Lilypie 3rd Birthday Ticker

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estou que nem posso!

Estou um caos. Uma indisposição tremenda atacou-me ontem ao fim da tarde que me deixou de rastos.
Já não me lembrava de me sentir assim tão mal há bastante tempo. Não sei se foi alguma coisa que comi ou se é algum virus maluco que me anda a chatear.
A verdade é que hoje estou no trabalho quase sem forças para nada. Tenho frio e só me apetece estar deitada.
Vou estar a contar os segundos que faltam para me ir embora!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Doentinho

Mais murchinho, mais pedidos de colinho, mais minutos deitado no sofá a ver os "necos" da TV.
Jantou pouco, de empurrão.
Uma hora mais tarde, vem a justificação: está doentinho da barriga com direito a "prenda" durante a noite.
E temos o narizinho com mais ranhoca do que o normal...
Filhote, faz um favor à mãe, sim? Fica bem depressa!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Desencontros

Andamos desencontrados às refeições e gostava de criar a rotina de jantarmos todos juntos.
Com o papá a chegar a casa perto das 21.00h, não posso fazer o Pedro esperar tanto tempo para jantar. Mas custa-me muito dar-lhe o jantar e vê-lo a tomar a refeição sozinho, mesmo eu estando ao lado dele. Não é a mesma coisa.
Somos uma família e deveríamos de poder estar como tal.
Não sei muito bem como resolver isto, a não ser dar-lhe uma peça de fruta ou a sopa à hora dele jantar e depois aguardar para jantarmos todos juntos.
Mas depois receio que ele comece a achar que já jantou e não coma mais nada...
Estou a precisar de uma ideia bem luminosa para resolver esta situação sem o prejudicar.

Hobbie: precisa-se

Tem sido uma semana bem calminha aqui no escritório, o que é excelente pois com o aproximar do fim do mês, multiplicam-se as coisas a fazer e é já para a semana.
Em oposição do esforço caseiro que só parece aumentar de dia para dia.
Tenho cá andado a pensar que preciso de me concentrar num hobbie como escape de todo este stress. Gostaria de voltar às pinturas, mas para isso é necessária boa luz e muita tranquilidade, o que impede o seu regresso, pelo menos, para já.
A leitura, desde as férias que não leio nada a não ser as notícias no site do sapo pois em casa, o canal Panda apoderou-se da TV e parece ter bloqueado naquele canal.
Gostava de fazer um quadro em ponto cruz para o Pedro, mas realmente à noite, durante a semana, assim que o Rabuja adormece só me apetece ir para o vale dos lençóis. É incrível, mas mesmo a ver uma série qualquer na TV, se me ponho numa posição mais confortável, adormeço no sofá...isto está mesmo agreste!
Mas preciso mesmo de algo e que me motive a ir até ao fim. Só ainda não descobri o quê.

É só tretas

Ontem o fim de tarde e a noite do Rabuja não foram das mais fáceis.
Zanguei-me com ele por continuadamente mexer onde não deve (desta vez eram as cebolas que andaram a passear pela casa), jantou pouco, voltou a escorregar para o chão porque decidiu brincar deitando-se em cima de um saco de guardar a roupa de Verão dele e deitou o leite da noite todo fora e isto porque o papá armou-se em treinador e começou a brincar com as pernitas dele, a fazer a "bicicleta". Claro, agitou tanto o miúdo que quando este estava a bebê-lo, deve ter-se sentido mal-disposto e vai de brindar o sofá (o desgraçado anda na mira das más disposições do Rabuja), o chão, o tapete, e eu!
Só sei que quando acho que o dia finalmente acabou, ainda há-de sempre acontecer mais alguma coisa!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Estatelou-se no chão

O Rabuja está tão teimoso, tão teimoso, e tão teimoso que ontem à noite, depois de jantarmos e enquanto arrumávamos a cozinha, decidiu subir novamente para cima da mesa da sala, a que serve de apoio ao sofá, desiquilibrou-se e estatelou-se no chão!
Ouvi um barulho e pensei de imediato: "Pronto! Caiu!"
E sai uma choradeira que só visto. Não, só ouvindo porque berrava! E não é que se tivesse aleijado, porque o revirei de uma ponta à outra e não lhe encontrei absolutamente nada. Deve mesmo ter sido o susto!
Por mais que nós o avisemos, este miudo não aprende!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sê benvindo, Francisco!!

Nasceu o filhote do padrinho do Pedro!
O Francisco inicia agora a sua vida cá fora e desejamos que seja repleta de saúde e muita felicidade!
Parabéns aos recém papás Luís e Ana!

Estamos em guerra com a PT

Ando em "guerra" com a PT há mais de 3 anos.
Quando fui morar sozinha para esta casa onde agora estamos, mudei os contratos todos para meu nome, aderi ao serviço da TV Cabo e tentei alterar o titular do contrato da linha telefónica para meu nome uma vez que o titular era o senhor que lá tinha vivido e ao qual o meu pai comprou a casa.
Mas o dito senhor faleceu já vai um horror de anos e dada a exigência dos senhores da PT em obter-se uma certidão de óbito para alteração do contrato, não se esteve para isso e as facturas foram sendo pagas sempre com a titularidade de um senhor já falecido, o que não deixa de ser um tanto ou quanto esquesito.
Tentei inúmeras vezes que fizessem a alteração por telefone, liguei diversas vezes e nunca consegui nada.
Agora, pensámos em aderir ao serviço telefónico da Zon, uma vez que temos a TV e Net deles. Vinha tudo na mesma factura e acaba por ser mais barato.
Vai daí que mais uma vez e sem sucesso pedi para acabar com o contrato com a PT.
Mas eles são teimosos e dizem que não. Não alteram nem terminam o contrato sem a bendita certidão de óbito. E eu que não estou para gastar dinheiro nisso? E eu que já não os aguento a forçarem-me literalmente a permanecer vinculada a eles no serviço telefónico? Mas não quero!
Considero de uma arrogância extrema a actuação deles. Se eles são teimosos eu também sou. Quando quiserem o pagamento das facturas, que falem com o titular do contrato no Além.
Interrogo-me se haverá legalidade nesta situação de não satisfazerem o meu pedido?
Agora, tomámos uma decisão e actuámos.
Não pagamos mais nenhuma factura e enviei um fax a dizer que não quero mais o serviço deles e para agendarem a retirada da linha e telefone e tudo o mais que for deles.
Entretanto já está marcada a intervenção técnica da Zon para instalação da linha telefónica deles.
Haja pachorra!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Sul

Tenho a sorte, sim que eu considero sorte, de não pertender apenas a um lugar. E gosto que com o Pedro assim seja.
Que este miúdo pertença a tantos lugares como à cidade que o viu nascer. Ou que estas terras lhe pertençam.
A capital de onde sou está-me no coração até ao fim dos meus dias. É uma cidade que me fascina pela luz que este rio permite iluminar cada prédio, cada rua, reflexos nas janelas sejam antigos ou modernos.
À beira-rio, com espaços verdes ou os contentores vindos dos grandes barcos de mercadorias, o sol espelha na água a alma desta cidade que embora pese a confusão e ausência de ordenamento, é das imagens mais lindas e com cores que ainda não encontrei em mais cidade nenhuma.
Mas também sou de outros lados. Da zona Oeste e do Alentejo.
O mar com águas mais frias e nervosas, inconstantes, o nevoeiro que desde que me recordo em adolescente de só desaparecer com o início da tarde pela força do calor, as chuvadas de Verão que impregnavam o ar com aquele cheiro a terra molhada fazem também parte do que sou e das minhas origens.
Mas o Alentejo, com aquela imensidão de terra a perder de vista, o calor sufocante no silêncio da tarde apenas interrompido pelo falar das cigarras ou dos grilos, as praias ao logo da Costa Vicentina até à próxima província estará eternamente no meu coração e nas minha memórias.
Desde sempre que aquela terra esteve em contradição dentro de mim: ora se em mais pequena a detestava por nada haver para fazer, ora a adorava e saudosamente a revisitava já em adolescente e adulta, independente de terceiros.
A família do Sul é extensa. Há tios e tias e primos e primas em segundo e terceiro grau que vão agora falecendo por força da idade. Pessoas que não recordo de alguma vez ter visto ou falado, embora o meu pai diga que sim. Talvez quando eu era pequena e a cidade era tudo para mim e passava-me completamente ao lado esses familiares das aldeias caiadas de branco e ligados à terra que pouco ou nada dava.
Há uma casa de uns tios lá para a zona de Santiago do Cacém que está desabitada e a morrer. Como os seus anteriores proprietários.
"O que achas do valor? Vende-se? ainda se todos vivêssemos aqui..." Pois é, vende-se.
Mas os sonhos misturam-se com a memórias ainda muito presentes, e apesar de afastada alguns kilómetros da praia, e houvesse possibilidade de trabalho para ambos, iríamos viver para lá.
E com a necessidade cada vez maior de espaço para o filho, penso muito em qual a melhor opção.
Não sou assim tão destemida ou corajosa para mandar tudo ao ar e depois logo-se-vê o que acontece. Já assim pensei. As responsabilidades e preocupações levam-me a ponderar muito bem em tudo, em todos os passos e decisões que eventualmente dê.
Conheço muito bem aquelas praias de Melides, São Torpes, Porto Côvo, e V.N. de Milfontes, a Logoa de Santo André. Perdidamente apaixonada por praia, pelas águas mais quentes e transparentes, pelo calor da areia, por aquela luz que mais que tudo descansava corpo e alma.
O filhote gosta de praia. Nota-se. Está-lhe no sangue como em mim.
E espaço. Muito espaço até de sobra.
Sei que não ficaremos aqui para sempre. Sei que não está escrito nas estrelas ficarmos na cidade.
Só ainda não decifrei se estaremos reservados para o Centro ou se para o Sul.

