quinta-feira, 25 de junho de 2009

No poupar é que está o ganho...mas dele

Às vezes ponho-me a pensar porque estou com tanto cuidado e trabalho em poupar nas despesas fixas da empresa, tipo edp, telecomunicações, etc, se depois vem o patrão e entrega-me facturas emitidas em nome da empresa mas para passar os cheques desses valores no final do mês a ele, sobre máquinas de café krups xpto, serviços da Vista Alegre, telemóveis LG…
Eu devo ser mesmo muito burra! É por isso que não saio do mesmo e recebo o que recebo…

Tagarelice

Ontem depois do jantar fui estender roupa e o miúdo decidiu ajudar-me e ia dando-me as molas. Depois pediu para ver e como o estendal fica na parede da janela da cozinha, peguei nele, pu-lo em cima do caixote do lixo e lá ficámos os dois a ver a noite. A tagarelice dele sobre a noite e os bichos deram-me vontade de rir: “Tá esculo! É noite! O lião, e o efante, e o macaco, papa aos pombos e fazer ó-ó! A giafa potou mal, fica catigo! Não papa! “
Isto com perguntas da minha parte e ele a responder, foi o máximo!
Vou ter muitas saudades destas (des)conversas do filho.

O primeiro potencial cliente

E prontos! Lá tivemos a 1º visita à nossa casa. A senhora potencialmente interessada trouxe uma amiga. Gostou da casa, por ter muita luz, dimensões boas para um T1, não necessitar de obras de espécie alguma, ser no 1º andar de um prédio sem problemas.
O filhote portou-se muito bem, sentado no sofá a ver o canal Panda e a comer uma maçã. Dentro do possível, fui-lhes dando atenção e explicando uma coisa ou outra.
No fundo, teria uma certa piada que a primeira pessoa interessada em ver a casa decidisse adquiri-la.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Do pai

O maridinho gostava de fazer uma tatuagem.
Eu não sou lá muito fã dessas coisas, mas isso é uma opinião minha, pessoal e intransmissível.
Mas não me importo se a fizer, desde que seja baratinha e assim pequena, discreta, sem muitas cores, pode ser em preto.
E depois, já começo a pensar mais à frente, se o miúdo também quer? Agora não, claro, mas quando estiver naquela idade absolutamente irritável, penosa para os pais, de dores de cabeça diárias que é a adolescência? Vamos dizer que não, que vamos pensar ou que sim? E se além das tatuagens pensar em piercings?
É andar muito à frente ou é melhor ir já pensando nestas coisas?

Qualquer dia é dia

Mas o miúdo é tão chorão, tão chorão, tão chorão que para conseguir as coisas que quer naquele momento desata num choro sonoro que qualquer dia temos visita da comissão de protecção de menores.
Ainda hoje: acordou super bem-disposto a dizer que o papá já acordou. Acho que como o viu decidiu dizer isto ao invés de dizer que o Pedro já acordou. Deixou arranjar-me, vesti-lo, dar-lhe a Cerelac e acabar de o arranjar sem problemas nem birras.
Estávamos para sair de casa quando se lembra que hoje queria levar o cavalo para a creche. Penso eu: "Mas que cavalo?".
Disse-lhe para escolher um carro ou mota. Insiste que quer o cavalo e eu já a ver o filme todo e os minutos a passarem. Nem sei a que cavalo se referia e muito menos onde estaria o animal. Pego-lhe mão ao mesmo tempo que agarro na tralha toda (mala, saco do almoço, saco do ponto cruz, chaves diversas) e abro a porta de casa. Desata num berreiro que só visto, melhor, ouvido.
As lágrimas correm-lhe pela cara e eu sem saber se ralhe, se ria, ou se chore também. Já no patamar das escadas, pára de chorar e diz: "mamã, podo ir buscá um carro?"...E lá vamos nós novamente a casa comigo a resmungar, baixinho e a apressá-lo.
Lá escolheu o que queria.
Depois, como a consciência é lixada e com F dos grandes, levei-o ao colo do carro até à creche, sempre aos beijinhos e abraços a ele.
Custa-me ralhar com ele, ou andar nestas cenas, mas o miúdo também podia colaborar mais um bocadinho, não?

