terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nóis 3 desejamos a todos um Feliz Natal!

Obrigado

Não é por mal que nada tenho dito nos deliciosos cantinhos que gosto de visitar, e de fugida tenho minimamente conseguido saber que estão bem.
A todas pela preocupação, um obrigado muito sincero.

Acho que vou à bruxa!

  • O filhote está desde sábado passado em casa dos avós por questões de logística e como se pode calcular, apesar de andarmos a fazer as coisas mais calmamente, as saudades de o ter nos meus braços são imensas. A febre apareceu e manteve-se durante dois dias, mas mandamos a dita embora e agora parece estar a melhorar rapidamente. Volta para o ninho dia de Natal.
  • As viroses dos papás estão igualmente a procurar outras paragens, embora sem pressas.

  • Algures no meio disto tudo perdi aquela sensação gostosa desta época festiva...não sei porquê...talvez por ter estado fisica e psicologicamente cansada e doente, e com os meus igualmente não muito bem.

  • A cereja no topo do bolo é: ontem caí das escadas abaixo aqui no escritório, resultando consequências bem dolorosas num joelho, nas costas e uma pancada na cabeça quando finalmente a parede serviu de travão e que me deixou, a bem dizer, meio atordoada...

Da lista de situações chatas que poderiam aparecer, tenho um check em quase todas!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Conclusão brilhante!

Nem tempo tenho para entrar em depressão!!!
( porque vontade e motivos não me faltam...)

Actualidades

Sem tempo absolutamente nenhum para nada a não ser trabalho no escritório e as coisas da casa.
Voltei a ter voz e uma acentuada recaída da constipação. Mas como os homens da casa são solidários com a mamã, temos o maridinho no rescaldo de mais uma virose e o filhote com a habitual tosse do pingo do nariz.
Tou que nem posso!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A família está...

com os homens da casa bem, sem viroses de espécie alguma.
Eu?
Piorei de tudo e para ser ouro sobre azul, que tal estar quase sem voz, hein?
Uma delícia...

Fim de semana prolongado foi...

...imenso frio, muita chuva, muito granizo, correria para ter casa e roupa e compras da semana e afins em ordem.

Estes últimos dias...

têm sido de imenso trabalho na empresa.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Miminhos


Agradeço estes miminhos oferecidos pela Mamie2 que foi uma querida!



Bicharada!

Isto começa a parecer um zoo!
Já não bastavam os vírus das mais variadas espécies que nos andam a infernizar a família, agora temos a ameaça da...possibilidade de...piolhos!!
E de onde poderão vir? Da creche, claro!
Se ontem me foi dito em jeito de segredo, hoje estava um papel bem grande à porta da sala do filhote, em letras grandes e de cor vermelha: "Há piolhos na sala!"
Deus me livre!!!

Lavagem...também cerebral!

Novamente, enquanto o mais pequeno toma banho...
Papá - "Sporting é...?"
Filho - "Miau!!"
Papá - "Benfica é...?"
Filho - "Fixe!"
Papá - "Porto é...?"
Filho - "Buuuu!"
(convém salientar que o Rabuja é sócio do Sporting desde que nasceu...)

Conversas entre os homens da casa!

Conversa entre os dois homens da casa, emquanto o mais pequeno toma banho.
Papá - "Quem faz có-có-ró-có-có?"
Filho - "A gainha!"
Papá - "Quem faz miau?"
Filho - "Gato!"
Papá - "Quem faz ão-ão?"
Filho - "Cão!"
Papá - "Quem faz ió-ió?"
Filho - "A mamã!!"
(não sei se ria ou se chore!..."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

E não há três sem quatro!

E pensar que a coisa ía ficar por aqui?
Era bom, era!
Agravou-se a constipação que eu tinha, com direito a acordar de noite sem conseguir abrir os olhos tal era a conjuntivite! Sorte a minha conhecer os cantos à casa e conseguir, às 4.30h da manhã, sem chocar com nada, voltar a ver! Irra!
E no Domingo, parecia que tinha levado uma tareia, tal eram as dores no corpo por causa da febre.
Hoje, vim trabalhar, que remédio...

Mas porque é que eu ainda vou na conversa dele?

Copo com água e palhinha, não!
Dá direito a salpicar a casa toda com água e o pior, encontrar o Rabuja em condições de ter de lhe mudar de roupa novamente, acrescido de um ralhete.
Resultado, uma birra de baba e ranho que durou quase meia-hora!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E como não há duas sem três...

...estou também com uma conjuntivite.
Phonix! (não é asneira, pois não?)

Debate caseiro

Ontem ao fim do jantar e perante a entrevista que a Ministra da Educação deu na RTP1, eu e o maridinho começámos a conversar sobre este assunto da avaliação de professores e a manifesta intransigência de ambas as partes em ceder um milímetro que seja na sua posição.
Eu tenho uma forma de analizar as questões que me leva a tentar sempre ver o outro lado da questão, e apesar de ser a favor da avaliação de professores, como de todos os profissionais sejam estes públicos ou privados, interrogo-me se este será o método mais adequado ou se não terá falhas na forma como está a ser praticado, uma vez que apresenta tanta contestação.
Verdade seja dita que todos os que são ou já foram alunos, tiveram professores excelentes, médios e maus. Eu também os tive.
O maridinho é mais radical, considerando que a contestação nacional centra-se na não aceitação da avaliação, seja ela qual for.
Falando quer com a nossa amiga educadora de infância quer com a nossa comadre professora do ensino básico, ambas afirmam que perdem muito tempo com papelada e é um método deveras complicado de se pôr em prática.
Desconheço totalmente para tomar uma posição de defesa quer para um lado, quer para o outro.
Acho que a Ministra demonstra força em manter a sua posição, uma vez que estamos a falar de um representante do Estado Português e há que haver respeito por ela e ser firme das tomadas de posição.
No entanto, considero que tem de ter também abertura para o diálogo com esta classe profissional e manter em cima da mesa a possibilidade de alterações a este método de avaliação.
Os professores foram em tempos idos uma elite do funcionalismo público. Horários mais reduzidos que os restantes, remunerações agradáveis, um sistema de saúde aparte do SNS e progressão automática na carreira, dias de férias acrescidos pelos anos de carreia, etc, situações que um trabalhador por conta de outrém no sector privado não tem nem nunca terá.
Houve mudanças e perderam algumas das regalias inerentes à sua condição profissional. Se por um lado considero errado porque ninguém gosta que lhas retirem, por outro lado acho bem a aproximação de ambos os sectores porque somos todos portugueses.
O que é errado na contestação dos professores é o estarem a prejudicar os alunos mesmo que indirectamente, porque o estão, é o facto de arrogantemente irem contra uma decisão do Estado Português que (e agora citando o maridinho: "O Estado Português é a entidade patronal dos professores") não pode de ânimo leve ser rejeitada, e acima de tudo, não fundamentarem de uma forma clara, simples e objectiva as razões porque são contra este método de avaliação.
Enquanto isso não acontecer, não terão o apoio dos pais e encarregados de educação e dos restantes trabalhadores porque o que sobressai é a profunda desigualmente que existe entre os professores (e restantes funcionários públicos) e os outros do sector privado.
Vamos lá ver, se eu disser è entidade patronal que vou fazer greve por melhor salário, sou despedida; se eu disser que não faço determinado trabalho, sou despedida; se eu afirmar que não concordo com a forma de gestão da gerência, sou despedida; e se eu lhe disser que pretendo mais regalias sou despedida.
É preciso entendimento porque como mãe quero que daqui a uns anos quando o meu filho for para a escola primária tenha excelentes professores que o ensinem e acompanhem a sua aprendizagem da melhor forma possível.
Se o método permitir separar o trigo do joio, acho muito bem. Se fizer descriminações, acho muito mal.
O resultado que se pretende é bons profissionais no ensino.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Se me saísse o euromilhões...