Detalhes

Há certas características da tua personalidade que ainda não sei muito bem se serão feitio ou se desaparecerão com o teu crescimento.
A teimosia é realmente uma das que, mesmo sabendo que quer os teus pais quer os teus avós e tia o são, deves realmente ter concentrado em ti doses industriais da mesma porque me consegues tirar do sério.
Seja o que for que eu digo, não o fazes e acabamos cada um a puxar a brasa à sua sardinha, acabando eu por ter de ralhar contigo.
Desafias e contrarias com um sorriso que me desespera por não me obedeceres!
Começas aos poucos a entender o sentido de certas coisas, aquelas de causa-efeito e essas são importantes para a tua integridade física, ou seja, sabes que se caires fazes dói-dói. Mas a verdade é que fazes, teimas e voltas a fazer precisamente o que te pode magoar e lá tou eu a ralhar contigo, porque de outra forma não vais lá.
E se por um lado sinto um secreto prazer por estares tão agarrado à mamã, por outro não me libertas para fazer o que inevitavelmente tenho de fazer semanalmente ao fim do dia, ou seja o jantar, apanhar roupa, por a máquina a lavar, etc. É doloroso ver que me queres a teu lado todo o instante (e sei que o precisas e muito) e não poder estar todo o tempo a brincarmos ou simplesmente a ver os bonecos na TV ou a fazer desenhos que começas já a apreciar.
Mimos. Muitos. Tantos que toda a gente consegue perceber. Mas eu sempre disse que te iria mimar até à exaustão porque é muito breve o tempo em que os vais querer. Daqueles que quase nos sufocam. Daqueles que nos ficam na memória mesmo quando ainda não temos percepção desse sentir.
Preciso que sintas esse amor e carinho (talvez porque eu não o tive de ambos os lados).
Não consegues ficar mais do que 10 minutos a brincar seja com o que for. Total dispersão pelos mais variados brinquedos. Ainda não descobri o que realmente te faz parar um pouco. Não sei se ainda és muito pequenino para isso ou se será a tua forma de ser, assim, disperso.
Carrinhos, desenhos, peluches, bonecos na TV, brinquedos didáticos, nada te prende a atenção por mais de 10 a 15 minutos. E depois, voltas-te para coisas que constituem perigo, que te podem magoar, que são coisas de adultos.
Preciso de tempo! Preciso de tempo para simplesmente estar contigo...

A noitada de sábado

Para além da chuva torrencial que assolou algumas cidades deste país e à qual também não escapou onde moramos, o registo deste fim-de-semana vai para a noite de sábado para domingo em que a partir das 4.00 da manhã não me deixaste dormir.
É incrível a quantidade de situações que te fazem acordar e consequentemente levantar-me para saber o que se passa contigo, filho.
Ele foi pedir leitinho, ele foi um dói-dói no dedo, ele foi o não saberes da chucha, ele foi sei-lá-mais-o-quê!
Por três vezes leve-te comigo, ao colo, para a sala e estavas tão disperto como se fosse dia!
Sentei-te e sentei-me ao teu lado, perguntei-te várias vezes se querias ir fazer ó-ó na tua caminha e tão depressa me dizias que sim, como não. Não sei mesmo o que te leva a acordar tantas vezes de noite e quase todas as noites. Estejas bem ou com alguma coisa, o resultado é sempre o mesmo: não existem noites em que durmas de seguida.
Nem tu, nem eu, Pedro...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Visita imobiliária

Ontem tivemos a primeira visita de uma agente imobiliária na nossa casa. Muito simpática, muito "vendedora" como todos os profissionais desta área.
Deixei bem claro as nossas pretenções e opiniões sobre a situação. Nada de exclusividade que é um erro crasso para quem quer vender casa, nada de comissões excepto o que lhes for devido no caso da casa ser vendida.
Hoje vamos ler muito bem esse contrato para não dar barraca mais tarde.
O filhote portou-se muito bem enquanto a senhora lá esteve, mas virou a carinha quando se meterem com ele. Nada de confianças a estranhos! Até me deu vontade de rir! Sai mesmo à mãezinha dele!!
Este sábado vamos ver uma casa T2 com um quintal que seria o ideal em termos de topologia. Penso muito nesse espaço ao ar livre pelo Pedro, e às vezes já sonho com o Verão, churrascos, sol, ele a andar na "mota gande".
Sonhar é tão bom!
Vamos a ver se conseguimos tornar realidade este sonho.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Houston...we have a problem!"

Prontinhos para sair de casa, eu e o Rabuja que por sinal acordou muito bem disposto e cooperante. Pegar em tudo o que tinha arrumado (não fosse esquecer-me da minha mala novamente) e pegar nas chaves do carro e casa. Chaves do carro, check! Chaves de casa...chaves de casa...not check!
Procurei, procurei, e voltei a procurar!
Começo a ficar novamente panela de pressão por não encontrar o raio das chaves!
Toca o meu telélé. Era o maridinho: "Amor, temos um problema..." Parecia a famosa frase de um qualquer filme americano sobre as viagens à lua: "Houston, we have a problem...".
A sério? Jura? Então diz lá para ver se é o que estou a pensar..."Levei as tuas chaves de casa..." Ora pois então! Agora tou tramada (para não dizer pior!).
Lá terei de ir buscá-las na minha hora de almoço...
Mas porque é que eu não consigo ter um único dia sem qualquer m**** a chatear-me?
Se assim fosse, os dias não tinham qualquer piada, certo, filhote?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma manhã como tantas outras!

Despachar tudo, o maridinho e eu para depois tratar do Rabuja.
Já eram 7.50h quando o fui chamar (o que traduz já um atrazo considerável no meu horário matinal). "Ó-ó..." responde-me ele de olhinhos fechados, agarrado ao Teddy e enroscado sobre ele mesmo. Sai-me um lamento silencioso por lhe impor horários, mas tem de ser.
Mudo-lhe a fralda, visto-o (hoje é dia de ginástica) e levo-o para a sala onde já está a TV ligada no canal Panda. Fica sossegadinho, meio encostado a uma almofada, de chucha e Tété. Preparo-lhe o Nestum, pouco que hoje tou com um pressentimento que o rapaz não quer comer. Sento-o ao meu colo, aconchegadinho a mim, a sentir-lhe o calor...Chegou às meia-dúzia de colheres, não quis mais. Começo a ver a vidinha a andar para trás e a olhar para as horas..."Queres leitinho, Pedro?". Resposta acompanhada de um sorriso: "Xim...". Lá vou a 1000 à hora arranjar o biberon, sento-o novamente no meu colo e começo a dar-lho (isto para ser mais depressa). Hoje o miúdo tá numa de relax e eu cada vez mais a parecer panela de pressão. Ok, ok! Calma! "Queres mais?". "Não...".
Pronto. Lavo-lhe a carinha, troco de peluches (o Teddy não vai para a creche mesmo!), agarro no almoço, na mochila dele e nele e ala para o carro que já se faz tardíssimo!
Ponho-o na creche e cadê a minha mala? Ó céus! Raios partam a sorte! Tá em casa...
A 120 à hora (agora polícia não dava jeitinho nenhum!) dou a volta e vou a casa buscar a mala, pendurada no sítio do costume) e olho pela milésima vez para o relógio. Bem, assim como assim, atrasada já vou eu chegar, resolvo ir tomar o café antes de seguir viagem para o trabalho (se o patrão já lá tiver já não consigo tomar o indispensável café matinal) e sigo finalmente para a empresa.
Mas porque será que quando estamos cheios de pressa só me aparecem atrasadinhos ao volante, na faixa da esquerda e que me fazem parar em tudo quando é semáforo vermelho? Mas esta gente não pode ir passear para outro lado, tipo assim para o deserto ou dedicar-se a pastar caracóis?
E por incrível que pareça, abri o escritório apenas 9 minutos depois das 9.00h.
Vou ficar cheiinha de cabelos brancos!!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mudar?

