Lilypie 3rd Birthday Ticker

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2 Anos

Feliz aniversário, meu querido filho!
Era impensável não ficar neste teu cantinho o registo do dia em que comemoramos 2 anos da tua vida, apesar de já o estar a contar uns dias depois.
Se o primeiro aniversário tem um sabor especial, os 2 anos ainda sabem melhor por te ver lindo, saudável e a alegrar a vida dos papás e restante família.Nem há palavras escritas ou faladas que expressem os sentimentos que hoje temos.
Só o Amor que sentimos por ti e esperamos que o sintas revelam que tu, Pedro, és a nossa própria vida.
Como há um ano ainda não existia este espacinho, quero contar-te o dia do teu nascimento.
Neste Domingo, acordei às 6.00h com uma enorme vontade de ir ao wc. O papá estava no turno da noite e só saía às 8.00h, pelo que estava sózinha em casa, mas com tudo pronto.Nesse momento rebentaram as águas e soube que seria nesse dia que nascerias.
Por incrível que pareça, estava calma, nada ansiosa nem apreensiva e isto porque não sentia dores absolutamente nenhumas.
Na 6ª feira anterior tinha ido fazer o CTG e a médica tinha organizado tudo para se até dia 13 de Outubro não nascesses de forma espontânea, fazer-te vir ao mundo. Mas como calhava numa sexta, deves ter achado que não seria um dia bom e lá resolveste antecipar o acontecimento.
Depois de ter tomado um breve duche, telefonei ao teu pai e disse-lhe que tinham rebentado as águas. Como só saía às 8.00h e não dava para avisar o chefe (porque isto de ser segurança é complicado) achou melhor que eu chamasse o 112 e quando saísse iria ter ao hospital.
Assim fiz. Veio a ambulância com dois bombeiros que me queria levar para a MAC, mas eu disse-lhes que era para outra unidade hospitalar. Lá fui. Quando chegámos não sabiam onde era a entrada e lá lhes expliquei. Estava na hora de te ter e ainda hoje me admiro com a minha calma. Veio ter comigo uma médica que me disse estar a ser um dia complicado e não havia vagas. Respondi que estava tudo marcado para ser ali, pois a minha médica fazia ali serviço. Lá pensou uns minutos e mandou-me fazer o registo de entrada.
Depois, filhote, dirigiu-me para a sala de preparação, onde troquei de roupa e vesti aquela bata tão gira e que não tapa nada, fizeram-me o toque (coisa horrorosa) e viram que tinha apenas 1 dedo de dilatação pelo que a coisa iria demorar, a depilação (que doeu bastante) e levaram-me para a sala de partos que por acaso ainda estava a ser limpa. Esperei cá fora, sentada numa cadeira e entretanto chegou o teu pai. Foi um alívio porque não queria estar mais sozinha. Depois da sala de partos estar pronta, mandaram-me deitar na cama e disseram ao teu pai para sair e levar a mala porque por enquando ainda não seria precisa. Entretanto veio uma enfermeira para me por o soro e mais não sei o quê para forçar a dilatação. Só à quarta vez é que conseguiu acertar e diga-se de passagem que eu já estava com as mãos bem doridas de tanta picadela. Ligaram-me o CTG para te monitorizarem e foram embora. Entretanto veio novamente o teu pai e passados uns minutos, aparece a minha médica. Tinha observado a minha ficha e disse ao teu pai que podia ir para casa descansar um pouco porque ainda estava demorado. O que fez a seguir desagradou-me imenso porque como tinha terminado o turno dela, virou costas e foi embora.
Eu disse ao teu pai para ir para casa descansar um pouco pois como tava a situação, e se ía demorar, não valia a pena ele lá ficar. E foi.
Entretanto, apareceu mais um médico que me fez mais um toque e concluiu que ainda não tinha aumentado de dilatação. O medicamento não tava a fazer qualquer efeito e só restava aguardar. Continuei sem ter qualquer tipo de dores ou desconforto a não ser o ter de estar deitada.
Deve ter passado algum tempo, não muito porque de repente, entra um enfermeiro na sala a correr seguido de mais duas enfermeiras e esse médico que lá tinha estado, todos com ar de preocupados.
Nos primeiros segundos não percebi nada do que estava a acontecer. Depois, vi-os a analizar o relatório do CTG e percebi que o meu filho estava em sofrimento. Aí, senti um aperto e perdi toda a calma. Comecei a chorar e a perguntar o que se passava. Ninguém me respondia.
Puseram-me a oxigénio, colocaram mais não sei o quê no suporte do soro e levaram-me para uma sala que recordo ter as paredes pintadas de azul. Já tinha entendido que não estavas bem e as conversas entre enfermeiras e médicos giravam em torno disso.Chorei, silenciosamente, as lágrimas não paravam de cair. Só pensava em ti, Pedro.Depois, ouvi dizer, e já com a sensação que estava a escutar as vozes ao longe, que tinhas recuperado e estavas bem.Lembro de uma médica ou enfermeira fazer-me festas no braço e dizer-me para me tranquilizar porque estavas bem.Percebi que estavam à espera de autorização para começar a cesariana. E que esta tardava em chegar.A partir daqui, começa tudo a ficar mais confuso porque comecei a tremer e a sentir muito frio. E pensei: o meu filho está bem, mas eu não. E voltei a chorar. Senti medo de não te conhecer. Coisas parvas que nos passam pela cabeça.
Não sei a quem tenho de agradecer porque ao verem-me assim, resolveram iniciar a cesariana e não esperaram mais pela autorização.
Senti mais uma injecção que deduzo ter sido para a anestesia geral e apagaram-se as luzes.
Quando acordei, estava noutra sala e com imensas dores, ainda sob o efeito da anestesia. Levaram-me e a ti, filhote, no teu berço, para o quarto onde iríamos ficar, e onde avistei o teu pai, que quando voltou disseram-lhe: "O seu filho já nasceu!".
Quando te vi pela primeira vez, pensei:"é a cara do papá...", "é o meu filho!".
Ficámos lá até quarta-feira à tarde e devo dizer que estava desejando de irmos para casa, mesmo com toda a insegurança e nervosismo de ter um filho nos braços e a mais completa inexperiência. Mas os dias no hospital não foram nada fáceis, com muitas dores, pouco dormi e passaste noites a chorar, que nem as enfermeiras sabiam o que fazer.
O teu nascimento não foi recheado de emoções nem um acontecimento envolto na magia da maternidade. Considero que ambos tivemos sorte.
Mas estás cá e o mais lindo menino do universo!

2 comentários:

Filipa disse...

nem sempre os partos são envoltos num grande romantismo ... mas sã smpre momentos especiais que por muito que vivamos jamais esqueceremos.

O importante é que tudo não passou de um grande susto ... e que felizmente o teu menino nasceu bem e é uma criança saudável!!

Um beijinho

Filipa disse...

Nunca recebeste uns votos de Parabéns com tanto atraso pois não? aqui fica o meu pedido de desculpas!!

Parabéns ao Rabujinha pelos seus 2 aninhos!!

Beijinhos