Com a tentativa de mudar de casa, mesmo com a crise e condições financeiras mais ou menos adversas, impõe-se outra procura para minizar o custo mensal da creche do filhote.
Está numa privada porque, apesar de conselhos em inscrevê-lo ainda antes de ter nascer, acabei por apenas conseguir vagas no privado, mas gosto da escolinha que frequenta.
Agora com a aproximação dos 3 anos (ainda agora fez os 2, mas isto tem de ser por antecipação), já ando a pensar e ver uma escolinha estatal.
E começou o drama!
Contactei uma estatal perto do local de trabalho, expus a situação mas disseram-me logo que não iria entrar por causa da idade. Ou seja têm prioridade os de 5 anos, depois os de 4 e assim sucessivamente. Podia inscrevê-lo na mesma, em Janeiro, reinscrever todos os anos até ter vaga. Ou seja, e pelo andar da carruagem, só aos 5 anos é que consigo.
Existe outra perto do local onde moramos, muito boa segundo indicação da minha amiga educadora de infância, mas aí tenho o problema do prolongamento não ser suficiente para a hora que saio. Só consigo ir buscar o filho por volta das 19.00h. Que JI está aberto até essa hora?
Seja como for, decidi que vou lá em busca de mais informações.
O drama de quem procura ter o filhote bem, num local seguro e compentente mas que se vê confrontada com obstáculos de idade e horarios.
Obviamente que onde está, o Rabuja está muito bem. E está garantido o seu lugar até entrar na primária.
Só não sei se haverá compabilidade entre a escolinha privada e um empréstimo para mudarmos de casa.

Não vai lá nem com cantigas!

Haverá alguma forma de conseguir evitar uma guerra para pôr as gotas Clorocil e o soro no nariz do Rabuja sem ele gritar, espernear, chorar e e outras acabadas em -ar?

Aos poucos, vou lá

Alterei o sistema dos jantares.
Preciso de sentir que somos uma família e não três seres que para ali andamos, sendo um deles, pequeno e completamente dependente dos outros dois.
Como o miúdo tem de jantar o mais tardar às 20.00h, nóis papás é só às 21.00h pelo que passámos a jantar na cozinha e a maior parte das vezes o piolho quer estar sentado na cadeira dele, a brincar com os nónis e a petiscar do nosso jantar.
Ontem trouxemos a caixa dos carrinhos e mal se andava naquela cozinha tal era o tráfego! Parecia a IC19 à hora de ponta, num dia de chuva! Mas fica junto a nós e deixa-me ter uma refeição mais descansada.
Mas acho que assim é melhor e estou mais satisfeita!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Custa demais

Ficou a chorar na creche, sentido...
Vim embora com as lágrimas a quererem cair...

Já ralha como gente grande!

Entende tudo, fala tudo com aquela vozinha de rapazinho de 2 anos, doce, e com palavras que me enchem de orgulho e outras tantas que me fazem rir de "inventadas".
Uma curiosidade extrema em saber o que os papás estão a fazer e repete para melhor compreensão.
Uma interrogação constante sobre "que é ito?". E vai aprendendo cada vez mais e melhor.
E também ralha connosco. O que me deixa deliciada ao ouvi-lo.
"Mamã, ai, ai, ai! Banco dóidói. Não faz icho!. Ai, ai, ai!" (isto porque ao afastar um banco da cozinha para ele não se magoar, este desiquilibrou-se e tombou...)

Miséria?

Ontem à noite observei uma situação que apesar de quase diária, desta vez não fiquei indiferente. Tocou-me.
Na localidade onde moramos, existem contentores do lixo em todas as ruas. É normal verem-se adultos a remexer o lixo à procura de algo que lhes interesse, sejam tampas das embalagens de plástico, sejam restos de pequenos electrodomésticos para lhes retirar os fios ou verificarem se ainda têm aproveitamento, sejam objectos que deixaram de ter utilidade aos seus antigos proprietários, mas há quem, ou por necessidade ou mania ou tara remexe no lixo em busca disso mesmo.
Ontem observei duas mulheres jovens, não mais de 30 anos, uma delas grávida, acompanhadas de uma criança com idade entre os 4 ou 5 anos, e uma outra talvez com 2 ou 3 anos num carrinho de bebé. Se bem que estando bem agasalhadas, fez-me muita confusão andarem na rua aquela hora da noite, ao frio, a tocaram no lixo dos outros. Não percebi a nacionalidade delas. E digo isto porque as duas jovens ao falarem uma com a outra, pareceu-me não ser português.
Encontraram uns enfeites de Natal que deram à criança mais crescida (com todos os perigos de ter estado dentro de um contentor do lixo sujeito a todos os virus e bactérias e fungos) e pegaram em dois sacos que me pareceu terem fruta (em que estado de conservação estaria não sei).
Recolhi-me para dentro de casa porque realmente não consegui olhar mais para a situação e passava-me muita coisa pela ideia. Uma delas, o que reservaria o futuro...
A miséria humana é aflitiva...

Não há uma sem duas!

A modos que a constipação do meu Rabuja está controlada, o que me deixa muitíssimo satisfeita. O que agora apareceu, porque tudo tem de acontecer ao mesmo tempo não dando descanso ao filho e papás, foi uma conjuntivite. Muito provavelmente por contágio, uma vez que, à conversa com a auxiliar da sala dele da creche, andam todos assim.
Valha-nos que andam todos com o frasquinho das gotas, por isso, tudo em tratamento. Menos mal.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Estamos todos...

constipados. Com o filhote a melhorar à força de soro e vapores, temos agora o papá e a mamã à mercê do vírus.

Como é que é possível?

Há coisas que não têm explicação.
Após eu marcar uma visita a um imóvel para este Domingo, fomos ver uma casa que já tinha sido visitada pelo maridinho e pelo meu pai e tinham chegado à conclusão que não valia a pena.
Isto é pontaria negativa e acho que esta semana vou jogar no euromilhões!

Mami e Papi

Há quase um ano que não nos visitávamos. Aconteceu este fim-de-semana.
Os tios Cristina e Helder deram uma passagem lá por casa para ver o sobrinho Rabuja.
São muitas as saudades de estar com eles, de conversar e rir com eles.
Já passaram 14 anos de muita partilha, muita amizade.
Talvez sejam as pessoas que melhor me conhecem.
A entreajuda e disponibilidade sempre foi infinita.
E pode passar mais um ano apenas com conversas ao telefone, que reciprocamente estaremos sempre uns para os outros.
Porque amizades verdadeiras são assim. Não se exige absolutamente nada, não há interesses secundários, não se dá porque se recebeu.
E ao olhar para trás, conclui-se que nunca houve uma discussão, uma zanga, uma má interpretação. Nada. A não ser uma amizade sincera e para sempre.
Gostava que um dia o Rabuja sentisse e apreciasse e soubesse preservar uma amizade assim. è talvez um dos valores mais importantes da nossa vida.
Miga, adoro vocês!

Tempestade

Às vezes temos brigas.
Há palavras que se dizem e são injustas e egoístas.
Depois, sabendo como funciono, remeto-me a um silêncio doloroso e vem a tristeza e o pensar a mil a à hora de tentar resolver as coisas. E choro.
Temos sempre de nos pôr no lugar do outro. Faço vezes demais isso. Sempre o fiz. Mas termino dando a volta por cima. O que não pode de forma alguma acontecer é a desilusão.
Passam as horas, e o ambiente retorna à normalidade. A pouco, a apalpar terreno.
As causas são mais tarde analizadas e discutidas. Como sempre. Quando o espírito estiver mais calmo.
Porque a conversar é que a gente se entende.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Sinónimos

Tafufas!

Há muitos cinzentos nesta vida...

Quando não se tem lugar próprio ou facilidade em estacionar, quando se tem uma criança de 2 anos connosco, quando estamos perto da hora dessa criança jantar e quando se está em plena época do frio, o primeiro lugar disponível, mesmo interdito pela lei, serve para estacionar a viatura.
Quando se vivia sozinha, a trabalhar durante o dia e a estudar à noite, a precisar de chegar a casa pelo cansaço e fome por serem 22.00h, podia-se perder quase uma hora a procurar um lugar para estacionar o carro, mesmo gastando combustível, e estando calor ou frio.
Quando algo corre mal, recorremos a quem nos pode ajudar, seja em que área for, seja quem for o potencial ajudante. Eu funciono assim. Ajudo sem olhar a quem, recorrendo a quem conheço.
É incorrecto?
Tenho um grande defeito. Não suporto ver amigos com problemas e não tentar ajudar.
Talvez seja por isso que tenha levado tanta sapatada na vida.