Está nos genes

Não sei se há algum estudo científico ou teorias acerca deste assunto, mas se não há podemos já afirmar com toda a certeza que manias e tendências passam de pais para filhos sem que sejam por imitação, ensino, educação ou outra coisa do género.
Eu sou bastante trapalhona a andar sem ter qualquer problema físico. Se algum dos meus neurónios não funcionam bem, isso já é outra conversa. E revelou-se em adulta.`É estúpido, mas é verdade: já caí mais vezes agora no chão e pelas escadas abaixo do que em miúda. Mas a comparação com o miúdo não passa pelos pés.
Eu também sou bastante trapalhona com as mãos: a lavar a loiça então, os copos são uns desgraçados. Têm uma esperança média de vida bastante curta, mesmo os de vidro duplo, inquebráveis, etc e tal. Passo a vida a deixar cair as coisas das mãos. Se isto tem a haver com o sentido de equilíbrio, então o meu é reduzido.
O filhote ainda é pequeno, claro, mas é já manifesta a semelhança para com a mãe: sem qualquer problema físico ou outro, o miúdo passa a vida a deixar cair as coisas das mãos.
Vai daí que lhe dizemos que tem "mãos de manteiga!" E ele todo sorridente, repete! E acha piada!
Há lá coisa mai linda que o amor de um filho?

Não é sempre mas quase...

Sou só eu ou também acontece aos outros vir com a roupa pintalgada de vestígios do pequeno-almoço do filho? ou com marcas de sapatos nas calças?
Por acaso hoje até está muito calminho, mas não fica nada bem atender algum fornecedor como se acabasse de vir de um pic-nic...

O miúdo

Agora que voltámos a não dormir a noite seguidinha, o miúdo lembra-se de tossir. Ou se engasga por causa da chucha ou com o calor o nariz vai entupindo e respirando pela boca tosse para aliviar, ou é simplesmente e novamente uma chamada de atenção, porque constipado não está!

Levar a mãozinha à cabeça e coçar pode ser um sinal de alerta. No banho que lhe damos não vejo rigorosamente nada, quando o penteio também não, e já lhe vi a cabeça e nada de nada de “bicharocos”. Mas confesso que me está a deixar com um nervoso miudinho. Será do calor?

Ontem depois de lhe ter dado banho, embrulhado nas toalhas e pegado ao colo, não é que o Pedro se lembra de me mordiscar a cara? Avisei-o duas e três vezes que isso não se fazia. Continuou e mordeu-me com mais força. Levou um ralhete que terminou com um choro bem sonoro. Depois de o deitar na nossa cama para o vestir, falei com ele, explicando que isso não se faz. Lá acalmou. Mas que doeu, doeu!

O desfralde diurno está feito e com sucesso. De manhã, tem acordado com a fralda seca, mas como também não tem bebido muito leite antes de adormecer e como não me apetece levantar de noite para lhe fazer a cama de lavado caso aconteça algum acidente, continuamos a pôr-lhe a fralda para dormir. Vamos tentar o desfralde nocturno quando tivermos de férias em Coimbra.

Mas porque é que é tão fácil e rápido cortar-lhe as unhas das mãos e a dos pés é quase uma guerra? Ele próprio diz: “mamã, não faz dói-dói!”, ao que lhe respondo que não, filho! Claro que não. Mas tenho de estar sempre a dizer-lhe para estar quieto porque não pára de mexer os deditos dos pés. Irra!

Continua a adormecer sozinho na caminha dele e pede para apagarmos a luz do quarto. Está bem encaminhado para quando tiver o quartinho dele. E o que estamos desejando disso!