Começamos oficialmente a procurar uma casa maior para vivermos.
É tempo de crise, sabemos isso, mas algum dia tem de ser e esperar que isto melhore pode levar tempo e precisamos urgentemente de encontrar uma casa maior para o Pedro ter o seu espaço próprio.
Naõ faço a mais pequena ideia como vamos contornar a situação de conseguirmos pagar uma prestação. Não nos saiu nenhum prémio nem fomos aumentados nem houve redução de custos lá em casa.
Só sei que temos de avançar com isto antes de dar em doida com a falta de espaço e com o Pedro a acordar todas as noites só para ver se a mamã se levanta e dar-lhe a chucha ou o peluche.
Ando a inventar nas arrumações. Cada vez mais tem mais brinquedos e roupa a aumentar de tamanho ocupa também mais espaço.
Temos de vender o nosso T1, que é uma casa em bom estado mas falta-lhe realmente mais um quarto.
Às vezes ponho-me a pensar que há pessoas em situações bem piores e que devíamos dar graças por termos casa e em boas condições e ajuda dos avós do menino.
Mas não chega. E se esperarmos que toda esta crise termine ou venham melhores dias, quanto tempo mais teremos de ali estar?
E penso também, muitas vezes, que apesar de ter emprego estável, recebo um valor equivalente ao da Idade Média que nem dá para as despesas mensais.
E somos poupados pois nem saídas, nem almoços ou jantares fora, nem cabeleireiros frequentes, nem cinemas, nem nada de situações que agora são quase um luxo. Compro coisas para o Pedro mas procuro e comparo muito os preços, quer dos brinquedos quer da roupa. Faço muitas contas à vida durante o mês inteiro. Se ficasse em casa com o miúdo, acabava por ser mais vantajoso economicamente. Mas tanto ele precisa do convívio com outros da sua idade, como eu preciso de estar a fazer algo que evite a estagnação cerebral.
Andamos à procura, a ver, a pensar.
Às vezes, só me apetece dizer umas quantas ao meu boss e fazer-lhe ver a realidade da maioria da classe trabalhadora onde me incluo e ao maridinho e perguntar-lhe como se vive um mês inteiro com aquilo que ele gasta em meia dúzia de refeições que depois é reembolsado pela empresa no final do mês.
Às vezes, sinto o peso de tanta injustiça e custa...
Mas como a tropa manda desenrascar, vamos a ver se conseguimos encontrar um novo lar para nóis 3 e à nossa medida.

Mamã! Deixa Pedro!!

Dei uma bela gargalhada com esta que o meu filho disse, logo pela manhã, quando o tirei da caminha e comecei a vesti-lo!
Devo ser uma mãe muito chatinha!
Mas ontem, quando o tentava ajudar com um brinquedo novo, vira-se para mim, com um ar muito sério e volta a dizer-me: "Mamã! Deixa Pedro!"
Voltei a rir e ele a rir também!

Festa de aniversário em família

Os 2 anos são muito importantes para todos os que te amam, Pedro, e tu és o mais-que-tudo para todos os avós.
Sairam cedo de Coimbra e trouxeram a tua prenda: uma bicicleta do Pocoyo! Não vou esquecer a tua expressão ao olhar para ela, filho. Um misto de contentamento, surpresa, um ar de não-sei-o-que-fazer. Gostaste, disso não há qualquer dúvida!
Veio também a tua tia Cláudia que lá se resolveu a festejar o teu aniversário.
Perto da hora do almoço, chegaram a prima e os teus avós. Faltava a tua madrinha que pouco tempo depois também apareceu e com beijinhos dos Tios Micas e Zé.
Fomos almoçar fora porque em casa não haveria espaço. Correu relativamente bem, sem fazeres grande alarido.
Por volta das 16.00h, chegou o teu padrinho Luis e lá fomos todos cantar-te os Parabéns a você que adoras. O bolo estava óptimo e tinha o desenho do Noddy, o teu actual boneco preferido. Apagaste a velinha e estava um ambiente muito alegre e feliz.
Depois da paparoca já estava a fazer-se tarde e aos poucos começaram a ir embora.
O que fizeste a seguir já eu tinha previsto: mudar-te a fralda e adormeceres em menos de 10 minutos, e isto já eram 18.30h. Passaste um dia inteiro acordado!
Foi muito bom. Foi muito bom ter a família reunida no teu aniversário.

Festa de aniversário

Fazer anos num dia de semana só tem piada pelo facto de estarmos com colegas.
Fica a festa em família reservada para o fim-de-semana.
Na 4ª feira, festejaste os 2 aninhos na creche, todos muito animados, com um bolinho que o teu avô Quim levou e fizeram uma lembrancinha amorosa que vou guardar para quando fores mais crescido veres.
Sei que o dia correu bem pois não consegui não ligar e pedir para te mandarem um grande beijinho da mamã.
À noite, depois de jantarmos, demos-te as prendinhas que não sendo em quantidade, gostaste pois adormeceste agarrado ao popó do Noddy.
Os avós Zé e Rosa ligaram a dar-te os parabéns e os teus padrinhos também. Os teus tios Cristina, Helder e Mafalda telefonaram também para te dar um beijinho e inclusivé quiseste falar com a Mafaldinha!
A festa com todos eles marcada para Domingo.
Por enquanto ainda não entendes o significado de aniversário, apesar de delirares com a canção dos Parabéns a você! Bates palminhas e danças!
Estás a crescer...não há qualquer dúvida!

Consulta dos 2 anos ou 24 meses

Diagnóstico do teu pediatra:
- O Pedro está óptimo!
Intuição de mãe está quase sempre certa e eu sabia que estavas bem, mesmo com a gastroenterite que te chateou durante duas semanas.
Observou-te todo, mediu-te e pesou-te e continuas no teu ritmo de crescimento.
Por enquanto, sais ao lado da mamã, ou seja, pesas 11,200 kg e medes 84,5 cm.
Mas se até fazeres 1 ano eu andei completamente stressada com o teu desenvolvimento, nesta consulta e depois do pediatra te observar, perguntei-lhe: "- O meu filho é saudável?", ao que ele respondeu: -"Está óptimo, mãe!".
Foi só o que eu quis ouvir e dei um enorme sorriso.
Agora só lá voltamos daqui a 6 meses, e eu espero que seja mesmo assim.

Malditos vírus!