Preferências...

Algo está mal quando o filhote prefere jogar à bola com a mamã...em detrimento do papá.

Chamada de atenção ?!

Ía-me passando com a forma como as auxiliares da creche do meu Rabuja falaram sobre a situação dele ontem ter tossido bastante durante a sesta. Ora bem, se o menino não perdeu o apetite, se continua bem disposto e a fazer as suas traquinices habituais e outras novas, se acima de tudo não tem febre, apresentando os sintomas de secreções transparentes que vêm do narizito e escorrem para a garganta levando-o a tossir, vou a correr ao pediatra e dar-lhe medicamentos? Não me parece.
Deu ideia, ou pelo menos foi a sensação com que fiquei, que estava a ser mãe desnaturada e a não tomar os devidos procedimentos para ajudar a aliviar os sintomas do meu filho.
Quando está deitado, é natural que a tosse seja mais frequente. Eu que o diga pois esta noite dormi com ele para o vigiar. E dormi é apenas uma expressão bem longe da realidade.
Parece-me estar a fazer o correcto colocando-lhe soro, assoando-o e fazendo-lhe inalações.
Tomara eu que houvesse alguma receita milagrosa para fazer desaparecer em segundos mais esta constipação do meu filhote!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ilegalidades?

Tendo o meu pai conhecido milhares de pessoas, ok, centenas é mais verdadeiro durante o período em que trabalhou na restauração, nada como lhe contar, meio a choramingar que fui multada e agora, o que é que faço, etc e tal.
Lá disse que iria falar com não sei quem, mas que agora entra tudo no sistema informático mais depressa, e vamos a ver.O que me interessa é ver se o não sei quem (não posso por aqui o nome, certo?) consegue apagar, retirar, eliminar, a matrícula da nossa carrinha do sistema deles. O resto, é conversa.
Tráfico de influências? Corrupção? Pode até ser. Mas se me poupar os €60,00 tou nem aí!

Caça à multa!

Furiosa!
Completamente descabido!
Se os apanhasse à frente, nem sei o que lhes fazia!
Multa por estacionamento indevido. Isto às 21.30h, por denúncia, enquanto vestia o pijama ao Rabuja. Nós e mais uns quantos. Os tipos nem demoraram mais do que 10 segundos a por o papelinho branco nos vidros das viaturas. Foi sairem do carro e já tá!
Tá certo que a carrinha estava mal estacionada, em cima da passadeira, mas lá, onde moramos, à noite, é assim que funciona. Todo e qualquer espaço livre, incluindo passadeiras e curvas, servem de estacionamento durante a noite porque sendo uma vila com imensos habitantes, a coisa funciona assim.
Durante o dia, o estacionamento faz-se dentro da lei, até porque os fiscais andam sempre em cima do acontecimento. Mas durante a noite, sempre houve um "entendimento" entre os moradores e as autoridades relativamente a esta situação.
Em 6 anos que moro ali nunca tinha acontecido tal coisa!
Claro que não a vou pagar! €60,00 é dinheiro que preciso para coisas bem mais importantes. Esperamos uma amnistia qualquer e está o assunto arrumado.
Caça à multa como se pode concluir, em vésperas de época festiva!

Voltaram os amiguinhos do Inverno

Como as coisas até andam de feição e como não tenho mais nada com que me preocupar, eis que temos o nosso mais-que-tudo filhote novamente constipado do nariz e cheio de tosse. A noite foi porreira, como se pode calcular. Mas se a coisa, o raios partam o vírus, não avançar para mais lado nenhum, pode ser que se consiga controlar apenas com soro e vapores. Pena foi a dita engenhoca ter avariado e toca de voltar ao método da minha mãe, ferver água e estar com ele bem seguro a receber os vapores e evitar consequências escaldantes.
Já disse que odeio o Inverno?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A motivação perdeu-se

Podia ser pior.
Mas também podia ser muito melhor se houvesse justiça entre o trabalho e a responsabilidade que se tem e o valor pago por esse trabalho.
Há dias em que sinto a maior das desmotivações, a injustiça e a falta de compreensão de quem manda.
Como é possível não se aperceberem que o valor recebido é completamente desproporcionado e desajustado quer ao trabalho realizado, quer ao custo de vida? Como é possível ser-se tão cego perante uma evidência tão profunda?
Normalmente há hora do almoço vou dar uma volta para apanhar ar e ver algumas lojas aqui perto. Acabo com frequência por comprar alguma coisa para o filhote, seja uma peça de roupa, seja um brinquedo. Este mês, com o pagamento da prestação de Agosto da creche e o pagamento da nossa quota das obras no prédio, foram mais €250,00 extra orçamento que me levam a permanecer no escritório à hora do almoço. São 9h30m aqui neste espaço. Contenção de custos e todos os dias oiço os milhões gastos pelo Estado inutilmente e entregues a inúteis.
É de uma pessoa querer iniciar mais uma revolução neste país, que sinceramente, acho que já tarda.
Não há motivação nenhuma em trabalhar a não ser concluir as tarefas para evitar consequências.
Hoje estamos muito protestantes.

Continuamos à procura...

Continuamos a pedir contactos de imobiliárias. Vamos pesquisando na net casas de preços acessíveis (embora não saiba muito bem como o iremos fazer), usadas mas em bom estado de forma a tentar o mais rapidamente possível solucionar a questão da falta de espaço. É difícil. Temos de vender esta. A crise financeira é real e vai demorar. Mas é impensável comprar sem vender. E nem sabemos muito bem como fazer para dar a conhecer que temos uma casa para vender. Por intermédio das imobiliárias é uma forma. Mas fico sempre de pé atrás.
E com a aproximação do Natal, já me estou a ver a braços com brinquedos e coisas para o filhote e não saber onde os arrumar, sem andarem espalhados por todo o lado.
Onde é mais barato, fica longe dos respectivos empregos e acresce o custo das deslocações. Onde estamos a procurar até que acabam por ser relativamente acessíveis, mas e conseguir um comprador para a nossa?
Às vezes, só me apetece deitar fora metade do que tenho em casa...

Obrigado, Tia Filipa

Esta rabugice é para agradecer à querida Amiga Filipa todas as suas visitas e miminhos a este cantinho do meu filhote. É que já somam mais de 100, que é um número bonito e redondinho.
Presença regular e com pachorra para ler o que escrevo, que vale o que vale para mim e futuramente ao meu filho.
Obrigado Tia Filipa!

Privatizar? Não!

Lamento as privatizações.
Lamento que já não possa seguir algumas histórias que me faziam rir e outras quase chorar.
Mas acima de tudo lamento a restrição, a cerca que começa a colocar-se nestes espaços, o arame farpado para impedir intrusos. A liberdade é preciosa, a liberdade de expressão é tão valiosa quanto a própria vida. O que aqui acontece acaba por ser reflexo dos nossos receios e medos, da forma como se vê a vida. Receios do próximo, inseguranças escondidas.
Tenho bem presente os perigos e obviamente não quero nem permitirei que aconteça algo ao meu Rabuja. Mas o real. O palpável.
Compreendo, mais ou menos. Talvez a moderação de comentários fosse suficiente, não sei.
A blogosfera, que é como se designa este mundo virtual, começa a perder o seu sentido de liberdade na leitura e escrita. E não era esse o seu intuito?
Comentar, deixar miminhos, ou um breve olá, depende muito do tempo que se tem e normalmente faz-se no local de trabalho porque a chegada a casa com os filhos é uma trabalheira e o cansaço esgota-nos.
Entendo que se goste de ter visitas escritas. É como ter o Livro de Convidados numa festa e ao desligar das luzes, sentarmo-nos calmamente a ler um escrito de quem por lá passou. Esses bombons sabem sempre bem. Mas é esse o objectivo?
Quero um mundo livre e sem restrições de espécie alguma para o meu Rabuja. O respeito pelo próximo devia chegar para evitar intromissões indesejadas. Sei que não funciona assim, mas educarei o filhote para que entenda a diferença. O respeito pelo outro devia chegar.
Gosto demasiado da liberdade para limitar este espaço. Detesto a censura.
Se houver alguma corrente de ar mais fria, olha, paciência, apaga-se ou não se liga.
Este cantinho do Príncipe Rabuja continuará livre, de portas e janelas abertas.