terça-feira, 23 de junho de 2009

O avô Quim e o neto

O meu pai gostava de ter tido um filho. Saí eu.
O meu pai gostava de ter tido um filho rapaz para o acompanhar nas loucuras dos jogos da bola, das idas ao estádio do Sporting, talvez até para dar continuidade ao trabalho dele num ou no outro restaurante que teve. Saí eu.
Não tenho recordações de idas a parques infantis ou jardins ou praias na minha infância. Nem que tenha brincado comigo. As memórias prendem-se em levar-me, imagine-se a alvalade para ver os jogos ao Domingo de manhã enquanto a minha mãe ficava em casa a tratar das coisas e a fazer o almoço. Dizem eles, porque eu tenho apenas um esboço muito vago desses dias, que passávamos o jardim do Campo Grande e eu tinha de levar flores para a minha mãe e pedia para virmos de táxi para casa.
Depois, ao saber que ía ser avô de um rapaz, que ele tanto desejou, esse sonho virou uma espécie de loucura, um medo terrível que o Pedro não goste dele, uma obsessão pelo miúdo que o levou desde sempre a dizer que o menino vai para o Alentejo para estar com ele, que lá é que está bem.
E quando a personalidade do Pedro se revelou, a teimosia, os mimos, as birras de querer as coisas porque quer tentando obtê-las pelo choro, e eu afirmava que o menino tinha de ser contrariado, que se tinha de ralhar com ele quando fazia e faz disparates, que tem de se o educar, aos seus olhos estou errada, mãe desnaturada, etc e tal.
O meu filho tornou-se e é aos olhos do avô o supra sumo de todas as criaturas existentes e que possam vir a existir.
O meu filho adora o avô Quim e a avó. Mas paixão mesmo é pelo avô Quim. Quando passa os fins-de-semana em casa dos avós, é o avô que lhe dá as refeições, compra-lhe tudo e mais alguma coisa, sai com ele à rua, faz-lhe as vontades todas.
Com esta história da casa nova, insiste que perto deles também era uma opção. Digo-lhe que não, que não estou para atravessar a cidade de Lisboa toda duas vezes ao dia, que não dá. Cala-se. Mas entendo pelo silêncio do meu pai que é um balde de água fria que lhe mando.
Com o nascimento do Pedro, tudo e todos passaram para segundo e terceiro plano.
O peso, a pressão que me é feita desde o nascimento do miúdo é tremenda.
Ainda não falámos da mudança de escola. Sempre que estamos juntos, penso como dizer. Bloqueio e não sei como começar. A reacção, também a desconheço.
Gosto do relacionamento que avós e neto têm. Sei que podemos contar com eles para ficarem com o filhote sempre que for preciso, por nós e pelo miúdo.
Mas acho que não é de todo saudável este sentimento levado ao extremo, quase irracional que o meu pai tem pelo neto. E não é bom nem para ele, nem para o Pedro.

A forma de ir contando para não me esquecer

Depois de semanas a dormir a noite toda sem um ai ou ui, eis que o miúdo volta a acordar de noite a chamar por mim e a perguntar pela chucha. Eu estava toda contente e a desejar que finalmente o Pedro tivesse estabilizado o sono…
Outra coisa: reparámos que o berço começa a ficar pequeno. Já não falta muito para que tenhamos de o tirar dali. Está a crescer e com o dormir agitado que ele tem, forçosamente não faltará muito tempo para termos de o mudar para uma cama.

Com os dias quentes o miúdo tem comido menos, bebido mais água e preferido a fruta a outros comeres. Longe vai o tempo em que stressava por ele não querer comer. Agora, se não come mais de uma coisa, come da outra. Sabemos que temos de lhe dar variedade, percorrendo toda a “roda dos alimentos”. Mas também não podemos querer que com este calor, as refeições sejam na quantidade dos meses mais frescos. Se anda bem-disposto, brinca e canta, se tem energia e ar saudável, então deve estar tudo bem.

Na noite de Domingo estava um calor que não se podia estar em casa. Depois de arrumar a cozinha, disse ao maridinho que bem que podíamos ir até à rua, ao largo, para arejar um pouco a casa e apanharmos um pouco de fresco.
Levámos o telefone para falarmos com os meus sogros e a “mota” do miúdo. Uma espécie de triciclo mas sem pedais. À vez, tomámos conta do filhote enquanto ligámos para Coimbra. Quando foi a vez do Pedro falar com a avó, tive pena de não ter tirado uma fotografia porque a cena era deveras hilariante: o miúdo na “mota” e a falar ao telefone, em plena rua. A verdade é que estava mesmo muito engraçado e num relance que dei pelas pessoas que estavam à janela a apanhar também o fresco da noite, vi que sorriam ao observarem a cena.
Não é por ser nosso filho, mas é realmente um miúdo muito giro!