Ora bem, febre alta quer sempre dizer qualquer coisa, mais tarde ou mais cedo.
E se na altura não percebemos porque estavas a ter febre, nesse fim-de-semana deu para perceber. Veio a gastroenterite e por causa dela passaste o fim de semana a vomitar forte e feio.
Foi de loucos, contigo assim, sem comeres, a deitar tudo fora, com imensa roupa suja e chão e paredes e nem o sofá da sala escapou.
Na 2ª feira parecias estar melhor e levei-te para a creche. Claro que foi óbvia a conclusão que quase todos apanharam o parvo do vírus e andou tudo a dieta durante a semana.
Apesar de saber que estas coisas demoram a passar, começámos a achar que em dada altura estavas a provocar o vómito. Ou talvez não, não cheguei a conclusão nenhuma.
A verdade é que a tua educadora também achou o mesmo e ralhava contigo. Em casa, era de noite, por volta das 2.00h que começavas a tossir e lá tínhamos "diversão nocturna".
Agora estás melhor e já comes como deve ser.
Esta demorou mais de 2 semanas a passar e ainda acho que o vírus não foi embora de vez, mas pelo menos, deixou o apetite regressar. Valha-nos isso!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2 Anos

Feliz aniversário, meu querido filho!
Era impensável não ficar neste teu cantinho o registo do dia em que comemoramos 2 anos da tua vida, apesar de já o estar a contar uns dias depois.
Se o primeiro aniversário tem um sabor especial, os 2 anos ainda sabem melhor por te ver lindo, saudável e a alegrar a vida dos papás e restante família.Nem há palavras escritas ou faladas que expressem os sentimentos que hoje temos.
Só o Amor que sentimos por ti e esperamos que o sintas revelam que tu, Pedro, és a nossa própria vida.
Como há um ano ainda não existia este espacinho, quero contar-te o dia do teu nascimento.
Neste Domingo, acordei às 6.00h com uma enorme vontade de ir ao wc. O papá estava no turno da noite e só saía às 8.00h, pelo que estava sózinha em casa, mas com tudo pronto.Nesse momento rebentaram as águas e soube que seria nesse dia que nascerias.
Por incrível que pareça, estava calma, nada ansiosa nem apreensiva e isto porque não sentia dores absolutamente nenhumas.
Na 6ª feira anterior tinha ido fazer o CTG e a médica tinha organizado tudo para se até dia 13 de Outubro não nascesses de forma espontânea, fazer-te vir ao mundo. Mas como calhava numa sexta, deves ter achado que não seria um dia bom e lá resolveste antecipar o acontecimento.
Depois de ter tomado um breve duche, telefonei ao teu pai e disse-lhe que tinham rebentado as águas. Como só saía às 8.00h e não dava para avisar o chefe (porque isto de ser segurança é complicado) achou melhor que eu chamasse o 112 e quando saísse iria ter ao hospital.
Assim fiz. Veio a ambulância com dois bombeiros que me queria levar para a MAC, mas eu disse-lhes que era para outra unidade hospitalar. Lá fui. Quando chegámos não sabiam onde era a entrada e lá lhes expliquei. Estava na hora de te ter e ainda hoje me admiro com a minha calma. Veio ter comigo uma médica que me disse estar a ser um dia complicado e não havia vagas. Respondi que estava tudo marcado para ser ali, pois a minha médica fazia ali serviço. Lá pensou uns minutos e mandou-me fazer o registo de entrada.
Depois, filhote, dirigiu-me para a sala de preparação, onde troquei de roupa e vesti aquela bata tão gira e que não tapa nada, fizeram-me o toque (coisa horrorosa) e viram que tinha apenas 1 dedo de dilatação pelo que a coisa iria demorar, a depilação (que doeu bastante) e levaram-me para a sala de partos que por acaso ainda estava a ser limpa. Esperei cá fora, sentada numa cadeira e entretanto chegou o teu pai. Foi um alívio porque não queria estar mais sozinha. Depois da sala de partos estar pronta, mandaram-me deitar na cama e disseram ao teu pai para sair e levar a mala porque por enquando ainda não seria precisa. Entretanto veio uma enfermeira para me por o soro e mais não sei o quê para forçar a dilatação. Só à quarta vez é que conseguiu acertar e diga-se de passagem que eu já estava com as mãos bem doridas de tanta picadela. Ligaram-me o CTG para te monitorizarem e foram embora. Entretanto veio novamente o teu pai e passados uns minutos, aparece a minha médica. Tinha observado a minha ficha e disse ao teu pai que podia ir para casa descansar um pouco porque ainda estava demorado. O que fez a seguir desagradou-me imenso porque como tinha terminado o turno dela, virou costas e foi embora.
Eu disse ao teu pai para ir para casa descansar um pouco pois como tava a situação, e se ía demorar, não valia a pena ele lá ficar. E foi.
Entretanto, apareceu mais um médico que me fez mais um toque e concluiu que ainda não tinha aumentado de dilatação. O medicamento não tava a fazer qualquer efeito e só restava aguardar. Continuei sem ter qualquer tipo de dores ou desconforto a não ser o ter de estar deitada.
Deve ter passado algum tempo, não muito porque de repente, entra um enfermeiro na sala a correr seguido de mais duas enfermeiras e esse médico que lá tinha estado, todos com ar de preocupados.
Nos primeiros segundos não percebi nada do que estava a acontecer. Depois, vi-os a analizar o relatório do CTG e percebi que o meu filho estava em sofrimento. Aí, senti um aperto e perdi toda a calma. Comecei a chorar e a perguntar o que se passava. Ninguém me respondia.
Puseram-me a oxigénio, colocaram mais não sei o quê no suporte do soro e levaram-me para uma sala que recordo ter as paredes pintadas de azul. Já tinha entendido que não estavas bem e as conversas entre enfermeiras e médicos giravam em torno disso.Chorei, silenciosamente, as lágrimas não paravam de cair. Só pensava em ti, Pedro.Depois, ouvi dizer, e já com a sensação que estava a escutar as vozes ao longe, que tinhas recuperado e estavas bem.Lembro de uma médica ou enfermeira fazer-me festas no braço e dizer-me para me tranquilizar porque estavas bem.Percebi que estavam à espera de autorização para começar a cesariana. E que esta tardava em chegar.A partir daqui, começa tudo a ficar mais confuso porque comecei a tremer e a sentir muito frio. E pensei: o meu filho está bem, mas eu não. E voltei a chorar. Senti medo de não te conhecer. Coisas parvas que nos passam pela cabeça.
Não sei a quem tenho de agradecer porque ao verem-me assim, resolveram iniciar a cesariana e não esperaram mais pela autorização.
Senti mais uma injecção que deduzo ter sido para a anestesia geral e apagaram-se as luzes.
Quando acordei, estava noutra sala e com imensas dores, ainda sob o efeito da anestesia. Levaram-me e a ti, filhote, no teu berço, para o quarto onde iríamos ficar, e onde avistei o teu pai, que quando voltou disseram-lhe: "O seu filho já nasceu!".
Quando te vi pela primeira vez, pensei:"é a cara do papá...", "é o meu filho!".
Ficámos lá até quarta-feira à tarde e devo dizer que estava desejando de irmos para casa, mesmo com toda a insegurança e nervosismo de ter um filho nos braços e a mais completa inexperiência. Mas os dias no hospital não foram nada fáceis, com muitas dores, pouco dormi e passaste noites a chorar, que nem as enfermeiras sabiam o que fazer.
O teu nascimento não foi recheado de emoções nem um acontecimento envolto na magia da maternidade. Considero que ambos tivemos sorte.
Mas estás cá e o mais lindo menino do universo!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Começou...

É oficial. Iniciou-se a época da febre alta, da tosse e tudo o que vem por acréscimo.
Começou ontem com pouca vontade de jantar, com temperatura a passar o normal e às 4.00h da madrugada a choramingar por água. Estavas tão quente que despertei de imediato. Quase 40º. Despir, benuron, água morna pelo corpo, água no biberon. Ficámos os dois no sofá, eu a vigiar-te e com o coração aos pulos. Adormeceste passado pouco tempo e ficámos ali. Nem tive coragem de te levar para a tua cama com receio de...
Às 7.00 combinei com os teus avós ficares com eles e "voei" atravessando a cidade para chegar no menor tempo possível porque já estavas com 39,1º e ainda não tinham passado as 4 horas para te dar o Brufen. Estás bem disposto e com pouca tosse mas os sinais estão aí. Constipação que rezo não passar disso.
E não sei o que faça. Se fiques esta noite com os avós ou se te vou buscar para amanhã te pôr lá novamente, filho.
São as noites que mais me afligem porque adormecemos e podemos não dar conta de alguma coisa...
Tens de ser forte, filhote! Sim?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Não serão demais?

Que o príncipe tenha uma namorada, ainda vá.
Agora duas?!
Contado hoje pelas auxiliares quando o fui levar à creche. Com direito a fotografia e tudo!
Aula de música experiencial. Tudo calminho. Segue-se uma dança aos pares onde parece que ficaste com outra coleguinha, a Carlota. Que pelos vistos gosta de ti pois esticou-se para te dar um beijinho...
Outra namoradinha?
Não é a Ema?
Já não sei o que pensar...mas, filhote, vamos com calma, sim?