Espírito de larápio

5 h da manhã, noite ainda, silêncio absoluto em casa e acordo com o Rabuja a brincar com um boneco que conseguiu alcançar sem derrubar absolutamente nada da mesa de cabeceira. É impressionante a ligeireza com que faz estas coisas e andava eu toda contente por este miúdo estar a dormir melhor.
Para a próxima, fico calada e não comento estes raríssimos milagres de dormir toda a noite.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Sem o Rabuja

Passou-se o fim-de-semana sem o Rabuja, mas com ele sempre no pensamento, a falta do riso, a ausência de o ver mexer em tudo.
Cortou o cabelo mas ficaram os caracóis. Está lindo o meu menino! Ar de rapazinho, carinha de sorriso meigo mas um constante olhar de traquinas.
Passou bem em casa dos avós. Fez o que quis, dormiu bem e comeu ainda melhor. Passeou com um e com o outro, à vez.
Nós?
Bem, mais namorados, menos stress, refeições pausadas a saborear e conversas sem ser olha o miúdo! ficas de olho nele?, etc...
Começámos o TPC da creche que consiste em pintar um Pai Natal. Isto à noite, depois de um jantar super.
De vez em quando, assim será feito, o Rabuja passa o fim-de-semana com os avós.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fim-de-semana sem o filhote

Este fim de semana o filhote vai passá-lo com os avós. Pediram. Porque tinham saudades. O Pedro adora estar com eles.
Andei toda a semana a pensar se o deixava lá passar a noite de Sábado. Pensei. E senti já as saudades de não o ter em casa de um dia para o outro.
Penso se não estou a ser mãe desnaturada, egoista.
O filhote é muito, mas mesmo muito agarrado a mim, à mamã. Adoro isso. Faz-me sentir que apesar do pouco tempo que estou com ele, o Pedro sabe que a mãe está ali, que pode correr para mim, que o abraço e beijo e dou colinho. Mesmo quando me segue e repetidamente me chama quando desespero por fazer o jantar.
Mas também sei que eu e o maridinho precisamos de umas horas só nós. Os dois. Sem stresses.
E poder dormir toda a manhã de Domingo.
Acabei por concordar, mas com peso na consciência.

Birra monumental

Não têm acontecido mais coisas do que o esperado durante a semana e os fins-de-semana decorrem com uma previsão resultante da programação de despachar o que há a fazer para manter tudo organizado para a semana.
Nota de registo é mesmo o crescer do Rabuja que agora deu em refinar as birras quando a coisa não anda ao gosto dele. No sábado passado fiquei...quase sem reacção ao vê-lo berrar, espernear, morder as mãozitas tal era a fita que nem soubemos ao certo o motivo para tal. Ralhar, ameaçar com castigo, pô-lo na caminha dele para ver se acalmava, ignorar, nada disto deu resultado e confesso que entre a preocupação e o desespero de não saber como acabar com a gritaria, olhava para ele e pensava se era feitio, se foi atrás do choro e birra, sei lá, ficámos sem chegar a conclusão nenhuma.
Acabou o drama com o papá a pegar-lhe ao colo, mostrar-lhe o almoço e dar-lhe uma passa para ele comer.
Mas agora, volta a meia, ameaça começar cenas deste género quando é contrariado. Tenho mantido a calma, e desviar-lhe a atenção para outra coisa qualquer a ver se a coisa não avança muito e, como estamos apenas os dois até às 21.00h, e tenho sempre coisas a fazer, seria o desastre total.
Não faço a mais pequena ideia se é caractérístico dos 2 anos ou se estou tramada com o feitio do meu filho.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Insólitos (again)

Hoje enquanto conduzia para vir para o trabalho tive de parar num semáforo, e olhei para o lado, para o descampado, lá nas bandas da Bela Vista e vi um cavalo a pastar...um cavalo mesmo!

Insólitos

Ontem quando fui tomar café à pastelaria em frente ao trabalho, ouvi o seguinte comentário de um cliente sobre o frio que se fez sentir: "A Islândia está falida. Este frio deve vir de lá. Já não têm mais nada para exportar..."
(Sem comentários)

Mas qual é a novidade?

....de o meu Rabuja estar constipado? Hein?
Nenhuma, claro!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Parabéns, meu Amor...

Quero dar-te o Mundo e a Lua, o Sol e as Estrelas.
Quero os teus dias com sorrisos e gargalhadas, com doçuras e mimos.
Quero as noites com ternuras e confidências.
Quero amar-te ao limite e para além dele.
Quero a Vida toda contigo, eternamente e para todo o sempre.
E um dia, quando formos velhinhos, sentados num qualquer banco de jardim a olhar o rio, de mãos dadas, olhar-te e dizer-te "Amo-te Muito, meu Doce Amor!".
Feliz Aniversário, maridinho!

Estamos a modos que...

Recuperei do que me pôs doente.
Temos o nosso Rabuja constipado, mas com apetite embora muito choramingas hoje de manhã.
Só me apeteceu dar-lhe colinho e ficar com ele o dia todo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estou que nem posso!

Estou um caos. Uma indisposição tremenda atacou-me ontem ao fim da tarde que me deixou de rastos.
Já não me lembrava de me sentir assim tão mal há bastante tempo. Não sei se foi alguma coisa que comi ou se é algum virus maluco que me anda a chatear.
A verdade é que hoje estou no trabalho quase sem forças para nada. Tenho frio e só me apetece estar deitada.
Vou estar a contar os segundos que faltam para me ir embora!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Doentinho

Mais murchinho, mais pedidos de colinho, mais minutos deitado no sofá a ver os "necos" da TV.
Jantou pouco, de empurrão.
Uma hora mais tarde, vem a justificação: está doentinho da barriga com direito a "prenda" durante a noite.
E temos o narizinho com mais ranhoca do que o normal...
Filhote, faz um favor à mãe, sim? Fica bem depressa!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Desencontros

Andamos desencontrados às refeições e gostava de criar a rotina de jantarmos todos juntos.
Com o papá a chegar a casa perto das 21.00h, não posso fazer o Pedro esperar tanto tempo para jantar. Mas custa-me muito dar-lhe o jantar e vê-lo a tomar a refeição sozinho, mesmo eu estando ao lado dele. Não é a mesma coisa.
Somos uma família e deveríamos de poder estar como tal.
Não sei muito bem como resolver isto, a não ser dar-lhe uma peça de fruta ou a sopa à hora dele jantar e depois aguardar para jantarmos todos juntos.
Mas depois receio que ele comece a achar que já jantou e não coma mais nada...
Estou a precisar de uma ideia bem luminosa para resolver esta situação sem o prejudicar.

Hobbie: precisa-se

Tem sido uma semana bem calminha aqui no escritório, o que é excelente pois com o aproximar do fim do mês, multiplicam-se as coisas a fazer e é já para a semana.
Em oposição do esforço caseiro que só parece aumentar de dia para dia.
Tenho cá andado a pensar que preciso de me concentrar num hobbie como escape de todo este stress. Gostaria de voltar às pinturas, mas para isso é necessária boa luz e muita tranquilidade, o que impede o seu regresso, pelo menos, para já.
A leitura, desde as férias que não leio nada a não ser as notícias no site do sapo pois em casa, o canal Panda apoderou-se da TV e parece ter bloqueado naquele canal.
Gostava de fazer um quadro em ponto cruz para o Pedro, mas realmente à noite, durante a semana, assim que o Rabuja adormece só me apetece ir para o vale dos lençóis. É incrível, mas mesmo a ver uma série qualquer na TV, se me ponho numa posição mais confortável, adormeço no sofá...isto está mesmo agreste!
Mas preciso mesmo de algo e que me motive a ir até ao fim. Só ainda não descobri o quê.