Se não houver informação em contrário, 4ª feira teremos uma senhora a visitar o nosso apartamento. Veremos o que sucederá a seguir.
Entretanto, tenho de telefonar ao sujeito que nos mostrou a casa no fim-de-semana passado. Gostámos da casa, é grande, bem dividida e arranjada. Tem como contras a varanda precisar de ser arranjada, uma porta de entrada nova, situar-se no 3º andar de um prédio sem elevador , e o prédio necessitar de umas pequenas obras de manutenção e conservação.
De resto, está bem localizada, o estacionamento é fácil e o ambiente à volta não é mau.
O sujeito fez alguma pressão para se avançar com o negócio, coisa mais que evidente e desnecessária. Uma casa não se
compra assim sem pensar, analisar todos os aspectos, a menos que se tenha o valor disponível de imediato.
Agora não sei muito bem quando o contactar: se espero até ver o resultado da visita à nossa, se adianto a situação e refiro a possibilidade de permuta, se o mantenho em stand by. Seja como for, continuamos a ver outras possibilidades de casas que nos interessem.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sem nexo e com muito para contar

Do colégio
Já sabemos quanto iremos pagar de mensalidade: €134,32. É certamente uma diminuição considerável que nos permitirá pensar e organizar melhor as coisas para a troca de casa.

Isto aos poucos vai lá
Desde há umas semanas que alterámos a forma de adormecer o Pedro. Assim que chega a hora dele ir dormir, por volta das 22.15h/22.30h, veste o pijama, bebe o leitinho, lavam-se-lhe os dentes e deitamo-lo na caminha dele.
Fica sempre acompanhado pela chucha, pelo inseparável Teddy e leva também um carrinho/boneco que escolheu.
Uns beijinhos e miminhos, um dorme bem, faz um ó-ó bom e os papás já vêm ver o Pedro, fica o quarto apenas com um pouco de luz e vamos embora. Na segunda-feira, devia de estar tão cansado que nem 5 minutos demorou a adormecer; na terça ainda rabujou um pouco mas lá adormeceu. Veremos se é para continuar.

Regras da boa educação
Temos reparado que o miúdo começa cada vez mais a usar o obrigado, de nada, e se faz favor de forma correcta e com sentido. Claro que aos poucos vamos ensinando estas regras da boa educação, mas nunca de uma forma que levasse o filhote a empregar estas palavras e expressões de forma tão frequente e acertada. Calculo que na creche estejam em sintonia connosco. É a única explicação!

A venda ou não
Estamos cada vez mais empenhados na venda da casa. Mesmo nas actuais condições, é mesmo a única hipótese. Sábado passado fomos ver 3 casas e era cada uma pior que a outra em termos de área. O que leva a uma infeliz conclusão: quanto maior for a casa, maior será, certamente o valor dela. E outra conclusão: é impossível visitar imóveis com o filho. Ele só quer andar ao colo e depois de me ter levantado às 6.30 para passar a ferro de maneira a deixar as lides adiantadas neste aspecto, andar com o filho ao colo, mesmo alternando com o papá, tornou-se deveras um suplício.
Assim, lá vai o miúdo para casa dos avós aos fins-de-semana.
Ficou igualmente esclarecido para a imobiliária dois pontos: temos de vender a nossa para comprar outra e terá de seleccionar imóveis de maior área aos que nos mostrou.
Isto realmente dá uma grande trabalheira!

Uma canseira
Os dias têm passado sempre ocupados e aproveitei que as coisas estavam mais desocupadas aqui no escritório para “forçar” a venda da nossa casa. Inserimos anúncios gratuitos em sites do género, fizemos a angariação em imobiliárias e até link enviei a e-mails dos amigos, que espero que me desculpem, mas a situação é urgente.
Quase todos os fins de semana vamos ver uma ou outra casa, mas até à data nada de jeito. E por isso mesmo, o filhote tem ido todos os fins de semana para casa dos avós. Espero que nos perdoe, mas é certamente por uma excelente causa.

Ele?
Está uma delícia! Nota-se cada vez mais o deixar de ser bebé para começar a ser um menino, e confesso, aparte algumas situações mais difíceis, começo a ter saudades, mas estou maravilhada com o crescimento do Pedro. É lindo observar e sentir o que aprende, o que já fala, o franzir da testa quando algo o aborrece. Tem comido bem, tem adormecido todas as noites sozinho e durante toda a noite, não tem acidentes no desfralde, e sabe já tanta coisa que fico espantada!
Aos poucos tem deixado a “pieguice” de me chamar constantemente, mas continua muito mimado e teimoso. Mas é este o jeito dele ser e amo-o assim!