Praia em casa

Por voltas das 22.00h tomas o banhinho.
A mamã despe-te enquanto o papá prepara o banho de espuma, sim porque tem de ter mesmo espuma.
E já estás a rabujar por qualquer coisa enquanto tento tirar-te a roupa.
Lá vamos para a casa-de-banho, mas antes do papá pegar em ti, começa assim:
Pai - O que é isto?
Pedro - Ponja!
Pai - O que é isto?
Pedro - Balde!
Pai - O que é isto?
Pedro - Outa Ponja!
Pai - O que é isto?
Pedro - Pato!
Pai - O que é isto?
Pedro - Eador! (regador pequeno)
Pai - O que é isto?
Pedro - Pá!
Pai - O que é isto?
Pedro - Bato! (barco)
Pai - O que é isto?
Pedro - Puma! (espuma)
E lá vai todo risonho para a banheira.
São momentos de brincadeira entre os dois, pai e filho, apenas eles, cumplicidade, gargalhadas, ralhanços, tudo à mistura.
E no final, quando entro para o embrulhar nas toalhas e levá-lo para o quarto, temos a praia dentro de casa onde tu, filhote, te deitas de barriga para baixo, na banheira, com a cabeça de fora e dizes todo contente: - Paia!!!
Todas as noites temos mais do mesmo e acabamos sempre a rir, e contigo a rabujar por o banhinho ter terminado.
Amanhã há mais, filhote!

Estás assim

Com tanto trabalho os dias têm passado e nem consigo contar-te mais algumas "proezas" que fazes e agora que te aproximas dos 2 aninhos, são cada vez mais as rabugices novas.
Temos a consulta dos 24 meses marcada para dia 10 de Outubro. Confesso que estou um pouco ansiosa em saber como vai o pediatra achar que estás.
Para mim e para o teu papás, estás óptimo!
Falas imenso com palavras novas, frases completas e perceptíveis e lógicas.
Comes bem melhor e andas com muito apetite, para além de comeres sozinho muito bem (desde que estejas bem disposto, claro!)
Sobes e desces para cima de tudo o que encontras, e mexes em tudo o que encontras.
És sociável, e gostas da escolinha e dos colegas e educadoras.
Tens excelente memória, menos para os avisos dos papás, claro...
As noites, essas é que continuam na mesma. Uma vez por outra, lá dormes a noite inteira, mas são poucas e muito espaçadas. Ou hás-de ter fome e queres leite ou choramingas e chamas por mim, para te dar a chucha ou o ursinho. Passados uns dias ou melhor, noites, nisto, ando bem mais cansada e com menos paciência para tudo.
Gostas mais de jogar à bola ou com o balão do que brincar com os brinquedos que tens. A solução, algumas vezes em que preciso de fazer alguma coisa, é mesmo deixar-te desarrumar tudo para te entreteres um pouco.
Estás um lindo!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A crescer

Cresce a uma velocidade estonteante, quase à velocidade da luz.
Com o início do Verão, do tempo quente que deixa bracitos e pernitas à mostra, toma forma um corpinho de rapaz e aos poucos perde o jeito de bebé.
Um rosto de menino muito traquinas onde o olhar se fixa no objecto que tem nas mãos. Pesquisa, dá voltas e escuto o seu pensar. Adverso à obediência talvez por falta de percepção do perigo, brinca com as regras e imposições. Faz o oposto. Desafia-nos sabendo perfeitamente que não deve mexer ou fazer, porque aquele olhar de sorriso maroto está lá e dirigido a nós. Sorrio por dentro mas com uma enorme vontade de o exteriorizar.
Cresce diariamente e quando páro uns segundos a olhar para ele, sinto um arrepio na pele. Há quase dois anos vivia com ansiedade a chegada da hora sem saber ao certo quando seria e todos os medos e receios dessa hora.
Escutam-se cada vez mais palavras e mais frequentemente na casa e enche-me o coração aquela vozinha doce, de bebé-menino. Palavras perceptíveis e ao contrário, palavras cheias de música, palavras inesperadas que se juntam umas às outras e surgem frases que permitem já pequenos diálogos entre nós.
Desespera com o insucesso de alguma actividade. Chora desalmadamente por algo que não tem e sabe que não vai ter. Um choro que se me magoa ao escutar, é também necessário para aprender a não utiliza-lo em vão. Rotinas de choro ao fim do dia desculpadas pelo cansaço e sono. Por agora porque mais tarde serão as palavras transformadas em diálogos os esclarecedores de atitudes e consequências.
Colo. Muito. Quase sempre ao fim do dia quando sente as saudades do demasiado tempo em que estivemos separados. Reclama atenção, mimos, brincadeiras a dois. E eu tento multiplicar-me e satisfazer estas necessidades tão instintivas da cria que é minha ao mesmo tempo que as exigências caseiras me olham e aguardam.
E ecoa no meu cérebro as palavras cheias de uma ternura infinita que diz quando me vê no momento em que o vou buscar: "Minha mãe!"

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de Setembro de 2001



Ficam as imagens em todos nós, em todo o mundo.
Sente quem lá esteve e viu e sofreu o impacto, pessoalmente e pela perda de familiares e amigos e colegas.
Mais ninguém o sentirá...
Ninguém esquecerá.

Não há palavras...


Ao meu filho Pedro, a ti e por ti, espero que nunca mais se repita.

Parabéns, Pai

Apesar de já ter sido ontem, Feliz Aniversário, Pai!

Se calhar, compensa...

A carrinha apresenta avarias que na próxima revisão o valor será digno de um prémio de lotaria.
Procura-se casa T2 e melhor seria T3 cujos preços rondam um prémio do Euromilhões.
O prédio está com um problema de entupimento no saneamento e parece ser da responsabilidade do condomínio, o que vai sair caro.
Vem aí a estação fria e precisa-se de refazer a vestimenta do Rabuja.
Ganha-se menos que o Subsídio de Reinserção Social.
Assalto um Banco, uma Gasolineira ou dedico-me ao Carjacking?

Ema

Loira.
Olhos claros.
Elegante.
Sorriso aberto.
Linda.
Assim é a Ema.
A primeira namoradinha oficial do meu filho Pedro.
E vão ter um com o outro quando levo o filhote à creche.
E dão beijinhos.
E o Pedro quando tem um dói-dói diz que foi a Ema.
E na creche é oficial.
(Ainda não me vejo no papel de sogra ...)

Regresso ao escritório.

Correspondência fechada. Guias de Remessa. Facturas. Extractos bancários. Pagamentos. Contas. Faxes e Cartas. Gestores de Contas bancárias. Fornecedores. Colega. Patrão.
Ainda não consegui por o trabalho acumulado em dia.
Para quando as próximas férias?

Regresso à Creche

O regresso à creche correu excelentemente e maravilhosamente bem. As auxiliares dizem e estão certas que o Pedro cresceu, está muito falador, muito desenvolvido, come muito bem e sozinho (pudera!...só eu sei...!) e agora vem o maior dos elogios, vindo da educadora e posteriormente confirmado pelas auxiliares: "O Pedro está muito saido da casca!". Ah, pois é! Teimoso?? Não!! Está lá agora! A difamarem o meu filhote??
O príncipe Rabuja parece que perdeu o sentido da audição para os lados de Coimbra...Não lhe entra nada, nadinha do que lhe dizemos. Está completamente mais que tudo teimoso! A palavra "Não" sabe-a muito bem e aplica-a com sentido, mas só para o lado dele.
Mais elogios? Para além do "saído da casca!", temos o famoso "Teimoso!", o "sai para o recreio sem ordem" e o "foge para outras salas!" e têm de ir atrás dele. Além disso, "liga e desliga a TV sem autorização!" e etc e tal!
Pois, o Pedro está a crescer e não é por falta de enxota-moscas, conversas, castigos, e sei lá mais o quê da educação que ele está assim.
Explicação? A teimosia faz parte da personalidade da mãe, do pai, da tia, do avô e avó maternos e da avó e avô paternos...

A mãe sou eu!