É só tretas

Ontem o fim de tarde e a noite do Rabuja não foram das mais fáceis.
Zanguei-me com ele por continuadamente mexer onde não deve (desta vez eram as cebolas que andaram a passear pela casa), jantou pouco, voltou a escorregar para o chão porque decidiu brincar deitando-se em cima de um saco de guardar a roupa de Verão dele e deitou o leite da noite todo fora e isto porque o papá armou-se em treinador e começou a brincar com as pernitas dele, a fazer a "bicicleta". Claro, agitou tanto o miúdo que quando este estava a bebê-lo, deve ter-se sentido mal-disposto e vai de brindar o sofá (o desgraçado anda na mira das más disposições do Rabuja), o chão, o tapete, e eu!
Só sei que quando acho que o dia finalmente acabou, ainda há-de sempre acontecer mais alguma coisa!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Estatelou-se no chão

O Rabuja está tão teimoso, tão teimoso, e tão teimoso que ontem à noite, depois de jantarmos e enquanto arrumávamos a cozinha, decidiu subir novamente para cima da mesa da sala, a que serve de apoio ao sofá, desiquilibrou-se e estatelou-se no chão!
Ouvi um barulho e pensei de imediato: "Pronto! Caiu!"
E sai uma choradeira que só visto. Não, só ouvindo porque berrava! E não é que se tivesse aleijado, porque o revirei de uma ponta à outra e não lhe encontrei absolutamente nada. Deve mesmo ter sido o susto!
Por mais que nós o avisemos, este miudo não aprende!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sê benvindo, Francisco!!

Nasceu o filhote do padrinho do Pedro!
O Francisco inicia agora a sua vida cá fora e desejamos que seja repleta de saúde e muita felicidade!
Parabéns aos recém papás Luís e Ana!

Estamos em guerra com a PT

Ando em "guerra" com a PT há mais de 3 anos.
Quando fui morar sozinha para esta casa onde agora estamos, mudei os contratos todos para meu nome, aderi ao serviço da TV Cabo e tentei alterar o titular do contrato da linha telefónica para meu nome uma vez que o titular era o senhor que lá tinha vivido e ao qual o meu pai comprou a casa.
Mas o dito senhor faleceu já vai um horror de anos e dada a exigência dos senhores da PT em obter-se uma certidão de óbito para alteração do contrato, não se esteve para isso e as facturas foram sendo pagas sempre com a titularidade de um senhor já falecido, o que não deixa de ser um tanto ou quanto esquesito.
Tentei inúmeras vezes que fizessem a alteração por telefone, liguei diversas vezes e nunca consegui nada.
Agora, pensámos em aderir ao serviço telefónico da Zon, uma vez que temos a TV e Net deles. Vinha tudo na mesma factura e acaba por ser mais barato.
Vai daí que mais uma vez e sem sucesso pedi para acabar com o contrato com a PT.
Mas eles são teimosos e dizem que não. Não alteram nem terminam o contrato sem a bendita certidão de óbito. E eu que não estou para gastar dinheiro nisso? E eu que já não os aguento a forçarem-me literalmente a permanecer vinculada a eles no serviço telefónico? Mas não quero!
Considero de uma arrogância extrema a actuação deles. Se eles são teimosos eu também sou. Quando quiserem o pagamento das facturas, que falem com o titular do contrato no Além.
Interrogo-me se haverá legalidade nesta situação de não satisfazerem o meu pedido?
Agora, tomámos uma decisão e actuámos.
Não pagamos mais nenhuma factura e enviei um fax a dizer que não quero mais o serviço deles e para agendarem a retirada da linha e telefone e tudo o mais que for deles.
Entretanto já está marcada a intervenção técnica da Zon para instalação da linha telefónica deles.
Haja pachorra!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O Sul

Tenho a sorte, sim que eu considero sorte, de não pertender apenas a um lugar. E gosto que com o Pedro assim seja.
Que este miúdo pertença a tantos lugares como à cidade que o viu nascer. Ou que estas terras lhe pertençam.
A capital de onde sou está-me no coração até ao fim dos meus dias. É uma cidade que me fascina pela luz que este rio permite iluminar cada prédio, cada rua, reflexos nas janelas sejam antigos ou modernos.
À beira-rio, com espaços verdes ou os contentores vindos dos grandes barcos de mercadorias, o sol espelha na água a alma desta cidade que embora pese a confusão e ausência de ordenamento, é das imagens mais lindas e com cores que ainda não encontrei em mais cidade nenhuma.
Mas também sou de outros lados. Da zona Oeste e do Alentejo.
O mar com águas mais frias e nervosas, inconstantes, o nevoeiro que desde que me recordo em adolescente de só desaparecer com o início da tarde pela força do calor, as chuvadas de Verão que impregnavam o ar com aquele cheiro a terra molhada fazem também parte do que sou e das minhas origens.
Mas o Alentejo, com aquela imensidão de terra a perder de vista, o calor sufocante no silêncio da tarde apenas interrompido pelo falar das cigarras ou dos grilos, as praias ao logo da Costa Vicentina até à próxima província estará eternamente no meu coração e nas minha memórias.
Desde sempre que aquela terra esteve em contradição dentro de mim: ora se em mais pequena a detestava por nada haver para fazer, ora a adorava e saudosamente a revisitava já em adolescente e adulta, independente de terceiros.
A família do Sul é extensa. Há tios e tias e primos e primas em segundo e terceiro grau que vão agora falecendo por força da idade. Pessoas que não recordo de alguma vez ter visto ou falado, embora o meu pai diga que sim. Talvez quando eu era pequena e a cidade era tudo para mim e passava-me completamente ao lado esses familiares das aldeias caiadas de branco e ligados à terra que pouco ou nada dava.
Há uma casa de uns tios lá para a zona de Santiago do Cacém que está desabitada e a morrer. Como os seus anteriores proprietários.
"O que achas do valor? Vende-se? ainda se todos vivêssemos aqui..." Pois é, vende-se.
Mas os sonhos misturam-se com a memórias ainda muito presentes, e apesar de afastada alguns kilómetros da praia, e houvesse possibilidade de trabalho para ambos, iríamos viver para lá.
E com a necessidade cada vez maior de espaço para o filho, penso muito em qual a melhor opção.
Não sou assim tão destemida ou corajosa para mandar tudo ao ar e depois logo-se-vê o que acontece. Já assim pensei. As responsabilidades e preocupações levam-me a ponderar muito bem em tudo, em todos os passos e decisões que eventualmente dê.
Conheço muito bem aquelas praias de Melides, São Torpes, Porto Côvo, e V.N. de Milfontes, a Logoa de Santo André. Perdidamente apaixonada por praia, pelas águas mais quentes e transparentes, pelo calor da areia, por aquela luz que mais que tudo descansava corpo e alma.
O filhote gosta de praia. Nota-se. Está-lhe no sangue como em mim.
E espaço. Muito espaço até de sobra.
Sei que não ficaremos aqui para sempre. Sei que não está escrito nas estrelas ficarmos na cidade.
Só ainda não decifrei se estaremos reservados para o Centro ou se para o Sul.

Detalhes

Há certas características da tua personalidade que ainda não sei muito bem se serão feitio ou se desaparecerão com o teu crescimento.
A teimosia é realmente uma das que, mesmo sabendo que quer os teus pais quer os teus avós e tia o são, deves realmente ter concentrado em ti doses industriais da mesma porque me consegues tirar do sério.
Seja o que for que eu digo, não o fazes e acabamos cada um a puxar a brasa à sua sardinha, acabando eu por ter de ralhar contigo.
Desafias e contrarias com um sorriso que me desespera por não me obedeceres!
Começas aos poucos a entender o sentido de certas coisas, aquelas de causa-efeito e essas são importantes para a tua integridade física, ou seja, sabes que se caires fazes dói-dói. Mas a verdade é que fazes, teimas e voltas a fazer precisamente o que te pode magoar e lá tou eu a ralhar contigo, porque de outra forma não vais lá.
E se por um lado sinto um secreto prazer por estares tão agarrado à mamã, por outro não me libertas para fazer o que inevitavelmente tenho de fazer semanalmente ao fim do dia, ou seja o jantar, apanhar roupa, por a máquina a lavar, etc. É doloroso ver que me queres a teu lado todo o instante (e sei que o precisas e muito) e não poder estar todo o tempo a brincarmos ou simplesmente a ver os bonecos na TV ou a fazer desenhos que começas já a apreciar.
Mimos. Muitos. Tantos que toda a gente consegue perceber. Mas eu sempre disse que te iria mimar até à exaustão porque é muito breve o tempo em que os vais querer. Daqueles que quase nos sufocam. Daqueles que nos ficam na memória mesmo quando ainda não temos percepção desse sentir.
Preciso que sintas esse amor e carinho (talvez porque eu não o tive de ambos os lados).
Não consegues ficar mais do que 10 minutos a brincar seja com o que for. Total dispersão pelos mais variados brinquedos. Ainda não descobri o que realmente te faz parar um pouco. Não sei se ainda és muito pequenino para isso ou se será a tua forma de ser, assim, disperso.
Carrinhos, desenhos, peluches, bonecos na TV, brinquedos didáticos, nada te prende a atenção por mais de 10 a 15 minutos. E depois, voltas-te para coisas que constituem perigo, que te podem magoar, que são coisas de adultos.
Preciso de tempo! Preciso de tempo para simplesmente estar contigo...

