiro, um pouco pesado, mas lá foi sempre fazendo o seu serviço, sempre comigo de mau humor porque não gosto de o fazer.
Nisto, passado um ano e uns dias, estando os meus Manéis ainda a dormir, aproveito para passar a ferro a roupa que faltava para a semana. Começa o dito cujo a deitar fumo. Isso ou era vapor. Fiquei ainda durante uns minutos indecisa. Mas o cheiro começa a entrar-me pelo nariz e aquilo a crepitar e a deitar cada vez mais fumo. Prontos! Temos o arroz queimado! Neste caso era mais o ferro a vapor que ardeu e só não ardeu literalmente porque o desliguei da corrente. Porque outra coisa que eu respeito muito apesar de não ter sido lá grande aluna em física e química e afins, é que electricidade, fogo, cozinha e bilha de gás também são amiguinhos mas em separado.
Vai de acordar o marido, contar a tragédia e irmos, uma vez mais, comprar mais um ferro a vapor para passar a roupa.
É por estas e por outras que eu acho que isto é um sinal dos deuses que não nasci para passar a roupa a ferro. Ou então sou a pessoa mais azarada no que respeita a estes electrodomésticos.

Os médicos também se enganam!

Há umas duas semanas atrás, o filhote começou a ficar com os olhos vermelhos, como quem acaba de chorar. Pensei que fosse do champô lhe ter entrado para os olhos durante o banho, apesar de usarmos o da Johnson, mas às tantas, até podia ter provocado uma qualquer reacção. A situação continuou e achámos por bem levá-lo ao C. Saúde que não tendo pediatria, e sendo algo à partida simples (pressupomos uma alergia), não inspirava uma urgência. Depois de ter esperado com o filhote ao colo mais de hora e meia, achei estranho quando começaram a chamar pessoas que tinham chegado depois de nós. Já passada, fui ao guichet de marcação de consultas e reclamei. Tinham perdido a ficha…pois, claro, serviço público…
Lá fomos atendidos e a médica, olhando apenas para o filhote, diagnosticou uma conjuntivite. Estranhei, até porque é uma situação pela qual já passámos e não vi nenhum dos sintomas correspondentes. Mas eu sou apenas mãe, e não médica…
Com a receita das gotas e pomada, lá se iniciou o tratamento durante 7/8 dias. Mas não vimos melhoras nenhumas e esta sexta-feira passada, já tendo terminado o período de tratamento, resolvi ir novamente ao C. Saúde com o miúdo. Desta vez fomos rapidamente atendidos por outra médica. Estava lá o registo da última consulta e esta doutora também afirmou que conjuntivite não era. Talvez uma espécie de alergia ou um vírus que se tinha instalado nos olhos do Pedro. Receitou outras gotas, fazer o tratamento durante 4/5 dias e mais 2 dias. A verdade é no fim-de-semana viram-se já melhorias significativas. E a verdade é que já estava a ficar assustada com esta situação. Porque é o filho, porque o problema estava nos olhos, porque me preocupo por antecipação, porque…
Agora, temos o miúdo constipado do nariz. Seria já o vírus a manifestar-se?
Houve um erro de diagnóstico médico numa criança de 2 anos e meio. Por acaso, e à partida, não seria nada de grave. Mas e se o tratamento escolhido tivesse trazido consequências? E se os sintomas escondessem outra situação? Ambas as médicas não lhe observaram os olhos. Simplesmente olharam para o Pedro que estava ao meu colo. Não aconselharam uma ida à especialidade de oftalmologia, nem prescreveram uma credencial para tal. É o serviço público…
Vai resultar da nossa preocupação e cuidados a decisão de irmos. E sim, se não passar ou se considerarmos que é melhor, vamos levar o miúdo a uma consulta da especialidade.