Chateei-me durante as férias por causa da alimentação do Pedro.
Dormiu mais do que comeu e já sei que se os pais educam, os avós desiducam.
Petiscos fora de horas levaram a dramas aos almoços e jantares.
Aguentei até dar. Depois, passei-me. Com todos. Ninguém escapou. Feitio lixado com f, o meu!!
Cá, foram mais uns dias de guerra até tudo voltar aos eixos.
Mas agora está tudo bem.

A Tia Cláudia

É adolescente. Ou como diria uma amiga minha, é "Aborrescente"
16 anos da mais profunda teimosia e rebeldia que há memória.
Gosto muito dela. Tem uma meiguice escondida, de difícil manifestação com quem merece.
Demora a interligar-se com o sobrinho mas adora-o e o Pedro gosta muito de brincar com ela.
Não interage connosco. Telemóvel e quarto, ou namorado.
Dos dias que lá estivemos, saiu connosco uma noite até ao café porque...o namoro tinha terminado. Por poucas horas, pois em pouco mais de 24 horas já tinham novamente reatado. Ele, o namorado, mais velho, com 19 anos, consegue ainda ser mais infantil que ela.
Age e sente-se filha única. Eu sou-o e não sou assim.
Fala com a mãe como a uma colega e noutros tempos, no meu, já tinha levado uma que a tinha virado ao contrário. E disse-lhe. Porque o mal, é não lhe dizerem nada e deixarem-na fazer o que quer, porque é menina e tem as ideias do gótico. Esquisitas. Mas nada que uns castigos bem aplicados e uma autoridade correcta não a pusessem no lugar.
Veste-se de preto. Pinta-se de preto.
Também eu fui adolescente e vestia-me de preto. Por uns bons anos. (Mas eu talvez tivesse cansada da farda do colégio de 9 anos e da repressão que tinha). Ela, a Cláudia é livre. E receio o uso da liberdade que mais tarde terá, por força da lei e do seu espírito.
Gosto mesmo muito dela. Uma miúda com um sorriso muito doce.
Lamento a falta de convívio com ela. Porque ela não quer.
Mas também não sei o que o futuro me reserva com o Pedro...

Resumo das Curtas Férias

Vou tentar por a escrita em dia.
Estivemos de férias em Coimbra, em casa dos avós do Pedro. Cidade linda, com uma luz que me acalma.
Foram dias essencialmente para descansar até porque a grande surpresa foi o filhote ter dormido as noites todas seguidas, excepto uma em que a tosse foi companheira.
O mais longe que fomos foi até à praia de Mira, à tarde, só para não dizer que não tínhamos ido a banhos.
As manhãs passavam rápidas, com acordares por volta das 10.00h/10.30h e almoços à hora certa. As tardes após as idas ao café era passadas no quintal, a ler um livro (consegui ler 2!), o papá entretido a finalizar o barco e tu a dormires as sestas como um anjo.
Após os jantares lá íamos novamente tomar o café e os passeios para ajudar a digestão e fazer horas do banho e leite antes de dormires. Foram poucos dias que souberam a muito pouco mas que permitiram-me descansar e dormir.
Regressámos a 29 de Agosto a esta cidade que cada vez mais me incomoda...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A poucas horas

...de só voltar ao escritório para o próximo mês de Setembro.
Desejando que o dia termine.

Fim-de-semana prolongado!

Este fim-de-semana prolongado teve altos e baixos.
Após ter passado o dia em casa da avó, o filhote começou a tossir ao fim da tarde prolongando-se pela noite dentro e com ameaça de febre. Comecei a ver a vidinha a andar para trás antecipando mais uma constipação. Mas a coisa não se deu, apesar de ter alguma expectoração. O apetite andou escondido no sábado, mas voltou ao normal e parece estar tudo bem.
No Domingo, fomos pô-lo novamente a casa da avó e nóis, papás, tirámos o dia para sermos turistas em cidade própria, almoçarmos fora e namorarmos. Foi maravilhoso e há muito que havia necessidade de sermos apenas nós dois. Mesmo com o pensamento no filho, rimos, brincámos, passeámos e fomos andar de barco. O dia esteve lindo, com muito sol e com aquela luz que me encanta e enche a alma.
O maridinho adorou o passeio no rio e é uma aventura a repetir.
Foi bom...muito bom!
E ao fim da tarde fomos buscar o lindo príncipe que nos recebeu com o seu sorriso maravilhoso e um "mamããã!" cheio de saudades!
Amo estes meus dois amores!!!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Só falta o quase!

Estamos a poucos dias de finalmente irmos de férias...Estes últimos dias têm sido, felizmente, calmos em termos de trabalho. Amanhã é o último dia que vais para a creche. Depois, só em Setembro.
Vamos aproveitar (mais eu, claro) o fim-de-semana prolongado para arrumar coisas, libertar espaço em casa (nem sei como...) e deixar tudo limpo para ficar descansada.
Espero ansiosa as férias...não para descansar, pois é impossível, mas para abrandar da rotina diária.
Conto com os teus avós para respirar mais calmamente...

Podes crescer um pouquinho mais devagar, filho?

Noto o teu desenvolvimento a cada dia que passa. Fico feliz e um misto já de saudade por o meu bebé deixar de estar tão dependente de mim. Apesar de continuares muito agarrado à mamã, ages como um rapazito e só de pensar que vais a caminho dos 2 anos, até me parece mentira!
Tagarela! Falas com os teus brinquedos e repetes tudo o que ouves em frases com 3 e 4 palavras, embora algumas ainda imperceptíveis, mas é uma delícia ouvir-te repetir o que escutas, porque ficam palavras muito engraçadas!
Dou-te a experimentar praticamente todos os alimentos, crus ou cozinhados e tens aceite bem.
Comes a sopa pela tua mãozinha e apesar de ainda andares com a colher pelo ar (o que me põe os cabelos em pé ao ver sopa por tudo quanto é lado!) tens o cuidado de tirar o excesso de sopa do canto da tua boquinha e é um espectáculo ver-te!
És guloso pois o que te agrada, desaparece num ápice, mas o peixe e carne, tem de se inventar, esconder para comeres, né, filhote maroto?
Queres subir para cima de tudo e ontem vi que já sabes onde está o puxador da porta do carro e entendes o significado...
Adoras carrinhos e aviões e jogar à bola! Tanto que esta noite acordaste a chamar: "Vião!"
Identificas praticamente todos os objectos que te rodeiam, sejam teus, dos papás ou da casa.
Só de pensar na ansiedade que passei nos teus primeiros meses por o pediatra estar constantemente a enfatizar que crescias pouco...nem quero lembrar!
Há tanta coisa que já sabes fazer e gostava de te contar, mas aos poucos vou fazê-lo, meu filho, para mais tarde eu recordar, mesmo que não te interesses, vou gostar de me lembrar de cada conquista tua e o mais certo, será com uma lágrima de saudades do meu eterno bebé...

Mais um passeio!

E este Domingo que passou fomos ao Alentejo almoçar com o teu avô Quim.
Foram connosco a tia Fernanda e a filhota Maria que está lindíssima.
O teu avô estava radiante e portaste-te muito bem, filhote. Aliás, correu tudo bem.
A tia Fernanda trouxe umas roupinhas e uns brinquedos que adoraste e ainda hoje continuas a explorar e a brincar com elas.
Gostamos muito de estar com estas duas meninas.
A falta da sesta faz com que tenhas vindo a dormir o caminho todo e depois de já estarmos em casa, correu melhor do que o outro Domingo.
Vem aí um fim-de-semana prolongado, e vamos a ver se damos um saltinho até à praia!

Domingos: é sempre a passear!

