Estes últimos dias tenho visto que anda no ar uma sensação de insegurança sobre os blogues. Uns são privatizados, outros contém códigos para evitar cópias de fotos e textos, outros continuam públicos.
Têm escrito, falado, comentado, questionado.
Também eu vou dizer o que penso.
Segurança, protecção, risco calculado ou partilha total.
Gosto de ler os blogues que visito. Gosto de sentir o amor de mãe e pai. Gosto de aprender a ser mãe. Gosto de ler as traquinices das crianças. Já ri e chorei com histórias de encantar e tristes.
Porque se tem um blog?
Pelos mais variados motivos e mais uns tantos que não me ocorre.
Eu, pessoalmente, após ter visitado uns quantos, também quis fazer um para o filhote. Para mim e para ele.
Inicialmente para ele ler, agora também para escrever sobre situações que parecem nada ter a haver com o Rabuja mas acabam por influenciar.
E gosto de reler o que escrevi, corrigir, actualizar.
E gosto que me leiam.
E isso traz ao de cima o que vejo nalguns blogs: quase todos os blogues foram feitos para os filhotes mais tarde lerem essas histórias. Uns são escritos de forma engraçada e com uma marca muito pessoal, outros são relatos e outros são assim como este, sem piada, modestos mas imensamente sinceros.
E a verdade é que não há ninguém que não goste que lhe leiam o blogue e deixem o seu comentário, miminho ou rabugice. Porque somos seres com sentimentos e uns dias estamos bem e outros não e uns dias os filhos estão bem e outros não. E nessas alturas, partilhar as alegrias e procurar um pouco de conforto nas tristezas, é também um dos objectivos de quem tem um blogue.
E fazer amizades.
Ora assim sendo, privatizar, para mim, faz pouco sentido.
Se quizessemos algo pessoal, escrevia-se um diário como se fazia nos tempos de adolescente (ainda lá tenho os meus...), num caderno ou usando as novas tecnologias, no PC em word.
Fotos? Gosto de ver o meu príncipe. Não é por seu meu filho, mas tem uma carinha muito larocas. Usei um código para protecção de cópias, mas sinceramente, acho que um fulano/a com geito para estas coisas acaba sempre por vencer o sistema.
Claro que há o mínimo de cuidado na escolha de fotos e relatos. Eu própria, agora alertada para esta situação, começo a ter mais sentido no que escrevo e nas fotos que escolho.
Mas não tenho receio de ursupação de palavras e imagens. Receio mais futuras idas a parques infantis, jardins e praias do que um blogue. Isto porque não vou passar o resto da minha vida a segurar a mãozinha do meu filho ou impedi-lo de andar no escorrega ou a brincar na areia...
Aí sim, a preocupação andará mais acentuada e os sentidos mais alerta...
Dia a dia, tenho de deixar o Pedro na creche cerca de 11 horas. Tenho de confiar em quem cuida dele e tranquilizar-me. É a vida e não posso fazer nada nem estar 24 horas em cima dele.
Sei que como tudo na vida, os blogues têm o mau e o bom.
Possivelmente, já todos/as tomámos consciência disso.
É mau encontrar mentiras...é bom conhecer amigos...
Eu...vou continuar aqui...