Já lá vai mais de meio mês,

mas os dias têm sido pautados com algumas situações de registo.
O problema é que tenho imenso que fazer no escritório e só sexta-feira passada terminei o relatório financeiro de 2008 (sim, porque apesar de escriturário de 3ª ainda devo ter algumas células cinzentas com capacidade para estas coisas) e com mais tudo e tudo e tudo o que há para fazer, nem consigo arranjar uns minutinhos para contar histórias.

O fim-de-semana do início deste mês começou com o filhote a passá-lo em casa dos avós. Fomos buscá-lo no Domingo, dia da mãe, mas ele precisa efectivamente de passar um ou dois dias com eles e sem me ver, apesar das saudades dele e dos papás serem enormes. Mas corre sempre tudo bem, ele passeia, diverte-se, brinca imenso porque os meus pais não fazem mais nada que é estar com ele. É mesmo digno de registo a paixão assolapada que avô e neto têm um pelo outro.

O miúdo tem estado bem, a comer bem e cada vez a falar melhor. Vamos aos poucos começando a corrigi-lo, se bem que é uma delícia determinadas palavras que diz. Quase dá vontade de gravar para mais tarde recordar!
Continua choramingas para conseguir o que quer, teimoso até dizer chega! Os dramas que faz quando é contrariado provocam-me duas reacções extremas: se estou mais cansada e com alguma falta de paciência, ralho; outra em que só me dá vontade de rir porque é realmente hilariante a intensidade destes dramas!
Mas agora começa a manifestar os sentimentos que tem de forma mais consciente: festas em nós, beijinhos e uns abraços que me derretem completamente. Só me dá vontade de ficar assim, ou de conseguir fazer parar o tempo porque estes miminhos do Pedro são de uma meiguice e ternura adoráveis.
Continua a preferir os carros, as motas e os aviões, cuja parte da frota aérea lá de casa está estacionada junto à banheira, a outros brinquedos. De vez em quando lá se lembra dos legos, dos livros e dos puzzles. E as histórias! Céus! É a toda a hora que pede para contar histórias, a do leão, a do pinguim, a da galinha, e eu, com a pouca imaginação que tenho, lá vou inventando na tentativa de não baralhar tudo! Começo a pensar seriamente em fazer um livro de histórias (piadinha, claro…). Assim que acorda, sai-se com um: “Mamã, conta a história do leão!” ou “Mamã, conta a história do pinguim!”. E eu, prontos, lá vou inventando!
Continua a pedir para ver filmes e um dia por outro faço-lhe a vontade, mais por necessidade de ir adiantando as coisas quando chegamos a casa. Hilariante é mesmo a forma como ele pede para ver os Chimchamos, ou seja, os Simpsons!
Gosta de brincar com plasticina. Sempre com supervisão e adaptada à idade dele. Mas diverte-se a fazer cobas, estelinhas e bolinhas.
E canta muito. Por estar contente ou porque as palavras já saem por instinto, oiço muitas vezes o filho a cantar. E canto também.

Tem comido bem e de tudo, como se quer. A fruta, que gosta de toda a variedade, é por ciclos: uns quantos dias é sempre pêra, outros é sempre banana, e por aí fora.
Está crescido. Tenho reparado que há peças de roupa que já não lhe servem e a de inverno, vai com certeza levar outro destino. A de verão, espero sinceramente que ainda dê para este ano.
Só quer usar ténis. Nos dias em que esteve bastante calor, calcei-lhe umas sandálias novas para ir mais fresquinho mas fizeram-lhe uma bolha em cada pé. Claro que assim que chegámos a casa foram direitinhas para o lixo!
Começaram a aparecer os sinais. Tem dois. Um na barriga, perto do umbigo e outro no braço direito. Pintas pequeninas e giras. Mas estamos atentos a elas, na cor, no formato, na localização.
O desfralde diurno vai bem. Praticamente não se descuida o que tem sido uma alegria para nós todos. Esperamos o calor, esse verão que tarda em chegar para avançarmos com o desfralde total.
Está cada vez mais lindo!