Os Domingos têm sido para passear aproveitando o excelente tempo que tem feito.
No 1º deste mês fomos para mais uma patuscada em casa da comadre, começando por uma breve ida à praia fluvial que lá há perto. Adoraste brincar na areia e estar com os pézinhos dentro de água. Claro que para te limpar e sacudir a areia dos sacos e toalhas e de ti foi quase mais de meia hora, mas o importante é que te divertiste, filhote. Montes e montes de protector pois tenho um medo terrível que te queimes. Os papás é que acabaram por ficar meio avermelhados, mas agora já temos também um protector para nós!
O almoço foi óptimo e depois, piscina com todos nós! Bem, estavas delirante! Adoras água! é incrível! E eu, sempre mais que atenta a qualquer desiqulíbrio teu e a ver se tinhas frio...mas o que querias era estar sempre lá dentro!
Claro que chegou a uma certa altura que já era tempo de sairmos e nem sei quem me deu mais trabalho, se tu, Rabuja, ou se o teu pai! Nenhum dos dois queria ir embora. A comadre só se ria!
E depois de todos limpos e vestidos, veio a birra em plena força pelo cansaço e de não teres dormido a sesta. Nada que não se estivesse à espera. Estavas completamente KO. Dormiste o caminho de regresso a casa e para além da hora do jantar. E quando acordaste, mais uma birra fenomenal! Banhinho, papa e tentativa atrás de tentativa para adormeceres novamente, o que ainda levou o seu tempo...
Comadre, queremos mais!!!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vamos ao Alentejo...terra de recordações

A pouco mais de uma semana de irmos de férias, não se pára.
A vontade é pouca ou nenhuma e há tanta coisa para deixar em ordem e resolvido.
E em casa, nem se fala!
Mas hoje é 6ª feira, fazes 22 meses e vamos de fim-de-semana, ao Alentejo e apreciar tudo o que de bom tem aquela terra...
A mamã tem muitas e muitas recordações de infância destes lugares, a Sul...
Que seja um óptimo fim-de-semana para todos.

Solução

A conversar é que a gente se entende...lá diz o ditado popular e é bem verdade.
Tudo está esclarecido e resolvido, filhote.
A mamã e o papá estão bem. Os abraços em família voltaram. Sorri-se, mesmo com o cansaço e a ansiedade de chegarem os dias de descanso noutros lugares, voltarmos a respirar calmamente sem o desassossego da cidade e do trabalho.
Estamos a precisar...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Estamos...

a aguardar.
O Rabuja está bem.
Estou cansada, muito, sobrecarregada em casa e problemas conjugais.
Melhor é impossível, filho.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Finalmente Agosto!

E entrámos finalmente no mês de Agosto, filhote!!
Já não era sem tempo. Começa a contagem decrescente para as desejadas férias. Faltam precisamente 18 dias para uns diazitos de descanso, tranquilidade, ar puro e muito verde à volta.
Estamos todos bem, finalmente, sem indicação de viroses e outras coisas que tais. Até tenho receio de falar...
O Rabuja anda muito bem disposto, a fazer refeições completas, sem birras e, por incrível que pareça, esta noite dormiu toda seguidinha (seria pedir muito continuar assim?)
Aqui na empresa o meu colega foi de férias hoje e volta daqui a 2 semanas. Tenho o patrão fora. E àparte alguns fornecedores chatearem com o pedido de pagamentos, tá-se bem!
O maridinho começa hoje a fazer serviço noutra empresa com horário mais reduzido até irmos de férias. Depois volta ao horário combinado.
É sexta-feira e já só penso na hora de sair daqui!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Rapazito

Estás com quase 22 meses e agora começo aos poucos a ver o quanto estás a crescer.
Apesar de seres bebé, o meu sempre e eterno bebé, observo de dia para dia o quanto estás a desenvolver e a ganhar aptidões nas situações diárias.
Deixaste de adormecer ao colinho do papá à noite. Deitadinho no sofá, entre nós, seguro e tranquilo, adormeces sem choros nem birras. Depois, a mamã muito devagarinho, pego em ti e deito-te na caminha, onde te colocas de lado e continuas a dormir, silenciosamente, respirando e suspirando de conforto.
Deixei de te dar o leitinho da noite. Pegas tu no biberon e conversando com os papás vais bebendo praticamente até ao fim.
Estás muito tagarela. Quando falamos com os avós, ou de um lado ou do outro, tens de ser tu a segurar no telefone e falas e falas. É uma alegria escutar-te.
Comes algumas das refeições sozinho, desde que tenhas fome e estejas bem disposto, e sem sujar muito o espaço à tua volta.
Sobes para o cavalinho (as tuas primeiras rodinhas) e andas por toda a casa.
Sobes para o banco que está na cozinha sozinho e o meu coração até pára só de imaginar que te podes desiquilibrar.
Bebes o iogurte num copo, às vezes com palhinha.
Pegas num pano e limpas o que encontras à tua volta.
Ajudas a levar as coisas (mas arrumar os brinquedos nem por isso).
Estás com muita força e empurras a mesinha da sala e viras o cavalinho ao contrário.
Conheces imensas palavras e imitas o que te dizemos (o que nos leva a rir).
Posso pedir-te uma coisa, filho? Não cresças tão depressa, sim?

Provérbio...

...muito conhecido pela classe trabalhadora:
"Patrão fora, dia santo na loja"!
Tirei um dia de férias antecipado que também sou gente...

O que deixei de fazer...

quando o meu Pedro nasceu?
- Dormir ( nunca precisei de dormir muitas horas até porque é uma perda de tempo quando há tantas coisas que se podem fazer para aproveitar a vida);
- Ler livros assiduamente (adoro ler, devorava livros, são os nossos amigos silenciosos e sempre fiéis);
- Pintar (relaxava. Passava tardes a misturar cores, no meu mundo silensioso);
- Estar sozinha (simplesmente acompanhada por mim);
- Comer devagar e sem interrupções;
- Ter a casa arrumada (há sempre qualquer coisa pelo chão, debaixo do sofá ou das camas);
- Sair à noite e passar fins-de-semana na praia;
- Ver televisão até tarde e alugar filmes;
Do que eu tenho saudades? De dormir e ler um livrito de vez em quando. Apenas isso.

Aldeia e Cidade ou Cidade e Aldeia?

Adoro esta cidade onde nasci e me tornei adulta.
Por ridículo que pareça, adoro que o meu filho Pedro tenha nascido nesta cidade.
Sempre disse que nunca iria viver ou morar para outro lado, mas confesso que estou cansada de tanta agitação. Ou estou mesmo, mesmo a precisar de férias, ou a necessitar de paz e sossego o que não é compatível com as grandes cidades.
Falando no outro dia com uma amiga que mora para os lados de Mafra, sinto um crescer de inquietude nesta rotina diária de carros, falta de estacionamento, de falta de verde, falta de proximidade entre as pessoas; do elevadíssimo custo de vida, da impossibilidade de ter uma casa com espaço para a família toda, de só ver prédios e carros.
É certo que se proporciona mais condições de cultura, diversão, educação e saúde. Mas começo a considerar que isto talvez fosse verdade há uns anos atrás. Agora, são estes que vão percorrendo o país e o único ponto que talvez seja efectivamente melhor nas cidades seja a saúde com as unidades hospitalares mais perto e acessíveis.
Talvez proporcionasse uma melhor qualidade de vida ao Pedro se pensássemos seriamente em locais mais calmos, com menos população, com mais verde e espaço.
Aqui, não largo a mão do miúdo nem por nada, uma ida à esplanada é com rédea curta e à noite seja em que estação do ano nos encontremos não acontece.
O valor das habitações é um absurdo e onde encontrar um T2 que consigamos pagar com os vencimentos que temos no final de cada mês? E o rapazinho precisa urgentemente do espaço dele. Parece anedota, mas estamos incapaz de solucionar esta situação trabalhando onde estamos pois só a escolinha do Rabuja leva mais de metade do que eu ganho.
Gosto da tanquilidade onde os meus sogros moram. E estão a 5 minutos de carro da cidade.
Dizem-me que não ía aguentar a calmaria desses locais. Pergunto eu até onde e quando vou eu aguentar a permanência na cidade?

Durante o banho...

...o Pedro fez o seu primeiro xixi na banheira. Como é óbvio não podia deixar de contar para mais tarde ele recordar (não sei se me vai perdoar, mas prontos, tá dito!)

Desilusões ou Indiferença?