A noitada de sábado

Para além da chuva torrencial que assolou algumas cidades deste país e à qual também não escapou onde moramos, o registo deste fim-de-semana vai para a noite de sábado para domingo em que a partir das 4.00 da manhã não me deixaste dormir.
É incrível a quantidade de situações que te fazem acordar e consequentemente levantar-me para saber o que se passa contigo, filho.
Ele foi pedir leitinho, ele foi um dói-dói no dedo, ele foi o não saberes da chucha, ele foi sei-lá-mais-o-quê!
Por três vezes leve-te comigo, ao colo, para a sala e estavas tão disperto como se fosse dia!
Sentei-te e sentei-me ao teu lado, perguntei-te várias vezes se querias ir fazer ó-ó na tua caminha e tão depressa me dizias que sim, como não. Não sei mesmo o que te leva a acordar tantas vezes de noite e quase todas as noites. Estejas bem ou com alguma coisa, o resultado é sempre o mesmo: não existem noites em que durmas de seguida.
Nem tu, nem eu, Pedro...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Visita imobiliária

Ontem tivemos a primeira visita de uma agente imobiliária na nossa casa. Muito simpática, muito "vendedora" como todos os profissionais desta área.
Deixei bem claro as nossas pretenções e opiniões sobre a situação. Nada de exclusividade que é um erro crasso para quem quer vender casa, nada de comissões excepto o que lhes for devido no caso da casa ser vendida.
Hoje vamos ler muito bem esse contrato para não dar barraca mais tarde.
O filhote portou-se muito bem enquanto a senhora lá esteve, mas virou a carinha quando se meterem com ele. Nada de confianças a estranhos! Até me deu vontade de rir! Sai mesmo à mãezinha dele!!
Este sábado vamos ver uma casa T2 com um quintal que seria o ideal em termos de topologia. Penso muito nesse espaço ao ar livre pelo Pedro, e às vezes já sonho com o Verão, churrascos, sol, ele a andar na "mota gande".
Sonhar é tão bom!
Vamos a ver se conseguimos tornar realidade este sonho.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"Houston...we have a problem!"

Prontinhos para sair de casa, eu e o Rabuja que por sinal acordou muito bem disposto e cooperante. Pegar em tudo o que tinha arrumado (não fosse esquecer-me da minha mala novamente) e pegar nas chaves do carro e casa. Chaves do carro, check! Chaves de casa...chaves de casa...not check!
Procurei, procurei, e voltei a procurar!
Começo a ficar novamente panela de pressão por não encontrar o raio das chaves!
Toca o meu telélé. Era o maridinho: "Amor, temos um problema..." Parecia a famosa frase de um qualquer filme americano sobre as viagens à lua: "Houston, we have a problem...".
A sério? Jura? Então diz lá para ver se é o que estou a pensar..."Levei as tuas chaves de casa..." Ora pois então! Agora tou tramada (para não dizer pior!).
Lá terei de ir buscá-las na minha hora de almoço...
Mas porque é que eu não consigo ter um único dia sem qualquer m**** a chatear-me?
Se assim fosse, os dias não tinham qualquer piada, certo, filhote?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma manhã como tantas outras!

Despachar tudo, o maridinho e eu para depois tratar do Rabuja.
Já eram 7.50h quando o fui chamar (o que traduz já um atrazo considerável no meu horário matinal). "Ó-ó..." responde-me ele de olhinhos fechados, agarrado ao Teddy e enroscado sobre ele mesmo. Sai-me um lamento silencioso por lhe impor horários, mas tem de ser.
Mudo-lhe a fralda, visto-o (hoje é dia de ginástica) e levo-o para a sala onde já está a TV ligada no canal Panda. Fica sossegadinho, meio encostado a uma almofada, de chucha e Tété. Preparo-lhe o Nestum, pouco que hoje tou com um pressentimento que o rapaz não quer comer. Sento-o ao meu colo, aconchegadinho a mim, a sentir-lhe o calor...Chegou às meia-dúzia de colheres, não quis mais. Começo a ver a vidinha a andar para trás e a olhar para as horas..."Queres leitinho, Pedro?". Resposta acompanhada de um sorriso: "Xim...". Lá vou a 1000 à hora arranjar o biberon, sento-o novamente no meu colo e começo a dar-lho (isto para ser mais depressa). Hoje o miúdo tá numa de relax e eu cada vez mais a parecer panela de pressão. Ok, ok! Calma! "Queres mais?". "Não...".
Pronto. Lavo-lhe a carinha, troco de peluches (o Teddy não vai para a creche mesmo!), agarro no almoço, na mochila dele e nele e ala para o carro que já se faz tardíssimo!
Ponho-o na creche e cadê a minha mala? Ó céus! Raios partam a sorte! Tá em casa...
A 120 à hora (agora polícia não dava jeitinho nenhum!) dou a volta e vou a casa buscar a mala, pendurada no sítio do costume) e olho pela milésima vez para o relógio. Bem, assim como assim, atrasada já vou eu chegar, resolvo ir tomar o café antes de seguir viagem para o trabalho (se o patrão já lá tiver já não consigo tomar o indispensável café matinal) e sigo finalmente para a empresa.
Mas porque será que quando estamos cheios de pressa só me aparecem atrasadinhos ao volante, na faixa da esquerda e que me fazem parar em tudo quando é semáforo vermelho? Mas esta gente não pode ir passear para outro lado, tipo assim para o deserto ou dedicar-se a pastar caracóis?
E por incrível que pareça, abri o escritório apenas 9 minutos depois das 9.00h.
Vou ficar cheiinha de cabelos brancos!!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Mudar?

Começamos oficialmente a procurar uma casa maior para vivermos.
É tempo de crise, sabemos isso, mas algum dia tem de ser e esperar que isto melhore pode levar tempo e precisamos urgentemente de encontrar uma casa maior para o Pedro ter o seu espaço próprio.
Naõ faço a mais pequena ideia como vamos contornar a situação de conseguirmos pagar uma prestação. Não nos saiu nenhum prémio nem fomos aumentados nem houve redução de custos lá em casa.
Só sei que temos de avançar com isto antes de dar em doida com a falta de espaço e com o Pedro a acordar todas as noites só para ver se a mamã se levanta e dar-lhe a chucha ou o peluche.
Ando a inventar nas arrumações. Cada vez mais tem mais brinquedos e roupa a aumentar de tamanho ocupa também mais espaço.
Temos de vender o nosso T1, que é uma casa em bom estado mas falta-lhe realmente mais um quarto.
Às vezes ponho-me a pensar que há pessoas em situações bem piores e que devíamos dar graças por termos casa e em boas condições e ajuda dos avós do menino.
Mas não chega. E se esperarmos que toda esta crise termine ou venham melhores dias, quanto tempo mais teremos de ali estar?
E penso também, muitas vezes, que apesar de ter emprego estável, recebo um valor equivalente ao da Idade Média que nem dá para as despesas mensais.
E somos poupados pois nem saídas, nem almoços ou jantares fora, nem cabeleireiros frequentes, nem cinemas, nem nada de situações que agora são quase um luxo. Compro coisas para o Pedro mas procuro e comparo muito os preços, quer dos brinquedos quer da roupa. Faço muitas contas à vida durante o mês inteiro. Se ficasse em casa com o miúdo, acabava por ser mais vantajoso economicamente. Mas tanto ele precisa do convívio com outros da sua idade, como eu preciso de estar a fazer algo que evite a estagnação cerebral.
Andamos à procura, a ver, a pensar.
Às vezes, só me apetece dizer umas quantas ao meu boss e fazer-lhe ver a realidade da maioria da classe trabalhadora onde me incluo e ao maridinho e perguntar-lhe como se vive um mês inteiro com aquilo que ele gasta em meia dúzia de refeições que depois é reembolsado pela empresa no final do mês.
Às vezes, sinto o peso de tanta injustiça e custa...
Mas como a tropa manda desenrascar, vamos a ver se conseguimos encontrar um novo lar para nóis 3 e à nossa medida.

