Começamos oficialmente a procurar uma casa maior para vivermos.
É tempo de crise, sabemos isso, mas algum dia tem de ser e esperar que isto melhore pode levar tempo e precisamos urgentemente de encontrar uma casa maior para o Pedro ter o seu espaço próprio.
Naõ faço a mais pequena ideia como vamos contornar a situação de conseguirmos pagar uma prestação. Não nos saiu nenhum prémio nem fomos aumentados nem houve redução de custos lá em casa.
Só sei que temos de avançar com isto antes de dar em doida com a falta de espaço e com o Pedro a acordar todas as noites só para ver se a mamã se levanta e dar-lhe a chucha ou o peluche.
Ando a inventar nas arrumações. Cada vez mais tem mais brinquedos e roupa a aumentar de tamanho ocupa também mais espaço.
Temos de vender o nosso T1, que é uma casa em bom estado mas falta-lhe realmente mais um quarto.
Às vezes ponho-me a pensar que há pessoas em situações bem piores e que devíamos dar graças por termos casa e em boas condições e ajuda dos avós do menino.
Mas não chega. E se esperarmos que toda esta crise termine ou venham melhores dias, quanto tempo mais teremos de ali estar?
E penso também, muitas vezes, que apesar de ter emprego estável, recebo um valor equivalente ao da Idade Média que nem dá para as despesas mensais.
E somos poupados pois nem saídas, nem almoços ou jantares fora, nem cabeleireiros frequentes, nem cinemas, nem nada de situações que agora são quase um luxo. Compro coisas para o Pedro mas procuro e comparo muito os preços, quer dos brinquedos quer da roupa. Faço muitas contas à vida durante o mês inteiro. Se ficasse em casa com o miúdo, acabava por ser mais vantajoso economicamente. Mas tanto ele precisa do convívio com outros da sua idade, como eu preciso de estar a fazer algo que evite a estagnação cerebral.
Andamos à procura, a ver, a pensar.
Às vezes, só me apetece dizer umas quantas ao meu boss e fazer-lhe ver a realidade da maioria da classe trabalhadora onde me incluo e ao maridinho e perguntar-lhe como se vive um mês inteiro com aquilo que ele gasta em meia dúzia de refeições que depois é reembolsado pela empresa no final do mês.
Às vezes, sinto o peso de tanta injustiça e custa...
Mas como a tropa manda desenrascar, vamos a ver se conseguimos encontrar um novo lar para nóis 3 e à nossa medida.

1 comentário:
Olá Elisabete,
Fiquei muito contente por te "ver" no meu cantinho!! Há tanto tempo que não venho cá, sem que saiba muito bem porquê ... pois gosto muito do teu Blog e esboço sempre um sorriso quando me deparo com o sorriso do teu Rabuja no topo do teu Blog!!
Olha vou aproveitar este teu post para te dizer o seguinte: optei por ficar em casa a tomar conta da Rita e do Di, porque economicamente não me justificava ir trabalhar. O infantário mais barato que aqui encontrei pedia-me 520,00 pelos dois e o mais caro 770,00.
Obviamente que o facto de estarmos em casa nos tras algumas vantages, somos donas do nosso tempo, podemos estar 24 horas com os nossos filhos mas ... eu não aconselho a ninguém.
Hoje posso dizer que não estou em casa por opção mas por obrigação! Hoje não consigo encontrar trabalho que me permita suportar a despesa da escola dos meus filhos, e o meu orçamento familiar não me permite andar a pagar para trabalhar!!!
Por isso te digo, por muito que te custe, nunca deixes o teu trabalho, pois com todos os inconvenientes que concerteza terá ... te fará evoluir e não permitirá o atrofio mental a que se sujeita quem está em casa!!
Um beijinho
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