Tenho poucos amigos. Verdadeiros então, contam-se pelos dedos.
Nunca fui muito sociável e o feitio também não ajudava. Sou muito amiga do meu amigo, mas terrível quando algo corre mal pois corto definitivamente com essas pessoas e não deixo nada por dizer. Faço o possível e impossível por ajudar quem gosto mas não mexo uma palha por quem me magoa.
Já passei por situações de traição, enganos, chantagens e mágoas que se nos ferem o coração e magoam a alma, ensinam-nos que a vida não é um mar de rosas e volta e meia aparece um espinho. Penso, penso e penso e depois acabou. Não há volta a dar.
Se custam os desenganos amorosos e desde a pré-adolescência até constituirmos a família isso acontece, as desilusões com amigas custam-me muito mais. Não sei porquê.
Nisto saio ao meu pai, o dar a própria camisa para ajudar um amigo. E nisto também saio ao meu pai, ser "usada". Mas nisto saio a mim própria: eu e os meus, "tu" já não existes.
É radicalismo, talvez exgerado, mas não sou capaz do meio termo, do vamos lá conversar, do aceitar ou pedir desculpa, do esquecer para tudo voltar ao mesmo.
Quem me conhece sabe como funciono. Quem não me conhece faz-se de desentendido ou parvo ou ignorante. Para qualquer dos casos a solução é a mesma: good-bye.
Ontem mantive o msn ligado. Apareceu uma "amiga" que conheci num chat do sapo, falávamos no msn, tornamo-nos amigas reais e depois passaram 2 anos. Enquanto esteve em baixo e necessitou de apoio, que eu a escutasse, aconselhásse, falávamos muito quer no msn, quer ao telemóvel, quer depois pessoalmente. A vida endireitou-se para ela. Deixei eu e a minha família de ter aquela procura quanto mais não fosse para um café. Gostava que tivesse conhecido o meu filho ao vivo e a cores. Nunca aconteceu e apenas um rio nos separa.
Aprendi a muito custo que não gosto de ser usada. Já o fui e durante muitos anos. Burra ou cega, não vi ou não quis saber e ver. Depois aprende-se que tudo tem um limite de aceitável e encaixe.
Tem o mesmo nome que eu.
"Falamos um dia destes. Xau".
Tirei mais uma fotografia do álbum de memórias.

Desafio aceite

Como os desafios são para ser cumpridos, aceitei com muito gosto o da Filipa e então, lá vai:
O que estava fazendo há 10 anos atrás?
- Estávamos em 1998, trabalhava num ATL de uma escola primária, pois não tinha ainda conseguido um emprego após terminado o curso de Publicidade & Marketing.
Quais são as coisas que você tem na sua lista para fazer hoje? (relatar pelo menos 5 coisas).
- Bem, como tenho as coisas da empresa bem adiantadas (fim do mês exige um esforço suplementar com os pagamentos a efectuar aos fornecedores e afins), vou actualizar o blog do meu filhote (é o que estou a fazer agora, por isso, uma já cá canta), hei-de almoçar (sandocha e suminho), tratar da planta do escritório (que está em vias de me processar por falta de atenção e água), continuar a actualizar o blog do Rabuja, ao fim do dia ir buscar o filhote à creche, fazer-lhe e dar-lhe de jantar, fazer o jantar dos adultos, lavar a loiça, apanhar a roupa que estendi ontem e espero que esteja seca, vestir e dar o leite ao filhote após o banho e antes dele adormecer, passar a ferro, tomar um duche e ir dormir (passei as 5 coisas, serei penalizada?)
Snaks/petiscos que você gosta:
- Ai, ai, ai! Agora é que são elas! Gosto de snaks da Matutano, tremoços, caracóis, pistachios e cajus, saladinhas de polvo, ameijoas, presunto com melão, etc (chocolates e gelados também contam?)
Coisas que eu gostaria de fazer se fosse bilionária:
- Sem ter de me preocupar com os euritos, comprava uma linda casa com jardim, churrasqueira, piscina e muito espaço verde, com flores e árvores para viver com o maridinho e filhote, comprava o carro que o meu maridinho quisesse e a pick-up Nissan Navara para mim. Isto para nóis, assim de imediato já chegava;
- Montava uma escolinha para a criançada estilo IPSS, mas mesmo, mesmo, IPSS;
- Adoptava uma criança;
- Investia uma parte do dinheiro para que se rentabilizasse pois há que ter em atenção o futuro;
- Viajávamos por este lindo país e visitava todas as mamãs que fui conhecendo na blogosfera;
- E não sei, porque sonhos são aos molhos!!
Lugares onde já morei:
- Em Lisboa e agora no concelho de Loures.
E parece que temos de passar este Desafio. Assim, vai para:
Mamã Celina
Mamie2
Mamã Inês
Papá do Gonçalo
Mamã Rita

terça-feira, 29 de julho de 2008

Estamos todos bem

A falta de tempo é uma coisa terrível.
O filhote Pedro está bom e recomenda-se depois de 3 dias com febre sem qualquer outro sintoma e até à data nada mais apareceu. O que agradecemos e pedimos que assim se mantenha.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ontem e hoje

...parece estar a melhorar. Sem mais nenhum sintoma que não seja uma febre chata, agora de valores mais baixos e de noite mais fresquinho.
Está com a avó. Vai comendo com muita brincadeira à mistura e contornando-se as regras de separar os pratos. Fazem-lhe miminhos para ultrapassar crises de rabugice mais intensas. Ora está bem disposto, ora desata numa birra de choro de não se perceber se foi atrás do choro ou se lhe dói realmente alguma coisa. Ontem à noite foi esgotante e pela noite dentro perdi a conta às vezes que me levantei.
Culpam-se os dentes...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mais uma vez...febre

18.10h de ontem. Toca o telefone aqui do escritório e já eu a mandar vir porque dali a 5 minutos estou a sair para ir buscar o filhote à creche e não posso atrazar-me nem 5 minutos.
É da creche. O Pedro está com febre. Começo logo a fazer o filme novamente. Ainda nem há meia dúzia de dias que terminou o antibiótico e o rapaz já está novamente assim. Valha-me Deus!!
Vou a voar e ao chegar ao pé dele está bem disposto (com o benuron a fazer efeito) mas cheio de sede.
Em casa, andou choramingas mas teimoso como tudo. Jantou bem e após o banho já a temperatura subia aos 39,1º. Brufen e olho para ele uns minutos, tentando perceber se vamos passar novamente por mais uma constipação, se serão os dentitos ou se pura e simplesmente não é nada...Não sei e angustia-me o desconhecer a origem da febre. Alguma coisa tem de ser.
Olho novamente para o meu menino, pego nele e abraço-o. Não quero mais vírus, febres, tosses. Fico sempre perdida nestas situações...
Actualização na hora: ligaram da creche. Febre veio. Chata. Incómoda.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Doceeeee!!!


....o que um pedacinho de chocolate pode fazer!


O meu para sempre...

...SUPERBEBÉ!!!

Sardinhada com salmão

Acordou bem cedo. Às 7.30 da manhã, Domingo, o Pedro sentou-se na caminha e: "Mamããã!!".
Ainda meio a dormir, cheguei-me ao pé do filhote e tentei, insisti para que voltasse a dormir mais um pouquinho mas este rapaz quando acorda não há nada que o faça voltar a adormecer.
Não tive outro remédio senão levantar-me também, deixar o maridinho a descansar mais um pouco (eu também queria...) e tratar do filhote.
Adiantar as coisas pois íamos para casa da madrinha do Pedro passar o dia.
Apesar de ter dito à comadre que íriamos mais cedo, só consegui ter tudo pronto perto do meio-dia.
Levámos o cavalinho para o rapaz andar lá no quintal e acabou por se tornar uma excelente ideia.
O almoço foi fantástico, ao ar livre, com muito boa disposição.
O Rabuja comeu pela primeira vez tomate e pepino da salada e gostou.
É um facto curioso que conclui: quando os pais não gostam de certos alimentos, têm tendência para não os dar aos filhos, esquecendo que estes podem até gostar. Foi o caso destes vegetais. Estamos sempre a aprender ser mães.
Antes de irmos tomar o café, fizemos a visitinha aos tios Micas e Zé que ficam sempre contentes de ver o Pedro. E nós, claro!
Eram já perto das 19.00 quando regressámos a casa e como previsto, o Rabuja adormeceu de imediato pois passar o dia nestas andanças e sem dormir a sesta, levou-o a um KO automático assim que iniciámos a viagem de regresso.
Pena foi não termos ido para a piscina: a mamã por impossibilidades da natureza, o maridinho por estar doente e o filhote por ainda ter alguma tosse, pelo que não quis arriscar. Ah! mas daqui a 15 dias tamos lá novamente!
O Pedro dormiu toda a noite por estar super, hiper, mega cansado? Não...