Mamã! Deixa Pedro!!

Dei uma bela gargalhada com esta que o meu filho disse, logo pela manhã, quando o tirei da caminha e comecei a vesti-lo!
Devo ser uma mãe muito chatinha!
Mas ontem, quando o tentava ajudar com um brinquedo novo, vira-se para mim, com um ar muito sério e volta a dizer-me: "Mamã! Deixa Pedro!"
Voltei a rir e ele a rir também!

Festa de aniversário em família

Os 2 anos são muito importantes para todos os que te amam, Pedro, e tu és o mais-que-tudo para todos os avós.
Sairam cedo de Coimbra e trouxeram a tua prenda: uma bicicleta do Pocoyo! Não vou esquecer a tua expressão ao olhar para ela, filho. Um misto de contentamento, surpresa, um ar de não-sei-o-que-fazer. Gostaste, disso não há qualquer dúvida!
Veio também a tua tia Cláudia que lá se resolveu a festejar o teu aniversário.
Perto da hora do almoço, chegaram a prima e os teus avós. Faltava a tua madrinha que pouco tempo depois também apareceu e com beijinhos dos Tios Micas e Zé.
Fomos almoçar fora porque em casa não haveria espaço. Correu relativamente bem, sem fazeres grande alarido.
Por volta das 16.00h, chegou o teu padrinho Luis e lá fomos todos cantar-te os Parabéns a você que adoras. O bolo estava óptimo e tinha o desenho do Noddy, o teu actual boneco preferido. Apagaste a velinha e estava um ambiente muito alegre e feliz.
Depois da paparoca já estava a fazer-se tarde e aos poucos começaram a ir embora.
O que fizeste a seguir já eu tinha previsto: mudar-te a fralda e adormeceres em menos de 10 minutos, e isto já eram 18.30h. Passaste um dia inteiro acordado!
Foi muito bom. Foi muito bom ter a família reunida no teu aniversário.

Festa de aniversário

Fazer anos num dia de semana só tem piada pelo facto de estarmos com colegas.
Fica a festa em família reservada para o fim-de-semana.
Na 4ª feira, festejaste os 2 aninhos na creche, todos muito animados, com um bolinho que o teu avô Quim levou e fizeram uma lembrancinha amorosa que vou guardar para quando fores mais crescido veres.
Sei que o dia correu bem pois não consegui não ligar e pedir para te mandarem um grande beijinho da mamã.
À noite, depois de jantarmos, demos-te as prendinhas que não sendo em quantidade, gostaste pois adormeceste agarrado ao popó do Noddy.
Os avós Zé e Rosa ligaram a dar-te os parabéns e os teus padrinhos também. Os teus tios Cristina, Helder e Mafalda telefonaram também para te dar um beijinho e inclusivé quiseste falar com a Mafaldinha!
A festa com todos eles marcada para Domingo.
Por enquanto ainda não entendes o significado de aniversário, apesar de delirares com a canção dos Parabéns a você! Bates palminhas e danças!
Estás a crescer...não há qualquer dúvida!

Consulta dos 2 anos ou 24 meses

Diagnóstico do teu pediatra:
- O Pedro está óptimo!
Intuição de mãe está quase sempre certa e eu sabia que estavas bem, mesmo com a gastroenterite que te chateou durante duas semanas.
Observou-te todo, mediu-te e pesou-te e continuas no teu ritmo de crescimento.
Por enquanto, sais ao lado da mamã, ou seja, pesas 11,200 kg e medes 84,5 cm.
Mas se até fazeres 1 ano eu andei completamente stressada com o teu desenvolvimento, nesta consulta e depois do pediatra te observar, perguntei-lhe: "- O meu filho é saudável?", ao que ele respondeu: -"Está óptimo, mãe!".
Foi só o que eu quis ouvir e dei um enorme sorriso.
Agora só lá voltamos daqui a 6 meses, e eu espero que seja mesmo assim.

Malditos vírus!

Ora bem, febre alta quer sempre dizer qualquer coisa, mais tarde ou mais cedo.
E se na altura não percebemos porque estavas a ter febre, nesse fim-de-semana deu para perceber. Veio a gastroenterite e por causa dela passaste o fim de semana a vomitar forte e feio.
Foi de loucos, contigo assim, sem comeres, a deitar tudo fora, com imensa roupa suja e chão e paredes e nem o sofá da sala escapou.
Na 2ª feira parecias estar melhor e levei-te para a creche. Claro que foi óbvia a conclusão que quase todos apanharam o parvo do vírus e andou tudo a dieta durante a semana.
Apesar de saber que estas coisas demoram a passar, começámos a achar que em dada altura estavas a provocar o vómito. Ou talvez não, não cheguei a conclusão nenhuma.
A verdade é que a tua educadora também achou o mesmo e ralhava contigo. Em casa, era de noite, por volta das 2.00h que começavas a tossir e lá tínhamos "diversão nocturna".
Agora estás melhor e já comes como deve ser.
Esta demorou mais de 2 semanas a passar e ainda acho que o vírus não foi embora de vez, mas pelo menos, deixou o apetite regressar. Valha-nos isso!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2 Anos