Também é preciso e faz falta
Nos feriados, fizemos um jantar com a nossa querida amiga Fernanda. De improviso. Um telefonema e bora lá que jantas lá em casa. Foi estupendo! O Pedro tem uma empatia com ela surpreendente. Fomos antes do jantar aos chineses (para ajudar a economia local) comprar um tabuleiro porque a ementa assim o exigia e o filhote ainda ganhou duas motas. Todo contente, de mãozinha dada com a nossa amiga, era vê-lo a “conversar”, calmo, a portar-se muito bem. Jantou primeiro que nós, sendo a tia a dar-lho. Comeu doce e depois, um bocado já depois da hora, arranjámo-lo e deitou-se a dormir, sem birras.
O jantar, um espectacular “Bacalhau no Forno” feito pelo marido foi de “chorar por mais”. Um bom vinho, café e alguns licores de pêssego depois, chegaram as 2.00h da manhã. Estávamos a precisar de uma noite assim: boa comida, boa bebida e uma excelente companhia. Venham mais jantares “Inxakekas” assim!
Viemos trabalhar na sexta porque os patrões são uns porreiros. Mas o Pedro foi para a avó na quinta e lá ficou até domingo. Pois, está claro que queríamos conhecer a nova casa da amiga Fernanda e estar com a Maria. Mais um jantar excelente, e conversa até quase às 2.00h!

A escola do marido e o meu novo hobby
Andamos a tentar perceber como pôr o marido a estudar novamente. As Novas Oportunidades não servem. Há protocolos entre o ME e institutos de ensino, mas confesso que andamos baralhados porque é tudo muito pouco explícito. Informática e electrónica são as vertentes que lhe interessam…a ver vamos o que conseguimos.

O meu hobby não vai de vento em popa porque o tempo é escasso. Faço o meu quadro durante a hora de almoço e às vezes, um pouquinho à noite depois do Pedro adormecer. Mas está a dar-me um gozo enorme fazê-lo.
A par com as jantaradas com amigos, também já tinha saudades de um trabalho manual assim. Distrai-me e diverte-me.

Burocracias
Há uns dias fui tirar o Cartão de Cidadão. Confesso que me surpreendi quando ao fim de 20 minutos estava despachada. Esta semana recebi os códigos para o levantar e, quando lá cheguei, tinha mais de 50 pessoas à minha frente! Esperei, mas depois desisti e fui lá hoje. Prontos! Já o tenho! Já decidimos que após a mudança de casa, o filhote também terá o seu e sendo gratuito, aproveitamos a onda.

O trabalho
Tivemos uma inundação por causa dos esgotos aqui no escritório. Caramba! O cheiro era insuportável, o barulho do martelo a furar chão de cimento deu-me conta do juízo! Mas nem por isso o patrão disse para me ir embora. Claro…Aguentei, de porta aberta durante alguns períodos de tempo, correndo o risco de me entrarem aqui dentro desconhecidos e afins.
Esta situação é recorrente, o que me levou a questionar o chefe se pensava em mudar de instalações. Disse que sim, não para já, mas que sim. Vi a minha rica vidinha a andar toda para trás. Agora que o miúdo está num colégio perto de mim o sujeito pensa em ir embora? Valha-me Deus!
Seja como for, andamos num esforço tremendo de manter uma certa lógica entre o colégio, os locais de trabalho e a nova casa. Não é fácil. Mesmo!
Estou farta de ver casas, de imobiliárias a telefonarem, a analisar anúncios de venda.
Este sábado vamos ver uma de €115.000,00 com área superior a 100m2 e toda remodelada. Está num local que consideramos aceitável. O grande problema se gostarmos dela é e a nossa actual? Vende-se casa, alguém quer?

Isto aqui no escritório anda esquisito…
O boss pouco pára por cá, pouco fala e um dia desta semana aparece de manhã, de táxi e com um saco desportivo a abarrotar. Cá para mim deve andar não só a tramar alguma (e o que me preocupa mesmo é se decide mudar a sede da empresa para longe e lá se vai a minha tentativa de organizar a logística da família) ou então as coisas familiares dele vão de vento em popa mas ao contrário. Temos decididamente mistério e dos grandes!