Feliz aniversário, meu querido filho!
Era impensável não ficar neste teu cantinho o registo do dia em que comemoramos 2 anos da tua vida, apesar de já o estar a contar uns dias depois.
Se o primeiro aniversário tem um sabor especial, os 2 anos ainda sabem melhor por te ver lindo, saudável e a alegrar a vida dos papás e restante família.Nem há palavras escritas ou faladas que expressem os sentimentos que hoje temos.
Só o Amor que sentimos por ti e esperamos que o sintas revelam que tu, Pedro, és a nossa própria vida.
Como há um ano ainda não existia este espacinho, quero contar-te o dia do teu nascimento.
Neste Domingo, acordei às 6.00h com uma enorme vontade de ir ao wc. O papá estava no turno da noite e só saía às 8.00h, pelo que estava sózinha em casa, mas com tudo pronto.Nesse momento rebentaram as águas e soube que seria nesse dia que nascerias.
Por incrível que pareça, estava calma, nada ansiosa nem apreensiva e isto porque não sentia dores absolutamente nenhumas.
Na 6ª feira anterior tinha ido fazer o CTG e a médica tinha organizado tudo para se até dia 13 de Outubro não nascesses de forma espontânea, fazer-te vir ao mundo. Mas como calhava numa sexta, deves ter achado que não seria um dia bom e lá resolveste antecipar o acontecimento.
Depois de ter tomado um breve duche, telefonei ao teu pai e disse-lhe que tinham rebentado as águas. Como só saía às 8.00h e não dava para avisar o chefe (porque isto de ser segurança é complicado) achou melhor que eu chamasse o 112 e quando saísse iria ter ao hospital.
Assim fiz. Veio a ambulância com dois bombeiros que me queria levar para a MAC, mas eu disse-lhes que era para outra unidade hospitalar. Lá fui. Quando chegámos não sabiam onde era a entrada e lá lhes expliquei. Estava na hora de te ter e ainda hoje me admiro com a minha calma. Veio ter comigo uma médica que me disse estar a ser um dia complicado e não havia vagas. Respondi que estava tudo marcado para ser ali, pois a minha médica fazia ali serviço. Lá pensou uns minutos e mandou-me fazer o registo de entrada.
Depois, filhote, dirigiu-me para a sala de preparação, onde troquei de roupa e vesti aquela bata tão gira e que não tapa nada, fizeram-me o toque (coisa horrorosa) e viram que tinha apenas 1 dedo de dilatação pelo que a coisa iria demorar, a depilação (que doeu bastante) e levaram-me para a sala de partos que por acaso ainda estava a ser limpa. Esperei cá fora, sentada numa cadeira e entretanto chegou o teu pai. Foi um alívio porque não queria estar mais sozinha. Depois da sala de partos estar pronta, mandaram-me deitar na cama e disseram ao teu pai para sair e levar a mala porque por enquando ainda não seria precisa. Entretanto veio uma enfermeira para me por o soro e mais não sei o quê para forçar a dilatação. Só à quarta vez é que conseguiu acertar e diga-se de passagem que eu já estava com as mãos bem doridas de tanta picadela. Ligaram-me o CTG para te monitorizarem e foram embora. Entretanto veio novamente o teu pai e passados uns minutos, aparece a minha médica. Tinha observado a minha ficha e disse ao teu pai que podia ir para casa descansar um pouco porque ainda estava demorado. O que fez a seguir desagradou-me imenso porque como tinha terminado o turno dela, virou costas e foi embora.
Eu disse ao teu pai para ir para casa descansar um pouco pois como tava a situação, e se ía demorar, não valia a pena ele lá ficar. E foi.
Entretanto, apareceu mais um médico que me fez mais um toque e concluiu que ainda não tinha aumentado de dilatação. O medicamento não tava a fazer qualquer efeito e só restava aguardar. Continuei sem ter qualquer tipo de dores ou desconforto a não ser o ter de estar deitada.
Deve ter passado algum tempo, não muito porque de repente, entra um enfermeiro na sala a correr seguido de mais duas enfermeiras e esse médico que lá tinha estado, todos com ar de preocupados.
Nos primeiros segundos não percebi nada do que estava a acontecer. Depois, vi-os a analizar o relatório do CTG e percebi que o meu filho estava em sofrimento. Aí, senti um aperto e perdi toda a calma. Comecei a chorar e a perguntar o que se passava. Ninguém me respondia.
Puseram-me a oxigénio, colocaram mais não sei o quê no suporte do soro e levaram-me para uma sala que recordo ter as paredes pintadas de azul. Já tinha entendido que não estavas bem e as conversas entre enfermeiras e médicos giravam em torno disso.Chorei, silenciosamente, as lágrimas não paravam de cair. Só pensava em ti, Pedro.Depois, ouvi dizer, e já com a sensação que estava a escutar as vozes ao longe, que tinhas recuperado e estavas bem.Lembro de uma médica ou enfermeira fazer-me festas no braço e dizer-me para me tranquilizar porque estavas bem.Percebi que estavam à espera de autorização para começar a cesariana. E que esta tardava em chegar.A partir daqui, começa tudo a ficar mais confuso porque comecei a tremer e a sentir muito frio. E pensei: o meu filho está bem, mas eu não. E voltei a chorar. Senti medo de não te conhecer. Coisas parvas que nos passam pela cabeça.
Não sei a quem tenho de agradecer porque ao verem-me assim, resolveram iniciar a cesariana e não esperaram mais pela autorização.
Senti mais uma injecção que deduzo ter sido para a anestesia geral e apagaram-se as luzes.
Quando acordei, estava noutra sala e com imensas dores, ainda sob o efeito da anestesia. Levaram-me e a ti, filhote, no teu berço, para o quarto onde iríamos ficar, e onde avistei o teu pai, que quando voltou disseram-lhe: "O seu filho já nasceu!".
Quando te vi pela primeira vez, pensei:"é a cara do papá...", "é o meu filho!".
Ficámos lá até quarta-feira à tarde e devo dizer que estava desejando de irmos para casa, mesmo com toda a insegurança e nervosismo de ter um filho nos braços e a mais completa inexperiência. Mas os dias no hospital não foram nada fáceis, com muitas dores, pouco dormi e passaste noites a chorar, que nem as enfermeiras sabiam o que fazer.
O teu nascimento não foi recheado de emoções nem um acontecimento envolto na magia da maternidade. Considero que ambos tivemos sorte.
Mas estás cá e o mais lindo menino do universo!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Começou...

É oficial. Iniciou-se a época da febre alta, da tosse e tudo o que vem por acréscimo.
Começou ontem com pouca vontade de jantar, com temperatura a passar o normal e às 4.00h da madrugada a choramingar por água. Estavas tão quente que despertei de imediato. Quase 40º. Despir, benuron, água morna pelo corpo, água no biberon. Ficámos os dois no sofá, eu a vigiar-te e com o coração aos pulos. Adormeceste passado pouco tempo e ficámos ali. Nem tive coragem de te levar para a tua cama com receio de...
Às 7.00 combinei com os teus avós ficares com eles e "voei" atravessando a cidade para chegar no menor tempo possível porque já estavas com 39,1º e ainda não tinham passado as 4 horas para te dar o Brufen. Estás bem disposto e com pouca tosse mas os sinais estão aí. Constipação que rezo não passar disso.
E não sei o que faça. Se fiques esta noite com os avós ou se te vou buscar para amanhã te pôr lá novamente, filho.
São as noites que mais me afligem porque adormecemos e podemos não dar conta de alguma coisa...
Tens de ser forte, filhote! Sim?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Não serão demais?

Que o príncipe tenha uma namorada, ainda vá.
Agora duas?!
Contado hoje pelas auxiliares quando o fui levar à creche. Com direito a fotografia e tudo!
Aula de música experiencial. Tudo calminho. Segue-se uma dança aos pares onde parece que ficaste com outra coleguinha, a Carlota. Que pelos vistos gosta de ti pois esticou-se para te dar um beijinho...
Outra namoradinha?
Não é a Ema?
Já não sei o que pensar...mas, filhote, vamos com calma, sim?

Praia em casa

Por voltas das 22.00h tomas o banhinho.
A mamã despe-te enquanto o papá prepara o banho de espuma, sim porque tem de ter mesmo espuma.
E já estás a rabujar por qualquer coisa enquanto tento tirar-te a roupa.
Lá vamos para a casa-de-banho, mas antes do papá pegar em ti, começa assim:
Pai - O que é isto?
Pedro - Ponja!
Pai - O que é isto?
Pedro - Balde!
Pai - O que é isto?
Pedro - Outa Ponja!
Pai - O que é isto?
Pedro - Pato!
Pai - O que é isto?
Pedro - Eador! (regador pequeno)
Pai - O que é isto?
Pedro - Pá!
Pai - O que é isto?
Pedro - Bato! (barco)
Pai - O que é isto?
Pedro - Puma! (espuma)
E lá vai todo risonho para a banheira.
São momentos de brincadeira entre os dois, pai e filho, apenas eles, cumplicidade, gargalhadas, ralhanços, tudo à mistura.
E no final, quando entro para o embrulhar nas toalhas e levá-lo para o quarto, temos a praia dentro de casa onde tu, filhote, te deitas de barriga para baixo, na banheira, com a cabeça de fora e dizes todo contente: - Paia!!!
Todas as noites temos mais do mesmo e acabamos sempre a rir, e contigo a rabujar por o banhinho ter terminado.
Amanhã há mais, filhote!

Estás assim

Com tanto trabalho os dias têm passado e nem consigo contar-te mais algumas "proezas" que fazes e agora que te aproximas dos 2 aninhos, são cada vez mais as rabugices novas.
Temos a consulta dos 24 meses marcada para dia 10 de Outubro. Confesso que estou um pouco ansiosa em saber como vai o pediatra achar que estás.
Para mim e para o teu papás, estás óptimo!
Falas imenso com palavras novas, frases completas e perceptíveis e lógicas.
Comes bem melhor e andas com muito apetite, para além de comeres sozinho muito bem (desde que estejas bem disposto, claro!)
Sobes e desces para cima de tudo o que encontras, e mexes em tudo o que encontras.
És sociável, e gostas da escolinha e dos colegas e educadoras.
Tens excelente memória, menos para os avisos dos papás, claro...
As noites, essas é que continuam na mesma. Uma vez por outra, lá dormes a noite inteira, mas são poucas e muito espaçadas. Ou hás-de ter fome e queres leite ou choramingas e chamas por mim, para te dar a chucha ou o ursinho. Passados uns dias ou melhor, noites, nisto, ando bem mais cansada e com menos paciência para tudo.
Gostas mais de jogar à bola ou com o balão do que brincar com os brinquedos que tens. A solução, algumas vezes em que preciso de fazer alguma coisa, é mesmo deixar-te desarrumar tudo para te entreteres um pouco.
Estás um lindo!!